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Caso Jonhliane: Segundo dia de julgamento começa com depoimento de Ícaro

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Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araujo de Lima serão ouvidos nesta quarta-feira (18) no segundo dia do júri da dupla acusada na morte de Jonhliane Paiva Sousa em agosto de 2020. No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas ouvidas dez testemunhas, entre elas a mãe da jovem, Raimunda Paiva, que foi a última a prestar depoimento no plenário.

O júri popular ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar e está sendo conduzido pelo juiz Alesson Braz. O primeiro dia de sessão durou mais de 10 horas. Neste segundo dia, os acusados devem ser ouvidos e depois defesa e acusação iniciam os debates, que devem durar 6 horas. E o juiz já programa um terceiro dia de julgamento para quinta-feira (19).

A advogada de Alan, Helane Christina Silva, avaliou o primeiro dia de júri como positivo para a defesa. “Somente um dos depoimentos alega ter tido uma visão de racha. Hoje [quinta-feira] chegamos ao ponto de ouvir os réus para depois iniciarmos os debates, que devem durar 6 horas, tendo intervalos, e partiremos para as requisições e o juiz já está programando para concluirmos os debates e a sentença ser dada na quinta.

Veja o resumo do primeiro dia

O primeiro dia começou com o perito responsável pelo laudo sendo ouvido. João Tiago Marinheiro, responsável pelo laudo do acidente, que explicou detalhadamente os pontos que foram analisados no documento.

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Pela análise das primeiras imagens, em frente ao Horto Florestal, segundo ele, a moto estava a 23,54km/h, a BMW em 46,44 km/h e o fusca em 30,74 km/h. Já em frente ao Damásio, cerca de 11 metros antes da colisão, a moto estava a 46,12km/h, já a BMW estava a 151,77 km/h e o fusca em 87,91km/h.

No momento da colisão foi calculada somente a velocidade da BMW, porque o fusca não teve interação com a motocicleta, conforme explicou o perito. Já com relação à motocicleta, não foi possível calcular, porque foi absorvida pela velocidade da BMW, que, no momento em que bateu na jovem, estava a 155,23 km/h, segundo o documento. A velocidade máxima da via é 40km/h.

A vítima, segundo o perito, foi arremessada a mais de 70 metros e a moto arrastada por mais de 100 metros.

Logo em seguida, foram ouvidas testemunhas oculares e amigos dos dois acusados. Um dos depoimentos mais esperados foi o da mãe da vítima, Raimunda Paiva, que devia ter sido ouvida ainda pela manhã, mas precisou ir para casa ser medicada. Durante todo o dia, os irmão de Jonhliane optaram que ela não acompanhasse o júri.

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Já na noite de terça, ela chegou à sessão e, muito emocionada, respondeu às perguntas do juiz e do Ministério Público (MP-AC), responsável pela acusação dos réus pelo promotor Efrain Enrique Filho. Os advogados de defesa de Ícaro e Alan não quiseram fazer perguntas à Raimunda.

Em seu relato comovente, Raimunda clamou por justiça e disse que nada vai trazer a filha de volta. Além disso, ela falou da indignação em relação à forma como o corpo da filha foi deixado pelos acusados após o acidente. “Eu acho assim, nem um animal que a gente vê na rua a gente trata assim, tem que ajudar, a gente não deixa daquele jeito.”

Ela reforçou ainda a tese de que os acusados, Ícaro e Alan, se conheciam e que estavam fazendo um racha no momento em que a filha foi morta.

“Peço justiça, esse negócio de dizer que ele não estava fazendo racha é impossível por causa daquela velocidade em um ligar que era 40 quilômetros e uma pessoa andar a 150 quilômetros, eu queria uma resposta”, pediu.

Por G1

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Dono do Araújo prevê aumentos nos preços de produtos básicos e defende empresários

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O empresário Adem Araújo, sócio-proprietário do Grupo AraSuper, maior e mais antiga rede de supermercados do Acre, que completa 41 anos em 2022, participou, na manhã desta segunda-feira, 27, do Programa Andrade Filho, na Rádio Gazeta 93.3 FM. Durante a entrevista, o empresário falou sobre investimentos, economia, política, trajetória empresarial, empreendedorismo, dentre outros assuntos. Atualmente, o Grupo AraSuper possui 11 lojas em Rio Branco e três em Porto Velho. Em quatro décadas de atuação no Estado, Araújo diz não saber o “segredo” do sucesso, ressaltando que quem mantém uma empresa é o cliente.

