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Campos Neto diz que geada pode agravar inflação

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Geada pode ter efeito em inflação, diz presidente do BC
José Cruz/Agência Brasil

Geada pode ter efeito em inflação, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que choques climáticos trazem efeitos negativos sobre a produtividade e a atividade econômica e que possíveis geadas à frente podem impactar a inflação no curto prazo. Ele ainda criticou a possível criação de um “imposto de carbono”.

Durante participação no Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização e Investimentos Verdes, promovido pelo Banco do Brasil e a Petrobras, Campos Neto disse que as discussões sobre meio ambiente e sustentabilidade têm ligação com a política monetária.

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“Estava fazendo uma reunião de inflação e estava falando da geada que vem por aí, qual é o impacto que isso pode ter em alimentos e na inflação de curto prazo”, disse.

No evento, o presidente do BC criticou um imposto sobre emissões de carbono. Na avaliação dele, muitos governos estão adotando medidas isoladas nessa área, sem muita coordenação.

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“Escuto muito falar em um imposto de carbono, em alguns casos parece justificável, mas a gente acredita que o preço de marcado é sempre o melhor alocador de recursos na economia”, disse.

Campos Neto destacou que a atual crise pela qual passa o mundo gerou um aprendizado diferente se comparado com a recessão econômica de 2008. Ele afirmou que a sustentabilidade, hoje, é associada à produtividade.

O presidente do BC destacou ainda que a transição para a economia verde não está mais restrita apenas a um tema de energia, como no passado, mas de fluxo de investimentos pelo mundo.

“Estamos vendo um rearranjo das grandes cadeias globais de valor. É uma oportunidade única para o Brasil”, disse.

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Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

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Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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