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Setor de Turismo registra crescimento de 47,7% em abril

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Em abril deste ano, a movimentação econômica do turismo se manteve em ritmo de crescimento no país. O faturamento do setor chegou a R$ 15,3 bilhões, o que representa uma alta de 47,7% em relação ao mesmo período de 2021. Os feriados de Páscoa e Tiradentes contribuíram para este crescimento. Os dados são do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e foram divulgados na quarta-feira (22/06).

O crescimento foi estimulado, principalmente, pelo segmento de transporte aéreo, que registrou um aumento de 159,7% na comparação anual, alcançando um faturamento da ordem de R$ 4,6 bilhões. Com o resultado, o segmento retorna ao faturamento obtido antes da crise sanitária da Covid-19, em abril de 2019.

Os serviços de alojamento e alimentação registraram o segundo maior crescimento, com alta de 56,1% (R$ 4,5 bilhões). Segundo o estudo, contribuiu para este resultado a maior movimentação de turistas com os feriados do mês de abril, que influenciaram a elevação da taxa de ocupação de hotéis, também superando o patamar de 2019.

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As atividades culturais, recreativas e esportivas, por sua vez, também registraram alta de 21,7% em abril, alcançando a marca de R$ 1,1 bilhão. Também contribuíram para o resultado positivo de abril, com avanço de 10,9% (R$ 2,6 bilhões) o segmento de transporte terrestre, que inclui ônibus intermunicipais, interestaduais e internacionais, além de trens turísticos. E, desta forma, superou em 1,9% o patamar pré-pandemia. As locadoras de automóveis, agências e operadoras de turismo também avançaram 2,5% no mês (R$ 2,5 milhões).

Com informações do Ministério do Turismo.

Fonte: Brasil.gov

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MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

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Universidade Federal de Alagoas
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Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

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“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

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Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

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