ACRE

Pacientes que aguardam mutirão de cirurgias passam por exames pré-operatórios na Fundhacre

Published

on

O governo do Estado, por meio da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), em Rio Branco, vem realizando na unidade hospitalar exames pré-operatórios de risco cirúrgico para os pacientes que passarão pelo mutirão de cirurgias.

Todo o processo de organização para a realização dos procedimentos se iniciou no dia 30 de maio. A princípio a logística permitia que 50 pacientes passassem pelos exames pré-operatórios, porém, após reuniões de planejamento entre equipes da organização, o complexo está apto a receber, a partir desta segunda-feira, 20, o dobro de usuários que aguardam procedimentos.

De acordo com Sneyla Santos, chefe do Hospital do Idoso, nesta semana 79 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) já realizaram os exames de acordo com a especialidade de suas cirurgias, sejam elas geral, vascular, vasectomia, urologia, ginecologia ou cabeça e pescoço, somando 712 atendimentos no total, até hoje.

Com o objetivo de contribuir no acolhimento aos pacientes do mutirão de cirurgias, a Fundhacre também firmou parceria com o Centro Universitário Uninorte, de Rio Branco, em que alunos dos cursos de enfermagem e psicologia passarão a participar da ação histórica realizada no hospital, atuando na organização.

Leia Também:  Glauber Feitoza assume presidência do Iapen no lugar de Arlenilson Cunha

Alessandra Prado, discente do 7º período de psicologia, revelou interesse em acolher os pacientes que chegam no hospital, além de conhecer de perto como funciona o processo do sistema de saúde, já que perdeu a oportunidade de estagiar presencialmente por causa da pandemia de covid-19. “Acredito que esse contato fora da faculdade, nos ajudar a ter um olhar da pessoa que está dentro do sistema, assim, gera compromisso e experiências reais que não foram possíveis por causa da quarentena”, explicou Alessandra.

O mutirão de cirurgias é uma iniciativa e compromisso do governo do Acre, por meio de recursos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC), no valor de R$ 15 milhões, além da emenda parlamentar do senador licenciado Márcio Bittar, no valor de R$ 10 milhões. A previsão para o início das cirurgias é o mês de julho, segundo Sneylla Santos.

Agência de Notícias do Acre

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

ACRE

Acre registra aumento de casos de Covid e especialistas alertam para chegada da 4ª onda

Published

on

Há dois meses sem registrar mortes decorrentes da covid-19 no Acre, os casos da doença voltaram a subir, nas últimas semanas, o que indica a chegada da 4ª onda de covid-19 no Estado, segundo especialistas. Para se ter ideia, somente nos últimos sete dias, o Acre registrou 331 novos casos de covid-19, conforme boletins divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Diante do aumento, A GAZETA procurou o médico infectologista Eduardo Farias, que ponderou que a nova onda de covid-19 é vivenciada na maior parte dos países, principalmente da Europa.

O aumento de casos é consequência do surgimento de novas variantes mais infecciosas, além da flexibilização das medidas sanitárias, como, por exemplo, a desobrigação do uso de máscaras. No Acre, o uso deixou de ser obrigatório em locais fechados desde o dia 21 de março, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Anteriormente, no dia 16 do mesmo mês, o uso já havia se tornado facultativo em locais abertos.

Nós estamos sim com uma nova onda, que já vinha sendo observada em outros países, principalmente na Europa, e também na China. No Brasil, a gente começou a ter esse aumento no Sul, Sudeste e, agora, começou aqui. Agora são as variantes B.As, são variantes que tem alta infectividade. Em relação ao perfil de mortalidade e de morbidade, ou seja, de adoecimento, ele é diferente e não é porque a variante seja menos letal ou menos causadora de doença, é porque você tem a proteção da vacina, tanto é que o perfil das pessoas que estão internando é de um paciente com mais idade, com comorbidades, que já tem dificuldades no sistema imunológico e na condição de saúde”, destaca Farias.

Leia Também:  Lei que proíbe venda de fogos com barulho no AC entra em vigor

O infectologista reitera, no entanto, que, apesar do aumento de casos, observados nos últimos dias, a eficácia das vacinas é demonstrada, uma vez que, mesmo com o vírus circulando, é baixo o número de casos registrados na forma grave da doença.

“Uma boa parte desses pacientes [internados] não tem o esquema vacinal completo ou alguns nem tomaram vacina. Isso mostra que aquela população que tem vacinação completa, inclusive com as doses de reforço, tanto a primeira dose de reforço, chamada 3ª dose, ou a segunda dose de reforço, que é a 4ª dose, a gente tem esse paciente adoecendo, mas ele não faz uma clínica grave. Ou seja, vai tendo a circulação do vírus, mas não traz uma doença com gravidade, com necessidade de internar em UTI, colapsar o sistema de saúde ou mesmo exaurir o sistema de saúde, como vimos nas outras vezes. Isso está acontecendo no mundo todo, esse perfil menos letal”, esclarece Eduardo Farias.

Farias finaliza dizendo que, nesta fase da pandemia, é importante que o cidadão exerça seu papel, considerando que, a esta altura, todos os cidadãos já estão informados o bastante sobre como agir diante da propagação do vírus e das medidas de higiene, por exemplo.

Leia Também:  Acre deve receber do Governo Federal mais de R$ 48,5 milhões de recursos de leilões do pré-sal

“É importante que a população entenda que a pandemia não acabou, o que acontece é que ela está encontrando uma barreira, que é uma população imunizada. Com isso, você passa a falsa impressão de que está tudo tranquilo, mas não está. Agora, a fase da pandemia é outra, tem um papel muito mais no indivíduo do que dos governos, porque os governos já fazem a orientação, a própria imprensa também está divulgando as medidas, como a importância da higienização das mãos, do esquema vacinal (…), então não é mais falta de informação, falta de álcool gel, agora a dificuldade é do cidadão. Você vai entrar em um ambiente de muita gente, em um supermercado que tá cheio, em uma mercearia, uma boate… o recomendado é usar sua máscara. Se você está em casa, em um ambiente de rua ou um parque, tudo bem, mas você vai avaliando. Portanto, agora é a decisão individual do cidadão.”

“Mesma coisa com as vacinas: se já está na hora de tomar seu reforço, não tá mais faltando vacina, depende do cidadão. Portanto, cada vez mais o controle da pandemia está na atitude de cada um de nós, para que a gente consiga cortar a cadeia de transmissão, evitar mais mortes e evitar que essa doença se propague”, completa.

Fonte: A Gazeta do Acre

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

RIO BRANCO

POLÍTICA

POLÍCIA

ACRE AGORA

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI