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domingo, abril 11, 2021

No puxadinho do INTO: emoção, orações e esperança no reencontro à distância de parentes e doentes de Covid

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A cena que se repete todos os dias em um pequeno puxadinho de um metro de altura ao lado do hospital de campanha do Instituto de Traumatologia do Acre (INTO) retrata, com precisão, o sofrimento de quem luta contra a covid-19 e o drama dos parentes, do lado de fora do maior hospital do Acre de referencia ao tratamento da doença.

Ali, todos os dias, a partir das 15 horas, famílias inteiras ficam de prontidão na esperança de que o parente hospitalizado apareça e apresente, lá do alto, um pequeno gesto de positivo que renove a esperança de cura da doença.

Tem sido assim, nos últimos quinze dias, com dona Maria Angelíta do Carmo e os três filhos desde que o esposo dela foi internado com falta de ar devido ao agravamento da covid-19.

“Nos primeiros dias a gente vinha em busca de informações sobre ele na portaria do hospital porque sabíamos que o quadro de saúde dele era delicado e jamais ele iria aparecer aqui na sacada. Mas depois, graças a Deus, ele já pode vir na janela para a gente vê, pelo menos de longe, como ele está“, diz a funcionaria publica.

O filho do casal, Rodolfo do Carmo, relatou ao Acjornal a emoção da primeira fez que o pai apareceu na sacada do prédio e acenou positivamente para a família. “Já era o décimo segundo dia que a gente vinha para cá e nada, de repente ele apareceu, muito abatido, fez gesto de positivo e soltou beijos pra nós. Eu lembro que a gente se abraçou e começamos a pular, enquanto uns choravam e outros rezavam e sorriam ao mesmo tempo”, lembrou.

Igual à família de dona Angelíta do Carmo, muitas outras passam a tarde no estacionamento em frente ao puxadinho do INTO na esperança de que o parente internado com covid possa aparecer a qualquer momento.

Do lado de fora, eles mostram as mensagens de solidariedade ao doente, gravam vídeos do paciente e fazem transmissão ao vivo pelas redes sociais para quem ficou em casa acompanhar.

Cuidadosamente, as equipes de acompanhamento do hospital vão trazendo um por um dos pacientes com autorização médica pra receber visita. Depois de alguns minutos de contato visual com a família, eles são levados de volta para as enfermarias, alguns em cadeira de rodas.

E assim, a mesma cena se repete todos os dias, a partir das 16 horas, no puxadinho (sacada) do INTO conforme orientação da diretoria clinica do próprio hospital.




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