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segunda-feira, junho 21, 2021

Acre: cacique que perdeu a avó e a tia e ficou 40 dias internado agora se dedica a convencer outros povos indígenas a aceitarem a vacina

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O cacique Assis Kaxinawa, liderança da Aldeia Pynuiá, no município de Tarauacá, interior do Estado do Acre, nos últimos meses tem adotado a rotina diária de percorrer as outras comunidades indignas de sua região para pedir às lideranças locais que convençam seus povos a aceitarem a vacinação contra a covid-19.

Cerca de 50% dos índios acreanos que deveriam ter sido os primeiros imunizados, há quatro meses, ainda se recusam a tomar a vacina.

Kaxinawa diz que esse não foi o caso dele, uma vez que adoeceu antes da chegada da vacina e teve que passar 40 dias internado, respirando por meio de ventilação mecânica devido às complicações da covid-19.

Quando saiu do hospital, Assis ficou sabendo que a avó e uma tia mais próxima haviam morrido vitimas da doença. Desde que se recuperou passou a se dedicar à conscientização dos demais povos indígenas do Acre sobre o risco da doença e a importância da imunização por meio da vacina.

“Em áudio gravado por ele (ouça abaixo), direto de sua aldeia para fins de divulgação publica, Assis Kaxinawa se orgulha das 64 famílias sob sua responsabilidades já estarem, todas, vacinadas.

Ele critica a atitude de outros caciques que estariam sendo ludibriados por feke news sobre a eficácia das vacinas e deixando de imunizar seus povos.

“Eu tenho dito às outras lideranças que nenhuma medicina faz medo. O rapé não faz medo, a ayahuasca não faz medo, o campô não faz medo e nem a gotinha da vacina  faz medo. Abaixo de Deus, nos aqui já estamos imunizados e tenho fé em Deus que a pandemia vai passar e nós vamos viver mais outros quarenta ou mais anos se Deus quiser”, disse.

Os dados oficias mais recentes sobre o avanço da covid-19 entre os povos indígenas no Estado do Acre é datado do dia 18 de Novembro do ano passado,

Naquela época a doença já tinha matado 27 índios e 2.314 estariam infectados em 13 das 36 terras indígenas existentes no Estado.

Do total de mais de 16 mil indígenas acreanos, menos da metade havia sido imunizado até o mês passado devido à própria rejeição ao imunizante por medo de possíveis efeitos colaterais à formação genética humana




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