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segunda-feira, junho 14, 2021

Sindicato dos Camelôs pediu remoção de barracas ilegais; prefeitura investiga aluguel e venda de box´s no Centro de Rio Branco

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A prefeitura de Rio Branco vai investigar os lojistas que estão no Aquiry Shopping e os camelôs que ficavam no calçadão e que tiveram as barracas derrubadas nesse final de semana. O objetivo da investigação é saber quem realmente se enquadra nas regras para ser permissionário.

O gabinete militar do município ficará encarregado desse levantamento que deve ser feito em 30 dias. De acordo com o coronel Ezequiel Bino, várias denúncias chegaram à prefeitura de que algumas barracas eram alugadas, outras foram negociadas por R$ até 4 mil e ainda tinha camelô com loja no shopping popular e outra no calçadão.

Quando amanheceu nessa segunda-feira uma parte do calçadão, no centro de Rio Branco, estava toda limpa. Ficaram apenas as bancas fixas, construídas pela prefeitura e que foram repassadas aos permissionários.

No sábado à noite, funcionários da prefeitura derrubaram as barracas de lona e madeira que estavam de forma ilegal no calçadão. Numa ação rápida, o material foi colocado em caçambas e retirado em poucos minutos, aproveitando o momento em que os camelôs estavam em casa.

As 7:30hs dessa segunda-feira, os camelôs, revoltados, usaram caixas de lixo e os próprios corpos para fechar a ponte nova no lado do primeiro distrito, na rua Marechal Deodoro.

Com cartazes, criticavam a atitude da prefeitura de retirar as barracas. Os camelôs acusam o prefeito Tião Bocalon de tomar a decisão sem ao menos conversar com os trabalhadores.

“Eles até falaram que retiraria a gente, mas falaram também que conseguiriam um lugar para a gente trabalhar. De repente levaram nossas barracas e agora ficamos sem nossa renda. Dessa foram quebraram a palavra com a gente”, reclamou Bruna Soares, uma das manifestantes.

O protesto dos camelôs na ponte durou uma hora e meia, até que a polícia militar convenceu o grupo com 35 pessoas para que fossem a outro local.

Os camelôs queriam conversar com um representante da prefeitura, por isso foram para a frente da sede do município, mas, como não foram recebidos, se dirigiram para a esquina da avenida Ceará, próximo ao banco Santander, onde fecharam mais ruas.

A prefeitura explicou que no dia 05 de maio houve uma reunião com os camelôs que estavam no calçadão e eles foram avisados sobre a retirada. Segundo o coronel Bino, o sindicato dos camelôs também enviou um documento pedindo a retirada das barracas irregulares, pois faziam uma concorrência desleal com quem tem loja no shopping popular.
A prefeitura pediu 30 dias para analisar o cada de cada um dos 50 camelôs que constam em um abaixo assinado enviado à prefeitura.




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