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quarta-feira, abril 14, 2021

Juruá: Igreja Católica e Assembléia de Deus apóiam decreto do governo; Batista do Bosque é a única a concordar com o STF

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O ministro Cássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em caráter liminar (provisório) no último sábado (4) que estados, municípios e Distrito Federal não podem editar normas de combate à pandemia do novo coronavírus que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas.

A decisão individual do ministro libera cultos e missas em todo o país. Ele também determinou que governadores e prefeitos não podem exigir o cumprimento de normas já editadas que barrem a realização de missas, cultos e reuniões de quaisquer credos e religiões.

Nunes Marques tomou a decisão em uma ação da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que questionou decretos estaduais (Piauí e Roraima) e municipais (João Monlevade-MG, Macapá-AP, Serrinha-BA, Bebedouro-SP, Cajamar-SP, Rio Brilhante-MS e Armação dos Búzios-RJ) que suspenderam celebrações religiosas como medidas de enfrentamento à pandemia.

Segundo a Anajure, os decretos feriram “o direito fundamental à liberdade religiosa e o princípio da laicidade estatal, ao ser determinada a suspensão irrestrita das atividades religiosas na cidade”.

Os principais líderes religiosos do município de Cruzeiro do Sul se posicionaram sobre a decisão tomada e expuseram o posicionamento de algumas igrejas evangélicas e também da igreja católica no município.

O bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio Giovanalle, disse que a igreja católica do Juruá ira acatar e respeitar a determinação do Estado e que a prioridade neste momento é são vidas.
“Nossa prioridade são vidas, então estaremos realizando nossas celebrações com 20% da nossa capacidade durante a semana e respeitando o decreto governamental de fins de semana com missas on-line. A igreja católica é contra a decisão do ministro Nunes, estaremos respeitando o distanciamento social e as regras do Estado.”, disse Dom Flávio.

O Presidente da Igreja Assembleia de Deus, Pastor Carlos, também se posicionou contrário a decisão do ministro Nunes e disse que sua igreja já cumpre as normas de cultos on-line mesmo antes de decretos governamental.

“Vi a decisão do ministro Nunes, mais quero dizer que nossa igreja é contrária à liberação de cultos nesse momento da pandemia. Os números reduziram em nossa cidade mas continuam preocupantes em todo o país. Estaremos seguindo as normas determinadas pelo governo do Estado. Como pai e como líder religioso preciso seguir as normas”, finalizou.

Único religioso que se posicionou favorável foi o presidente da Igreja Batista do Bosque e no município, Pastor Carlos Mariano que enfatizou ser a favor da decisão pela igreja ser o pronto socorro espiritual das famílias.
“Sou favorável à decisão do ministro, esta sendo cumprida nossa Constituição. É claro que vivemos um período difícil e que precisamos nos cuidar mais as pessoas estão adoecendo, estão pegando depressão e a igreja é nosso pronto socorro espiritual, é lá que as famílias buscam refugio e fé em Deus para vencer esse mal.”, disse Carlos Mariano.




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