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Dono do Araújo prevê aumentos nos preços de produtos básicos e defende empresários

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O empresário Adem Araújo, sócio-proprietário do Grupo AraSuper, maior e mais antiga rede de supermercados do Acre, que completa 41 anos em 2022, participou, na manhã desta segunda-feira, 27, do Programa Andrade Filho, na Rádio Gazeta 93.3 FM. Durante a entrevista, o empresário falou sobre investimentos, economia, política, trajetória empresarial, empreendedorismo, dentre outros assuntos. Atualmente, o Grupo AraSuper possui 11 lojas em Rio Branco e três em Porto Velho. Em quatro décadas de atuação no Estado, Araújo diz não saber o “segredo” do sucesso, ressaltando que quem mantém uma empresa é o cliente.

“Sabemos que o segredo do fracasso está em querer fazer as coisas que todos gostariam que fossem feitas. Porém, fazemos do jeito que achamos que deve ser feito. Iniciamos esse projeto no final de 1981, eu, meu irmão Aldenor e meu cunhado Peregrino Pereira. Nosso aprendizado foi ao inverso: começamos para aprender no mundo dos negócios, nossa escola foi trabalhando, comercializado, comprando e vendendo. Lógico, estamos aprendendo ainda, pois a vida é um aprendizado. Levamos 10 anos para expandir os negócios, sempre valorizando o cliente, pois é ele que mantém a nossa empresa”, frisou Adem.

O empresário falou sobre inflação no país e quais são os impactos no setor alimentício, tendo em vista o aumento do preço dos produtos. “Essa situação impacta em todas as regiões, inclusive nas produtoras. Claro, com uma distância de três mil quilômetros dos nossos fornecedores, terá uma influência muito maior no preço dos produtos. Sobre a questão do aumento dos combustíveis, não vislumbramos uma amenização no custo”, avaliou ele.

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“A elevação deve ocorrer nos produtos essenciais, básicos para o consumo da população, como os derivados da soja, açúcar, arroz, produtos hortifrutigranjeiros. Por outro lado, temos o problema de produção de leite, com a migração da maioria dos produtores para outras culturas, principalmente para o grão, que está ‘dando’ muito dinheiro. A partir de julho, o cliente vai pagar de R$ 7 a R$ 8 no litro do leite. Complicado, porque a questão da fome, de pessoas sem trabalho, para comprar alimentos, é uma tendência mundial, na qual o Brasil está sofrendo um pouco mais. No entanto, a perspectiva é que as coisas melhorem em 2023”.

Produção acreana

Araújo salientou que deveria existir mais investimento das autoridades para incentivar o produtor rural. “Temos tido dificuldade, ao longo dos anos, em relação ao que é produzindo em nosso Estado. Realmente, pouco se é produzido no Acre. Temos que trazer diversos produtos de outras regiões. Infelizmente, o que ainda falta é apoio, que não é relacionado a dinheiro, e, sim, à assistência técnica, motivação. O poder público tem que ter um olhar diferenciado para essa questão. Não conseguimos avançar. O prefeito de Rio Branco tem esse pensamento, de mover o setor produtivo, primário, agronegócio, mas pouco foi feito. O produtor tem que ter segurança para expandir o que ele produz. Centenas de produtos comercializados no Acre vêm de Rondônia”.

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Redução nos preços dos itens da cesta básica, proposta pelo presidente Bolsonaro
O empresário comentou se isso seria possível. “Participei da reunião com o presidente Bolsonaro, com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e outras lideranças do setor de supermercados. Muitos acreditam que a alta nos preços é uma escolha dos empresários, mas não é bem assim. No encontro, foi sugerido que controlássemos os preços, reduzíssemos a margem até o próximo ano. Mas, a nossa margem, na maioria das vezes, é zero nos produtos básicos. Sugerimos que pudessem isentar o ICMS, que não depende do governo federal, mas do governo estadual, o que é uma guerra muito grande. Porém, essa questão deve ser resolvida. Pedimos que o presidente intermediasse junto aos Estados sobre essa situação, que é zerar o ICMS. O que podemos fazer é muito pouco. Temos custos, precisamos sobreviver. No entanto, está sendo feito um estudo para buscar uma solução”.

Conselho para quem busca empreender

Adem finalizou a entrevista dando conselhos para os que querem empreender, seguir os mesmos passos do empresário. “Primeiro, tem que entender sobre o negócio que você quer gerir, sobre o produto, sobre o que você está fazendo. Se buscar sabedoria e conhecimento, a chance de dar certo é muito grande”, concluiu Araújo.

A Gazeta do Acre

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Saúde do Acre notifica raiva humana em paciente de Cobija, na fronteira

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Brasileia, informou nesta terça-feira, 16, o registro de um caso de raiva humana, na cidade fronteiriça de Cobija, na Bolívia. O paciente está em coma e não tem antecedentes de mordedura de cão ou gato. A infecção foi diagnosticada na quinta, 11.A doença é caracterizada por sintomas neurológicos em animais e seres humanos. O vírus multiplica-se no local da lesão, migra para o sistema nervoso e, a partir daí, para diferentes órgãos, principalmente para as glândulas salivares, sendo eliminado pela saliva. Circula em ambientes domésticos, em animais como cães e gatos, também em raposas, morcegos, cavalos e vacas e é transmitido principalmente por meio de mordidas e arranhões ou de lambidas de mucosas e pele lesionada.

A chefe do Centro de Informações Estratégicas da Vigilância em Saúde (Cievs) da Sesacre, Débora dos Santos, ressalta que, em caso de suspeita de raiva, é fundamental a comunicação para acompanhamento e análise. No caso de uma possível infecção, a pessoa deve ir a uma unidade de saúde o mais rapidamente possível para o primeiro atendimento.

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“Quem avalia é o profissional de saúde, que está amparado por um protocolo que vai verificar se o animal tem histórico de vacinação e se é agressivo, entre outros fatores”, informa.

Trabalho preventivoEm Brasileia, nesta segunda-feira,15, iniciou-se a campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos.

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