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Vinhos brasileiros conquistam medalhas em uma das maiores premiações do mundo

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A produção brasileira de vinho recebeu medalhas em uma das maiores premiações do mundo: a Decanter World Wine Awards. Promovido pela revista inglesa Decanter, o concurso chegou a sua 19 ª edição em 2022, trazendo para o Brasil 70 medalhas para vinhos e espumantes. Os vinhos receberam 16 medalhas de prata e 54 de bronze. Já os espumantes foram premiados com 10 medalhas de prata e 26 de bronze.

Sendo uma das mais buscadas pelos turistas amantes da bebida, especialmente durante a Vindima, época de colheita da uva, que acontece entre janeiro e março, a Serra Gaúcha foi a região brasileira mais premiada, liderando o ranking nacional com 38 medalhas. Além dela, também foram premiados as Serras do Sudeste, da Mantiqueira, o Planalto Catarinense, a Região da Campanha e os Campos de Cima da Serra. Entre os sabores de vinhos que receberam as medalhas estão o branco, o tinto e o rosé.

Os premiados foram classificados nas categorias Best in Show e com medalhas de platina, ouro, prata e bronze. Nesta edição, a competição contou com 18.244 vinhos julgados de 54 países. Quase 300 especialistas internacionais em vinho se reuniram em Londres, na Inglaterra, para a primeira rodada de julgamento. Os vinhos foram degustados até cinco vezes antes de receberem as premiações.

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VINHO NO TURISMO

O vinho brasileiro é um importante propulsor da economia turística. O enoturismo, segmento do turismo gastronômico voltado para conhecer e apreciar o universo do vinho, é bastante praticado, principalmente na Região Sul do país. Além da Serra Gaúcha, outras cidades do país também são conhecidas pela prática de enoturismo. A revista Decanter apontou, por exemplo, alguns destinos como Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O vinho também foi uma das cadeias produtivas contempladas na primeira edição do projeto Experiências do Brasil Rural, do Governo Federal, por meio de parcerias entre os ministérios do Turismo e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com a Universidade Federal Fluminense (UFF), voltada ao desenvolvimento do turismo em áreas rurais.

Com informações do Ministério do Turismo.

Fonte: Brasil.gov

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Milícias incorporam práticas do tráfico e dominam favelas do RJ

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Estudo da FGV é baseado em dados coletados pelo Disque-Denúncia
Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudo da FGV é baseado em dados coletados pelo Disque-Denúncia

Criada por policiais no início dos anos 2000 com o argumento de impedir a entrada do tráfico nas favelas onde moravam, a milícia incorporou a venda de drogas aos seus negócios em cerca de um terço de seus domínios na cidade do Rio. Já os traficantes importaram práticas de extorsão típicas de grupos paramilitares na maioria das favelas que controlam.

É o que revela um estudo inédito feito por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV), da Universidade de Chicago e da Escola de Administração, Finanças e Instituto Tecnológico da Colômbia. Com base em dados coletados pelo Disque-Denúncia, o trabalho detalha como os diferentes grupos criminosos que agem no Rio atuam de forma cada vez mais semelhante.

Um questionário sobre práticas criminosas, atividades econômicas e exploração de taxas pelas quadrilhas foi submetido a 337 moradores de 188 favelas da cidade do Rio — dominadas por três facções diferentes do tráfico e pela milícia — que ligaram para a central de atendimento do Disque-Denúncia entre setembro de 2020 e março de 2021.

As respostas revelaram porcentagens semelhantes de exploração de vários serviços em comunidades com atuação de traficantes e de paramilitares. Por exemplo: em 79% das áreas sob controle do tráfico há relatos de participação da facção na venda de pacotes de internet; enquanto o mesmo serviço é explorado em 80% dos locais dominados pela milícia. A situação se repete nos questionamentos sobre monopólio da venda de gás de cozinha, atividade explorada em 76% das favelas com ação de grupos paramilitares e em 62% daquelas controladas por traficantes, e do serviço clandestino de TV a cabo, presente em 82% dos locais com ação da milícia e em 78% daqueles sob domínio do tráfico.

Sem disparidades

Já a cobrança de taxas de segurança a moradores e comerciantes, registrada em 92% das localidades com a presença de paramilitares, foi relatada em 26% das áreas com atuação do tráfico. Por outro lado, 30% das favelas controladas por milicianos têm relatos de venda de drogas — presente em quase 100% das favelas dominadas por traficantes.

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“O que percebemos é que, onde antes havia disparidades, hoje há semelhanças. Havia uma separação clara: o tráfico de drogas não explorava o morador, só vendia droga; já a milícia proibia a venda de drogas e vivia de formas de extorsão. Hoje, cada um dos grupos importou atividades do outro. Nas áreas dominadas por milícia, há relatos de tráficos de drogas. Nas áreas dominadas pelo tráfico, há cobranças por produtos lícitos e até de taxa de segurança”, explica Benjamin Lessing, diretor do Centro de Estudos sobre América Latina da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo.

Fonte: IG Nacional

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