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Com combustíveis em alta, motoristas dão dicas de como economizar

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Abastecimento 'pingado' e pé mais leve: motoristas adotam estratégias para economizar combustível
Marcos Porto/Agência O Dia

Abastecimento ‘pingado’ e pé mais leve: motoristas adotam estratégias para economizar combustível

Cinco dias após a entrada em vigor de mais um reajuste da Petrobras no preço dos combustíveis , que desencadeou uma crise política envolvendo a estatal, motoristas se equilibram como podem em diferentes estratégias para continuar abastecendo os veículos e continuar nas ruas e estradas.

Na ponta, no contato mais próximo com o consumidor, frentistas colecionam reclamações constantes por conta do preço da gasolina e do diesel, que aumentaram 5,18% e 14,25%, respectivamente, nas refinarias da Petrobras. A alta já se reflete nas bombas.

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Funcionários de postos visitados pelo GLOBO no Rio na quarta-feira (22) contam que o movimento tem caído nos postos e que o impacto tem sido maior para os caminhoneiros. O preço do litro do diesel na bomba de um revendedor no Jardim América, na Zona Norte, estava ontem em R$ 7,59.

“Muitos têm parado de trabalhar. Hoje mesmo o dono de três caminhões comentou que vai ter que parar de rodar com um porque a conta não fecha. O que ele ganha vai direto para pagar o diesel”, contou Cléber da Silva, de 48 anos, funcionário do posto.

Pé mais leve

Uma das táticas que os caminhoneiros adotam para tentar alguma economia é a redução da velocidade média, ainda que isso torne as viagens mais longas. É o que tem feito Antônio Carlos da Silva, de 57 anos.

Com mais de três décadas de estrada, ele desembolsou quase R$ 700 ontem para completar o tanque da carreta, que tem 1.110 litros de capacidade.

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“Se acelerar demais, já era. Agora dirijo de 80 km/h para baixo. Numa viagem entre o Rio e Sorriso, no Mato Grosso, por exemplo, eu levava uma média de quatro dias. Agora faço em cinco. É o jeito”, explica.

O peso da alta dos combustíveis é tanto que até para quem não é autônomo, e por isso não tira do bolso o custo do abastecimento do veículo, a economia faz diferença. É o caso do caminhoneiro Henrique de Almeida, de 40 anos, que trabalha há dez anos numa transportadora que atua em todo o Estado do Rio.

Ele conta que os motoristas que conseguem fechar o mês percorrendo uma média de quatro quilômetros por litro de diesel recebem uma bonificação de cerca de R$ 200 no vale-alimentação. O incentivo se tornou uma fatia importante do orçamento da família.

“Se não recebo esse extra, chego no fim do mês sem nada, e aí preciso recorrer ao cartão de crédito para ir ao mercado. Acabo me endividando.”

Abastecimento ‘pingado’

Entre os motoristas de automóveis, quem consegue abastecer, opta pelo mínimo. Encher o tanque ficou no passado. Frentista há dez anos num posto de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Monique Lopes, de 36 anos, tem observado que, com a gasolina nas alturas, a procura pelo etanol tem sido maior.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no acumulado de janeiro a maio, o preço do etanol subiu 0,44% no estado, enquanto a gasolina ficou 6,28% mais cara, o GNV aumentou 23,82% e o diesel, 26,12%.

“O pessoal não enche mais o tanque. É só pingadinho, R$ 20 ou R$ 30 só para chegar ‘até ali'”, diz.

O abastecimento reduzido foi a opção encontrada por Railane Fraguas, de 30 anos, e o marido, Carlos Moreno, de 39. O casal tem uma gráfica, e o carro é usado para comprar material e entregar encomendas, além de ser usado para levar e buscar no colégio a filha mais velha dos dois, de 10 anos.

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Para complementar a renda, Carlos chegou a trabalhar por um tempo como motorista de aplicativo, mas parou quando passou a ter que tirar dinheiro da renda principal da família para bancar a gasolina.

“Abastecemos todo dia numa média de R$ 40. É o que é possível agora”, conta Carlos.

Busca de promoções à noite

Outra saída tem sido abastecer à noite, quando alguns postos reduzem o preço dos combustíveis em alguns centavos, o que na conta final faz alguma diferença:

“Deixo para abastecer depois das 22h, e consigo uma economia de uns R$ 0,50 no litro”, diz o motorista Phelipe Barros, de 27 anos.

