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segunda-feira, junho 14, 2021

Sacanagem: Viação Floresta, que deve salários e 13º, cobra multas de 18 motoristas usados por empresários para chantagearem prefeitura

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A empresa Auto Viação Floresta vai à Justiça do Trabalho para cobrar de 18 motoristas e do sindicato da categoria pelas multas aplicadas pela prefeitura durante a paralisação fevereiro desse ano.

A audiência de conciliação acontece nessa terça-feira (25), as 11:30. Os trabalhadores estão revoltados porque no ano passado, enquanto a paralisação dos coletivos atendia uma reivindicação das empresas, a Viação Floresta usou os trabalhadores para tentar conseguir da prefeitura ajuda de custo de R$ 2 milhões.

A prefeitura ficou impedida de repassar o dinheiro e os trabalhadores continuaram com os salários atrasados, sem receber férias e décimo terceiro salário. Em fevereiro desse ano, os motoristas voltaram a cruzar os braços em frente a garagem da empresa no segundo distrito para cobrar os valores em atraso. A empresa recebeu mais de 100 multas por deixar de prestar o serviço e, por isso, os empresários não perdoaram, ingressaram uma ação na justiça do trabalho contra 18 motoristas que fizeram frente ao movimento.

Sem dinheiro para pagar um advogado os motoristas buscam encontrar ajuda no Ministério Público do Trabalho e na defensoria pública, só que, apesar dos esforços, não foram recebidos por ninguém.

Na reclamação trabalhista, a empresa está exigindo dos trabalhadores a devolução do dinheiro dos dias em quem ficaram parados fazendo a paralisação, e a cobertura dos prejuízos da empresa. Na conta para os trabalhadores entra até um coletivo incendiado na rodovia Ac40 na região do Santa Maria.

Segundo o motorista Diógenes Moreira, as empresas querem uma sentença favorável para poder demitir os motoristas em justa causa, assim não precisaria arcar com os valores da rescisão trabalhista.

“Até porque a Viação Floresta não vem depositando o FGTS dos trabalhadores há muitos anos”, reclamou.

O sindicato dos trabalhadores, citado no processo, ainda não ofereceu um advogado para o grupo, que, além de perder dinheiro com o atraso de salário, das férias e décimo terceiro, podem ser obrigados a pagar os prejuízos da empresa.

A prefeitura, através da RBtrans, disse que nessa queda de braço entre patrão e empregado não pode fazer nada, mas cobra das empresas o pagamento dos salários em dia.




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