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MPAC lança 13ª edição do Prêmio de Jornalismo nesta quinta-feira

Lançamento ocorrerá com a palestra “A estrutura de uma notícia falsa e seu poder de convencimento”

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) lança nesta quinta-feira, 12, a 13ª edição do Prêmio de Jornalismo com a palestra “A estrutura de uma notícia falsa e seu poder de convencimento”, que será ministrada pelo cientista político e professor de direito constitucional da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Ulisses Melo. A palestra será realizada no auditório do MPAC, às 14 horas e terá transmissão pelo canal do MPAC no Youtube.

As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico: https://eventos.mpac.mp.br/enrol/index.php?id=206. A palestra terá certificação pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPAC aos participantes inscritos. Ulisses Melo é mestre e doutorando em ciência política pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPE, e pesquisa sobre a relação entre notícias falsas e comportamento político.

O palestrante irá falar sobre notícias falsas e o que as tornam tão populares nas redes sociais chamando a atenção para o seu impacto na política contemporânea. A temática também instigará uma reflexão acerca das descobertas recentes advindas da academia e um debate aprofundado do tema para além das suposições comuns, indicando possíveis soluções de curto e médio prazo para o problema.

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Prêmio de Jornalismo 2022

A 13ª edição do Prêmio de Jornalismo do MPAC tem como tema a “Cidadania transformada em notícia”. A premiação representa o reconhecimento do MPAC à função social da mídia e sua importante contribuição como formadora de opinião e difusora de informações. Segundo o procurador-geral de Justiça do MPAC, Danilo Lovisaro do Nascimento, a 13ª edição trará uma programação diferenciada e visa fortalecer, ainda mais, a relação que o Ministério Público tem com a imprensa.

Ao todo, quatro categorias estarão em disputa, distribuídas entre imagem, mídia audiovisual e mídia escrita, além dos destaques acadêmicos. Serão concedidos troféu e prêmio em dinheiro aos melhores trabalhos em cada categoria. Os trabalhos vencedores serão anunciados durante cerimônia a ser realizada até o fim do ano. O regulamento e o formulário de inscrição no concurso estarão disponíveis a partir de 12 de maio no site premiodejornalismo.mpac.mp.br.

Assessoria

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Caso Jonhliane: Segundo dia de julgamento começa com depoimento de Ícaro

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Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araujo de Lima serão ouvidos nesta quarta-feira (18) no segundo dia do júri da dupla acusada na morte de Jonhliane Paiva Sousa em agosto de 2020. No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas ouvidas dez testemunhas, entre elas a mãe da jovem, Raimunda Paiva, que foi a última a prestar depoimento no plenário.

O júri popular ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar e está sendo conduzido pelo juiz Alesson Braz. O primeiro dia de sessão durou mais de 10 horas. Neste segundo dia, os acusados devem ser ouvidos e depois defesa e acusação iniciam os debates, que devem durar 6 horas. E o juiz já programa um terceiro dia de julgamento para quinta-feira (19).

A advogada de Alan, Helane Christina Silva, avaliou o primeiro dia de júri como positivo para a defesa. “Somente um dos depoimentos alega ter tido uma visão de racha. Hoje [quinta-feira] chegamos ao ponto de ouvir os réus para depois iniciarmos os debates, que devem durar 6 horas, tendo intervalos, e partiremos para as requisições e o juiz já está programando para concluirmos os debates e a sentença ser dada na quinta.

Veja o resumo do primeiro dia

O primeiro dia começou com o perito responsável pelo laudo sendo ouvido. João Tiago Marinheiro, responsável pelo laudo do acidente, que explicou detalhadamente os pontos que foram analisados no documento.

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Pela análise das primeiras imagens, em frente ao Horto Florestal, segundo ele, a moto estava a 23,54km/h, a BMW em 46,44 km/h e o fusca em 30,74 km/h. Já em frente ao Damásio, cerca de 11 metros antes da colisão, a moto estava a 46,12km/h, já a BMW estava a 151,77 km/h e o fusca em 87,91km/h.

No momento da colisão foi calculada somente a velocidade da BMW, porque o fusca não teve interação com a motocicleta, conforme explicou o perito. Já com relação à motocicleta, não foi possível calcular, porque foi absorvida pela velocidade da BMW, que, no momento em que bateu na jovem, estava a 155,23 km/h, segundo o documento. A velocidade máxima da via é 40km/h.

A vítima, segundo o perito, foi arremessada a mais de 70 metros e a moto arrastada por mais de 100 metros.

Logo em seguida, foram ouvidas testemunhas oculares e amigos dos dois acusados. Um dos depoimentos mais esperados foi o da mãe da vítima, Raimunda Paiva, que devia ter sido ouvida ainda pela manhã, mas precisou ir para casa ser medicada. Durante todo o dia, os irmão de Jonhliane optaram que ela não acompanhasse o júri.

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Já na noite de terça, ela chegou à sessão e, muito emocionada, respondeu às perguntas do juiz e do Ministério Público (MP-AC), responsável pela acusação dos réus pelo promotor Efrain Enrique Filho. Os advogados de defesa de Ícaro e Alan não quiseram fazer perguntas à Raimunda.

Em seu relato comovente, Raimunda clamou por justiça e disse que nada vai trazer a filha de volta. Além disso, ela falou da indignação em relação à forma como o corpo da filha foi deixado pelos acusados após o acidente. “Eu acho assim, nem um animal que a gente vê na rua a gente trata assim, tem que ajudar, a gente não deixa daquele jeito.”

Ela reforçou ainda a tese de que os acusados, Ícaro e Alan, se conheciam e que estavam fazendo um racha no momento em que a filha foi morta.

“Peço justiça, esse negócio de dizer que ele não estava fazendo racha é impossível por causa daquela velocidade em um ligar que era 40 quilômetros e uma pessoa andar a 150 quilômetros, eu queria uma resposta”, pediu.

Por G1

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