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Mutirão Opera Acre põe fim a dor crônica de aposentado em Rio Branco

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Quem vê o largo sorriso no rosto de Raimundo Bandeira nem imagina que por dez anos ele sofreu de osteoartrite crônica, mais conhecida como artrose, doença que atinge as cartilagens e as desgasta, deixando desprotegidas as articulações, estruturas essenciais para a movimentação do corpo.

O drama de seu Raimundo teve início em 2004, e em 2012 a doença se agravou ao ponto de ele ter que se afastar, após 20 anos de profissão, do trabalho de motorista numa empresa de transporte coletivo e ficar preso em uma cama. “Tinha dias que doía tanto meu joelho que ficava inchado e eu não aguentava”, lembra.

O problema pode surgir como consequência do envelhecimento natural do organismo, mas também por causa de traumas, gota (artrite gotosa), obesidade, diabetes ou uso excessivo da articulação, que é o caso de Bandeira, pelo exercício da profissão.

“Foram 20 anos dirigindo ônibus pela cidade; em média, por dia, um motorista mete mais de 1.500 marchas, e naquele tempo a embreagem dos ônibus eram muito duras”, explica ele.

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Após idas e vindas em busca de uma solução para sua enfermidade, no início de 2019 parecia que o sofrimento chegaria ao fim. Ele já havia passado por todo o procedimento pré-operatório, porém a pandemia atrapalhou seus planos. “Meu amigo, isso me deixou no chão, fiquei muito bravo, mas fazer o quê, né?”, relata.

O aposentado confessa que já não tinha mais esperança de conseguir ser operado e ver cessar tanto sofrimento, com limitações em tudo. “Eu não acreditava mais que iria ser cirurgiado, minha vida era ficar dentro de casa, acompanhado por essa dor”, relembra.

A ligação da esperança

Mas a espera de uma década de Raimundo Bandeira chegou ao fim com a iniciativa do governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), com o mutirão de cirurgias Opera Acre. Raimundo é um dos mais de dois mil pacientes que já passaram por procedimento operatório.

“Nem acreditei quando me ligaram lá da Fundação [Fundhacre] para avisar que eu tinha sido chamado para fazer a cirurgia”, conta.

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O grande dia

Há pouco mais de dez dias, o aposentado deu entrada no Hospital Santa Juliana, onde foi recepcionado pela equipe do Opera Acre, liderada pelo ortopedista Aluízio Pereira Junior. “Olha, essa equipe não é nota dez, mas sim nota mil”, enaltece.

Raimundo faz questão de ressaltar o cuidado e a atenção com que a equipe de profissionais, desde o maqueiro até o cirurgião que o atendeu, ofereceram-lhe durante todo o procedimento.

“Só tenho a agradecer ao governo do Acre, à Secretaria de Saúde, e a toda a equipe que me atendeu. O maqueiro, quando cheguei, me deu muita força, e ainda me chamava de príncipe; me senti acolhido e pude ver o empenho deles com a gente”, destaca.

 

Agência de Notícias do Acre

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Saúde do Acre notifica raiva humana em paciente de Cobija, na fronteira

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Brasileia, informou nesta terça-feira, 16, o registro de um caso de raiva humana, na cidade fronteiriça de Cobija, na Bolívia. O paciente está em coma e não tem antecedentes de mordedura de cão ou gato. A infecção foi diagnosticada na quinta, 11.A doença é caracterizada por sintomas neurológicos em animais e seres humanos. O vírus multiplica-se no local da lesão, migra para o sistema nervoso e, a partir daí, para diferentes órgãos, principalmente para as glândulas salivares, sendo eliminado pela saliva. Circula em ambientes domésticos, em animais como cães e gatos, também em raposas, morcegos, cavalos e vacas e é transmitido principalmente por meio de mordidas e arranhões ou de lambidas de mucosas e pele lesionada.

A chefe do Centro de Informações Estratégicas da Vigilância em Saúde (Cievs) da Sesacre, Débora dos Santos, ressalta que, em caso de suspeita de raiva, é fundamental a comunicação para acompanhamento e análise. No caso de uma possível infecção, a pessoa deve ir a uma unidade de saúde o mais rapidamente possível para o primeiro atendimento.

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“Quem avalia é o profissional de saúde, que está amparado por um protocolo que vai verificar se o animal tem histórico de vacinação e se é agressivo, entre outros fatores”, informa.

Trabalho preventivoEm Brasileia, nesta segunda-feira,15, iniciou-se a campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos.

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