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domingo, abril 11, 2021

Bocalom tira Associação dos Municípios do Acre da inadimplência; veja detalhes da dívida milionária

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Por três anos inscrita no Cadastro de Inadimplentes (Cadin), a Associação dos Municípios do Acre coleciona dividas.  Tião Bocalom, novo presidente e prefeito da capital, informou que negociou os débitos e resgatou o CPF da associação. Os gastos superaram, e muito, as receitas da Amac em gestões anteriores.

Documentos mostram que a AMAC ficou inadimplente entre os anos de 2018 e 2020 por contas atrasadas com uma empresa de telefonia.

Os débitos começaram com a ex-prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, que estava na presidência em 2019.

Ao todo, a AMAC deve R$ 2 milhões, e estava praticamente fechando as portas com tantas dívidas deixadas pelas antigas diretorias. Isso aconteceu justamente a entidade criada para ajudar os prefeitos a saírem da inadimplência e faz consultoria na preparação de projetos aos 22 municípios do Acre.

Os maiores débitos da AMAC são no judiciário. A entidade entrou com ações contra o governo do estado e a União, e desistiu dos processos, e vai ter que pagar as custas e a sucumbência aos procuradores do estado. Num único processo a dívida é de quase R$ 5 milhões. “

Se o juiz determinar 20% de sucumbência, a AMAC vai ter que desembolsar R$ 1 milhão de reais. De onde vamos tirar esse dinheiro?”, questionou o diretor executivo Marcos Lucena.

“As contas foram negociadas. Resgatamos o CPF e passamos a conseguir as certidões negativas”, explicou Lucena.

Outro problema grave da associação foi a contratação de funcionários sem concurso público. Em 2019, alguns deles foram demitidos, reclamaram na Justiça do Trabalho e a AMAC foi obrigada a reintegrar os trabalhadores e pagar todos os salários atrasados. Só em um processo, a associação teve que repassar ao funcionário mais de R$ 400 mil, conta que foi parcelada em 24 vezes.

Existem compras que chamaram a atenção: A direção chegou a comprar para uso próprio os celulares mais caros do mercado, e, em menos de um ano, já estavam danificados.
Mensalmente os 22 municípios do Acre repassam R$ 430 mil para a associações que presta serviço na elaboração de projetos, assessoria jurídica e na busca de recursos em Brasília, onde mantém um escritório.

O prefeito Tião Bocalon disse que vai operar um corte de gastos na AMAC para mantê-la funcionando e prestando todos os serviços que são essenciais para os municípios, principalmente os menores, que não têm recursos para contratar profissionais (engenheiros, por exemplo), e fica mais fácil usar o corpo técnico da associação.




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