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Governo do Acre cria comissão para coordenar concurso público da área da Saúde

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O governo do Acre avançou mais um passo para realização do concurso público da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). Em decreto publicado na edição desta segunda-feira (20) do Diário Oficial do Estado (DOE) foi criada uma comissão para coordenar o certame.

Na última terça (14), foi definida a banca organizadora do concurso. Segundo dispensa de licitação publicada no DOE, o contratado foi o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). Em mensagem governamental lida no início dos trabalhos Legislativos, em janeiro deste ano, o governo já havia anunciado a realização de concurso para área da saúde, com previsão de 956 vagas.

Conforme o documento publicado nesta segunda, a comissão deve fornecer todas as informações necessárias para elaboração do concurso público, tais como: número de vagas, descrição dos cargos com indicação da localização das vagas, remuneração, requisitos para provimento.

O grupo deve ainda articular com a empresa realizadora sobre as datas e fazer cumprir o cronograma e acompanhar a elaboração do edital do concurso público.

A comissão é composta por representantes da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Ainda conforme o edital, a presidência da comissão fica a cargo da Seplag, já a pasta da Saúde deve fornecer apoio institucional e técnico-administrativo.

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O decreto determina ainda que o presidente da comissão pode convidar agentes públicos, especialistas e pesquisadores de instituições públicas e privadas e representantes de associações para participar das reuniões. A participação na comissão vai ser considerada prestação de serviço público não remunerada.

Por G1

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Acre registra aumento de casos de Covid e especialistas alertam para chegada da 4ª onda

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Há dois meses sem registrar mortes decorrentes da covid-19 no Acre, os casos da doença voltaram a subir, nas últimas semanas, o que indica a chegada da 4ª onda de covid-19 no Estado, segundo especialistas. Para se ter ideia, somente nos últimos sete dias, o Acre registrou 331 novos casos de covid-19, conforme boletins divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Diante do aumento, A GAZETA procurou o médico infectologista Eduardo Farias, que ponderou que a nova onda de covid-19 é vivenciada na maior parte dos países, principalmente da Europa.

O aumento de casos é consequência do surgimento de novas variantes mais infecciosas, além da flexibilização das medidas sanitárias, como, por exemplo, a desobrigação do uso de máscaras. No Acre, o uso deixou de ser obrigatório em locais fechados desde o dia 21 de março, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Anteriormente, no dia 16 do mesmo mês, o uso já havia se tornado facultativo em locais abertos.

Nós estamos sim com uma nova onda, que já vinha sendo observada em outros países, principalmente na Europa, e também na China. No Brasil, a gente começou a ter esse aumento no Sul, Sudeste e, agora, começou aqui. Agora são as variantes B.As, são variantes que tem alta infectividade. Em relação ao perfil de mortalidade e de morbidade, ou seja, de adoecimento, ele é diferente e não é porque a variante seja menos letal ou menos causadora de doença, é porque você tem a proteção da vacina, tanto é que o perfil das pessoas que estão internando é de um paciente com mais idade, com comorbidades, que já tem dificuldades no sistema imunológico e na condição de saúde”, destaca Farias.

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O infectologista reitera, no entanto, que, apesar do aumento de casos, observados nos últimos dias, a eficácia das vacinas é demonstrada, uma vez que, mesmo com o vírus circulando, é baixo o número de casos registrados na forma grave da doença.

“Uma boa parte desses pacientes [internados] não tem o esquema vacinal completo ou alguns nem tomaram vacina. Isso mostra que aquela população que tem vacinação completa, inclusive com as doses de reforço, tanto a primeira dose de reforço, chamada 3ª dose, ou a segunda dose de reforço, que é a 4ª dose, a gente tem esse paciente adoecendo, mas ele não faz uma clínica grave. Ou seja, vai tendo a circulação do vírus, mas não traz uma doença com gravidade, com necessidade de internar em UTI, colapsar o sistema de saúde ou mesmo exaurir o sistema de saúde, como vimos nas outras vezes. Isso está acontecendo no mundo todo, esse perfil menos letal”, esclarece Eduardo Farias.

Farias finaliza dizendo que, nesta fase da pandemia, é importante que o cidadão exerça seu papel, considerando que, a esta altura, todos os cidadãos já estão informados o bastante sobre como agir diante da propagação do vírus e das medidas de higiene, por exemplo.

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“É importante que a população entenda que a pandemia não acabou, o que acontece é que ela está encontrando uma barreira, que é uma população imunizada. Com isso, você passa a falsa impressão de que está tudo tranquilo, mas não está. Agora, a fase da pandemia é outra, tem um papel muito mais no indivíduo do que dos governos, porque os governos já fazem a orientação, a própria imprensa também está divulgando as medidas, como a importância da higienização das mãos, do esquema vacinal (…), então não é mais falta de informação, falta de álcool gel, agora a dificuldade é do cidadão. Você vai entrar em um ambiente de muita gente, em um supermercado que tá cheio, em uma mercearia, uma boate… o recomendado é usar sua máscara. Se você está em casa, em um ambiente de rua ou um parque, tudo bem, mas você vai avaliando. Portanto, agora é a decisão individual do cidadão.”

“Mesma coisa com as vacinas: se já está na hora de tomar seu reforço, não tá mais faltando vacina, depende do cidadão. Portanto, cada vez mais o controle da pandemia está na atitude de cada um de nós, para que a gente consiga cortar a cadeia de transmissão, evitar mais mortes e evitar que essa doença se propague”, completa.

Fonte: A Gazeta do Acre

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