“Sabemos que o segredo do fracasso está em querer fazer as coisas que todos gostariam que fossem feitas. Porém, fazemos do jeito que achamos que deve ser feito. Iniciamos esse projeto no final de 1981, eu, meu irmão Aldenor e meu cunhado Peregrino Pereira. Nosso aprendizado foi ao inverso: começamos para aprender no mundo dos negócios, nossa escola foi trabalhando, comercializado, comprando e vendendo. Lógico, estamos aprendendo ainda, pois a vida é um aprendizado. Levamos 10 anos para expandir os negócios, sempre valorizando o cliente, pois é ele que mantém a nossa empresa”, frisou Adem.

O empresário falou sobre inflação no país e quais são os impactos no setor alimentício, tendo em vista o aumento do preço dos produtos. “Essa situação impacta em todas as regiões, inclusive nas produtoras. Claro, com uma distância de três mil quilômetros dos nossos fornecedores, terá uma influência muito maior no preço dos produtos. Sobre a questão do aumento dos combustíveis, não vislumbramos uma amenização no custo”, avaliou ele.

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“A elevação deve ocorrer nos produtos essenciais, básicos para o consumo da população, como os derivados da soja, açúcar, arroz, produtos hortifrutigranjeiros. Por outro lado, temos o problema de produção de leite, com a migração da maioria dos produtores para outras culturas, principalmente para o grão, que está ‘dando’ muito dinheiro. A partir de julho, o cliente vai pagar de R$ 7 a R$ 8 no litro do leite. Complicado, porque a questão da fome, de pessoas sem trabalho, para comprar alimentos, é uma tendência mundial, na qual o Brasil está sofrendo um pouco mais. No entanto, a perspectiva é que as coisas melhorem em 2023”.

Produção acreana

Araújo salientou que deveria existir mais investimento das autoridades para incentivar o produtor rural. “Temos tido dificuldade, ao longo dos anos, em relação ao que é produzindo em nosso Estado. Realmente, pouco se é produzido no Acre. Temos que trazer diversos produtos de outras regiões. Infelizmente, o que ainda falta é apoio, que não é relacionado a dinheiro, e, sim, à assistência técnica, motivação. O poder público tem que ter um olhar diferenciado para essa questão. Não conseguimos avançar. O prefeito de Rio Branco tem esse pensamento, de mover o setor produtivo, primário, agronegócio, mas pouco foi feito. O produtor tem que ter segurança para expandir o que ele produz. Centenas de produtos comercializados no Acre vêm de Rondônia”.

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Redução nos preços dos itens da cesta básica, proposta pelo presidente Bolsonaro
O empresário comentou se isso seria possível. “Participei da reunião com o presidente Bolsonaro, com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e outras lideranças do setor de supermercados. Muitos acreditam que a alta nos preços é uma escolha dos empresários, mas não é bem assim. No encontro, foi sugerido que controlássemos os preços, reduzíssemos a margem até o próximo ano. Mas, a nossa margem, na maioria das vezes, é zero nos produtos básicos. Sugerimos que pudessem isentar o ICMS, que não depende do governo federal, mas do governo estadual, o que é uma guerra muito grande. Porém, essa questão deve ser resolvida. Pedimos que o presidente intermediasse junto aos Estados sobre essa situação, que é zerar o ICMS. O que podemos fazer é muito pouco. Temos custos, precisamos sobreviver. No entanto, está sendo feito um estudo para buscar uma solução”.

Conselho para quem busca empreender

Adem finalizou a entrevista dando conselhos para os que querem empreender, seguir os mesmos passos do empresário. “Primeiro, tem que entender sobre o negócio que você quer gerir, sobre o produto, sobre o que você está fazendo. Se buscar sabedoria e conhecimento, a chance de dar certo é muito grande”, concluiu Araújo.

A Gazeta do Acre

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