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No niver de Cruzeiro do Sul: maior tragédia aérea do Acre continua sem respostas 50 anos depois

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A maior tragédia da aviação civil no Acre completou 50 anos nesta terça-feira sem muitas explicações para o que aconteceu com o avião mais moderno que interligava o estado naquela época
O que aconteceu com o DC-3 da empresa Cruzeiro do Sul linhas Aéreas, ao decolar da pista do pequeno aeroporto da cidade de Sena Madureira, às 13h12minutos do dia 28 de Setembro de 1971 até hoje ainda é uma pergunta sem explicação técnica, oficial.
O acidente matou 33 pessoas e entrou para a historia como a maior tragédia da aviação civil comercial no Estado do Acre.
A aeronave era equipada com o que havia de mais moderno na tecnologia da época para navegação aérea de longa distância, por isso ela fazia linha semanal ligando o interior acreano à capital Rio Branco e ao restante do pais, com todo o requinte de bordo que a empresa Cruzeiro do Sul se orgulhava de oferecer aos seus clientes.
Naquele dia, o DC-3 chegou a Rio Branco antes do horário do almoço, como sempre trazendo passageiros provenientes de outros estados. Seguiu para Cruzeiro do Sul, onde acontecia os festejos de aniversario daquele município e muitas autoridades já estavam com retorno agendado. A lotação do vôo seria completada no meio do trajeto de volta à capital acreana, na cidade de Sena Madureira.
O pouso de escala na pista do pequeno aeroporto às margens do rio Yaco não demorou 20 minutos com os motores ligados para o embarque de apenas cinco passageiros, entre eles um soldado do exército que se encontrava enfermo e precisava de atendimento médico em Rio Branco.
Teve um senhor, identificado por Oliveira, que se prontificou em descer do avião, junto com o sobrinho de cinco anos, para dar o assento ao militar, uma vez que não havia vaga para a quantidade de pessoas que se encontravam no aeroporto querendo viajar.

Anos mais tarde, já adulto, o garoto conhecido na cidade de Sena Madureira por Ronaldo Queiroz, chegou a declarar que a atitude de piedade do tio para com o saldado do Exercito doente teria lhe salvado a vida.
“O meu tio tinha todos os motivos para não ceder sua vaga naquele vôo. Minha mãe nos aguardava, com ansiedade, em Rio Branco, para o primeiro encontro depois de ela ter se curado de uma doença grave, mas Deus quis nos dar mais uma chance nessa vida e mandou a gente descer do avião”, disse o rapaz.
Ao decolar pela cabeceira norte da pista, a aeronave seguiu em direção contraria ao seu destino dando a entender que iria voltar para onde tinha vindo. Em terra, os passageiros impedidos de embarcar por causa da superlotação perceberam que o motor da asa esquerda parecia ter falhado. Àquela altura, os pilotos tentavam alcançar a outra cabeceira da pista para um pouso de emergência.
Mas antes de completar o meio circulo no ar pra retornar à pista de onde havia saindo, o aparelho perdeu altura, bateu em uma arvore e tocou ao solo já em chamas, abrindo uma enorme vala na vegetação por onde percorreu por mais de 400 metros, na região da comunidade conhecida por Boca do Caeté, a três quilômetros da cidade.
Os moradores locais foram os primeiros a tentar socorrer os passageiros, mas o calor do fogo e as seguidas explosões não deixavam ninguém se aproximar do avião. Quando as chamas foram debeladas pelo esforço deles com baldes de água retirados de um igarapé próximo, já não tinha ninguém vivo.
Todos a bordo morreram carbonizados, presos aos cintos de segurança. Os peritos não conseguiram identificar quase a totalidade dos cadáveres com precisão, conforme o relatório do próprio setor de necropsia da policia acreana na época.
Entre os identificados, estava o corpo do Bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul, Dom Giocondo Maria Grotti, que foi reconhecido pelo crucifixo que usava no pescoço e um relógio de pulso.
Naquela época, os procedimentos para investigações de acidentes na aviação brasileira não eram tão eficazes como hoje em dia e pouco se sabe sobre a verdadeira causa da tragédia.
O relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos ) trata o caso simplesmente como uma provável falha no motor esquerdo que teria levado o aparelho à perda de altitude, vindo a se chocar com um árvore e depois pegado fogo no chão.
No entanto, o manual da fabricante do avião, a empresa Douglas Aircraft Company,  garante que o modelo DC-3 possuía condições de vôo estável por mais de 20 minutos em caso de pane de algum de seus dois motores, exceto se estivesse com a capacidade de peso recomendado pelo manual de bordo e os quilos bem distribuídos no compartimento de bagagem.
Os vestígios encontrados no meio dos destroços da fuselagem do avião foram considerados, pelos peritos, insuficientes para apontar a causa exata do acidente.
Até hoje ninguém sabe ao certo se a tragédia foi resultante de falha humana ou problema mecânico.

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Lei que proíbe uso de fogos de artifício barulhentos em eventos no Acre é aprovada

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Com o objetivo de preservar tanto pessoas idosas, autistas e até o mesmo os animais, a lei que proíbe a venda e uso de fogos de artifícios barulhentos em eventos no Acre foi aprovada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (12).

O PL, de autoria do deputado estadual Pedro Longo em coautoria com a deputada Meire Serafim, foi apresentado na semana passada e apreciado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em seguida levado a plenário.

“Esse projeto atende a demanda de muitas famílias que têm pessoas autistas, enfermos e também daquelas entidades que fazem o resgate de proteção aos animais, já que além das pessoas com maior sensibilidade, os animais também sofrem muito com estes fogos com estampido, acabam fugindo, se sequelando e muitas vezes morrendo. Então, é um projeto com uma grande relevância social e, agora, esperamos que rapidamente o governador Gladson Cameli sancione para que se torne lei”, disse o deputado.

Na lei aprovada, é dado um prazo de 60 dias para os comerciantes que trabalham neste ramo se adequarem à nova lei assim que ela for sancionada.

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Por G1

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