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terça-feira, abril 20, 2021

Máfia dos plantões põe médico dentro do Huerb 24 horas por dia durante 15 dias seguidos; diretor do hospital se enrola e não explica

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O cirurgião geral Victor Judiss Lumes trabalhou dentro do maior hospital do Acre 24 horas por dia durante 15 dias seguidos.

Seria humanamente possível?

Uma escala obtida pelo acjornal diz que SIM.

A lógica dá a certeza que NÃO

O médico em questão não foi em casa e não teve folga, por que na escala está escrito PT (Plantão Total) de 24 horas VEZES QUINZE.

Quantas vidas podem ter sido perdidas depois de um plantão exaustivo de 24 horas? E depois de 60 horas? E depois de uma semana….e depois de 360 horas SEM DESCANSO, como é o caso?

No 4º andar do Huerb, em Rio Branco, ele deveria avaliar se pacientes deveriam ir ou não para o Centro Cirúrgico.

Estaria mesmo capacitado um profissional de saúde com uma jornada de trabalho tão intensa?

Sem imaginar que o jornal tivesse a escala em mãos, o diretor geral do Huerb, Areski Peniche, inicialmente procurado na noite desta segunda-feira, pediu “um tempo” para se explicar. Na manhã desta terça, ele deu uma explicação falha. Afirmou que o médico estava em “sobreaviso”, o que não é verdade.

Ouça no áudio do diretor, abaixo, e compare com a escala mais abaixo, onde não consta qualquer anotação sobre SA (sobre aviso), e sim Plantão Total (PT).

Na escala, há dois médicos. O que aparece abaixo, este, sim, está em sobreaviso, de forma destacada.

Quando não há irregularidade, o correto é dividir as 40 horas durante toda a semana – o equivalente a 160 horas no mês todo. É o que consta em contrato.

No caso do cirurgião Victor Judiss, ele “trabalhou” 90 horas semanais, ou três vezes mais do que o contrato que ele assinou em fevereiro deste ano.

Nunca se viu isso em escala médica.

A autenticidade do documento publicada acima foi comprovada pela reportagem.

Lumes poderia estar em algum lugar da Bahia ou do Amazonas, conforme status dele na rede social.  Ele não atualiza o Facebook desde 2018 e o Instagram dele é bloqueado.

A folha do Estado já foi fechada. A reportagem pedirá junto à SGA o salário real que será pago ao médico em março.

O governador Gladson Cameli e o secretário Alysson Bestene determinaram a correção das escalas para identificar fraudes que se arrastam há vários anos. A chama máfia dos plantões tem a conivência de gestores, médicos e até servidores.  O Ministério Público jamais deu um parecer sobre a irregularidade. O sindicato dos trabalhadores em saúde e o CRM  também se calam diante de tamanha vergonha, que sangra o erário público e torna cada vez mais distante a prestação de um serviço eficiente aos usuários do SUS.




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