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Caso Henry: Jairinho e Monique serão interrogados em junho

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Jairinho e Monique são réus pela morte de Henry Borel Madeiros
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Jairinho e Monique são réus pela morte de Henry Borel Madeiros

O juiz Daniel Werneck Cotta, em exercício no II Tribunal do Júri, marcou para às 9h30 do dia 1o de junho os novos depoimentos do médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e da ex-namorada dele, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, no processo em que os dois são réus pela morte do filho dela, Henry Borel Medeiros , em 8 de março de 2021.

Na mesma audiência, ainda serão ouvidos o perito legista Leonardo Huber Tauil, que assinou o laudo de necropsia do menino, atestando que ele sofreu hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente; e o assistente técnico Sami El Jundi, contratado pelos advogados do ex-parlamentar.

No último dia 22 de março, desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio acolheram o pedido de Jairinho e determinaram que fosse marcado o depoimento de Leonardo Huber Tauil e dos assistentes técnicos indicados. Os advogados Telmo Bernardo, Flavia Fróes, Eric Trotte e Bruno Albernaz ajuizaram o habeas corpus para que as oitivas acontecessem.

“Peritos, com expertise internacional, atuando em favor da defesa, apontam graves indícios de violação da cadeia de custódia da prova penal pelo perito, e graves indicativos de parcialidade, de comprometimento com o resultado final do processo em favor da tese acusatória condenatória”, disseram os advogados, no pedido.

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Eles alegam que, ao ter indeferido o depoimento do perito, Jairinho sofreu constrangimento ilegal por parte da juíza Elizabeth Machado Louro, titular do II Tribunal do Júri, tendo a magistrada, segundo eles, “violado frontalmente os primados constitucionais da ampla defesa e do contraditório”. É justificado ainda que o interrogatório dele só pode acontecer após o acesso a “todas as provas e diligências requeridas oportunamente e indispensáveis ao escorreito deslinde do processo”.

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“Não há dúvidas de que o presente caso é a maior demonstração de que qualquer criatura mortal – seja ela reta ou não, de pretérito ilibado, ou não – está sujeita a enfrentar um verdadeiro processo kafkaniano quando menos se espera. Isto, deveras, vem acontecendo com o paciente, que, a despeito de sempre nortear seus caminhos pela égide da fé, lisura e probidade, se encontra arrostado a este calvário de inverdades e acusações falaciosas”, escreveram Telmo Bernardo, Flavia Fróes, Eric Trotte e Bruno Albernaz no documento.

Os advogados continuaram: “Entretanto, malgrado o gigantesco e indelével sofrimento, não se tornou uma pessoa amarga ou descrente nas pessoas. Sem perder a fé, e de forma extremamente humilde e ponderada, entendeu que, por algum desígnio superior, há de se submeter ao destino que se coloca diante de si, a fim provar a sua inocência”.

Na decisão, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto escreveu em seu voto: “Rechaço a alegação de insuficiência da defesa anterior, porque exercida em sua plenitude, mas concedo parcialmente a ordem para determinar que se faça a oitiva em audiência do perito e dos assistentes técnicos, com posterior interrogatório dos acusados, facultado às defesas, caso entendem necessário, prazo dilatório de cinco dias entre os dois atos”.

Na mesma sessão, os desembargadores 7ª Câmara negaram a suspeição da juíza Elizabeth Machado Louro, por suposta imparcialidade alegada pelos advogados: “Não se confunda imparcialidade com neutralidade. A primeira, repita-se, diz respeito à postura suprapartes. A segunda é um conceito moral, impossível se ser alcançado, já que o juiz é, como ensina Aury, um ser-no-mundo, e o ato de julgar reflete um sentimento, uma eleição de significados válidos na norma e das teses apresentadas. Forte nessas razões, não se desincumbindo o excipiente do ônus de provar suas alegações, voto no sentido de julgar improcedente a exceção de suspeição manejada em face da juíza.”

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Lula se encontra com sindicalistas e discutem propostas para 2023

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Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Kiara Worth/UNclimatechange – 16.11.2022

Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente da UGT, Ricardo Pattah, informou que esteve presente em uma reunião com o candidato eleito nas eleições 2022, Luiz Inácio  Lula  da Silva (PT), e líderes  sindicais para discutir temas do setor. Na conversa, tais líderes rejeitaram a revogação da  reforma  trabalhista e a volta do  imposto sindical.

Segundo Pattah, o que o setor espera é que seja feita uma reforma que consiga se adequar ao mundo atual. “Não queremos a volta do imposto sindical, mas tem que ter uma forma de custeio”, completou o presidente que defende a ideia dos próprios  trabalhadores  financie as unidades  sindicais .

O presidente da UGT ainda disse que não está nos planos, uma luta para a revogação da reforma  trabalhista.  Entretanto, ele criticou as inseguranças jurídicas que ela trouxe aos  trabalhadores , além de não ter aumentado a geração de empregos no país.


Pattah completou que durante a conversa com  Lula , ele havia defendido que as políticas voltadas ao salário mínimo devessem contemplar a inflação juntamente ao crescimento do PIB de dois anos antes. De acordo com o  sindicalista , o presidente eleito ficou de avaliar a proposta. 

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, havia se pronunciado sobre tais assuntos anteriormente, no Fórum Esfera. Na ocasião, Alckmin garantiu que nenhuma reforma estrutural do atual governo seria desfeita e afirmou que o imposto  sindical não voltará.

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Fonte: IG Nacional

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