No menu items!
22.3 C
Rio Branco
segunda-feira, junho 14, 2021

MDB e 6 partidos fecham com Gladson; Alysson vai pra federal, Igrejas ficam no vácuo, Petecão é “candidatíssimo” e Bocalom deixará o PP

spot_img

Últimas

O ex-secretário de Saúde, Alysson Bestene, será candidato a deputado federal. Seu nome já não é mais cotado para vice numa chapa encabeçada por Gladson Cameli. O grupo que apóia e articula forças para a reeleição do governador acredita que Alysson puxaria votos, juntamente com o Ney Amorim (Podemos) e outros nomes de expressão, para eleger a maioria dos oito futuros parlamentares na câmara Federal. “Ele (o ex-secretário) se notabilizou nesta pandemia. Fui leal e empenhado. Tem seu valor reconhecido por todos nós”, afirmou um importante líder político próximo ao Palácio do Governo.

Assim, Gladson procura ainda por um vice com densidade eleitoral capaz de derrotar a chapa oposta mais combativa, a que terá o senador Sérgio Petecão na cabeça. Um assessor do senador confidenciou ao acjornal, neste domingo, que ele “é candidatíssimo”. Tanto que tem usado a esposa, a vice-prefeita de Rio Branco Marfisa Galvão, como um espécie de “esparring”.

Sairia do MDB o vice de Cameli?

É provável, mas menos possível do que muitos imaginam. Não se sabe as condições de um encontro ocorrido nas últimas hora entre o governador e seu primo, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales. A mulher dele, Antônia Sales, deputada estadual e crítica do governo, sentou à mesma mesa na paradisíaca Fazenda do casal. É fato que Márcio Bittar, senador do MDB, tem se declarado simpático á reeleições de Cameli, ainda que não se descarte a sua candidatura também, caso ele acorde um dia e descubra que ser ministro na gestão Bolsonaro terá sido um sonho.

Petecão também costura a filiação do prefeito Tião Bocalom ao seu partido, o PSD. O gestor da capital, disse a fonte, estaria de saída do Progressistas, legenda pela qual foi eleito em 2020. “Mas ele vai só”, declarou. Ou seja, os três deputados do PP e demais caciques sequer pensam em abandonar Cameli.

Há uma interrogação, no entanto, sobre o destino da senadora Mailza Gomes, presidente do PP. Ela herdou o mandato do próprio Gladson, a quem deveria lealdade, mas tem agido com certa ingratidão há vários meses. Na eleição passada, Mailza divergiu com o governador, ficou no palanque de Bocalom e conseguiu manter o marido num dos cargos mais bem pagos do estado.

Cameli se adiantou à cartada que Petecão pretendia junto a seis partidos pequenos. Reuniu com os dirigentes máximos e acertou condições para ter o apoio das seguintes legendas em 2022: Democracia Cristã, Partido da Mulher, Cidadania, Partido Verde, PTC e PSC.

“É uma dívida antiga”, respondeu um dirigente ao ser questionado sobre os acordos com os partidos pequenos. “Todos nós estávamos com o governador em 2020”, disse sem dar detalhes.

Na contramão de qualquer acordo, pesa a intenção do governador de despolitizar as repartições públicas.

Uma tentativa de grupos militares de ingerir nas secretarias também dificulta, o que pode beneficiar as investidas do senador Petecão sobre os chamados nanicos.

Outro grupo que aguarda ser chamado para “negociar” é liderado por alguns pastores. Muito embora o deputado Alan Rick tenha influência sobre a Liga das Igrejas Evangélicas, não há tratativas desse grupo com Gladson ou Petecão. Mas é um capital político com uma densidade eleitoral que não poderia ser descartada por quem tem pretensões grandiosas no pleito do ano que vem.

A conferir !




- Advertisement -spot_img

Mais notícias