Num posto da Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio — que tem a gasolina mais barata da capital fluminense, segundo dados do último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) —, os motoristas têm enchido um pouco mais o tanque, mas também consideram o preço salgado. Enquanto a média do litro na cidade fica em R$ 7,75, o preço na bomba por lá está em R$ 7,29.

“O jeito é não usar o carro. Tenho usado mais ônibus ou carro de aplicativo. E só abasteço de pouco em pouco. Dessa vez coloquei mais e gastei R$ 200, mas só porque estava mais em conta”, diz o gerente de transportes Walter Ribeiro, de 42 anos, enquanto tinha o carro abastecido.

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Funcionárias acusam presidente da Caixa Econômica de assédio sexual

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Funcionária acusam Pedro Guimarães de assédio sexual
Isac Nóbrega/Presidência

Funcionária acusam Pedro Guimarães de assédio sexual


Funcionárias denunciaram o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, por assédio sexual, segundo o site “Metrópoles”, que registrou depoimentos em vídeos que preservam as identidades das vítimas. 

De acordo com a reportagem publicada nesta terça-feira, o caso está sendo investigado, sob sigilo, pelo Ministério Público Federal (MPF). Procurada, a Caixa não se pronunciou. O MPF do Distrito Federal afirmou que não fornece 

De acordo com o “Metrópoles”, há diversas acusações contra Guimarães, com relatos de situações em que ele age de forma inapropriada diante de funcionárias do banco estatal, com toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio. 

Os relatos destes supostos abusos ocorreram, na maior parte das vezes, em viagens de trabalho da Caixa pelo Brasil.

Os vídeos publicados pelo Metrópoles destacam relatos de vítimas que dizem sob a condição de anonimato terem sido convidadas por Guimarães para irem à sauna ou piscina durante viagens a trabalho do banco.

Em um dos depoimentos ao site, uma das funcionárias do banco disse que, em uma das viagens que fizeram na comitiva do presidente da Caixa, foram convidadas para ir à piscina do hotel onde estavam hospedados. No local, Guimarães teriam assistido ao presidente na piscina e, na ocasião, ouviram de um dos auxiliares de Guimarães: “E se o presidente quiser transar com você?”

Em outra ocasião, também em uma viagem feita pela Caixa, Pedro Guimarães teria sugerido que em uma das viagens seguintes, para Porto Seguro, deveria ser feito um “carnaval fora de época”. A declaração aconteceu durante um jantar após os eventos na cidade sobre o programa Caixa Mais Brasil.

“Ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu”, teria dito o presidente da Caixa, segundo o relato de uma testemunha divulgado pelo Metrópoles.

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As declarações do presidente foram confirmadas pelo “Metrópoles” com outros integrantes da comitiva presentes no jantar.

Uma funcionária contou ao site que o Guimarães teria se virado para ela e feito uma afirmação agressiva: “Ele me falou: ‘Vou te rasgar. Vai sangrar'”.

As denúncias divulgadas pelo Metrópoles também apontam que Guimarães “pegava” na cintura ou no pescoço de funcionárias sem consentimento. 

Segundo o site, o presidente da Caixa chegava a pedir para as suas auxiliares levarem em seu quarto de hotel objetos que ele “precisava” e, ao menos uma vez, atendeu a uma delas de cueca, enquanto que, em outra, teria pedido para a mulher tomar um banho e voltar para seu quarto para “tratarem de sua carreira”.

Em nota enviada ao Metrópoles, a Caixa disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”. 

“A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias. Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável”, afirma o banco.

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Aliado de Bolsonaro Presidente da Caixa Econômica Federal desde o início do governo Bolsonaro, Pedro Guimarães é um dos aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro. 

Antes de entrar no governo, Guimarães era sócio do Banco Brasil Plural e foi apresentado ao então candidato à Presidência por um conhecido do mercado financeiro durante uma viagem internacional na campanha. Na ocasião, Guimarães se aproximou de Bolsonaro, atuando até como intérprete.


Já no governo, a relação entre os dois se estreitou. Bolsonaro valorizava as viagens de Guimarães, um dos seus auxiliares que coloca o “pé na estrada”. Exemplo dessa proximidade é a participação recorrente de Guimarães nas lives presidenciais, transmitidas todas as semanas nas redes socias de Bolsonaro.

Nas transmissões, Guimarães costumava falar dos programas lançados pela Caixa, que alcançou maior espaço no governo em meio aos pagamentos do Auxílio Emergencial e, mais recentemente, do Auxílio Brasil, que atinge mais famílias que o seu antecessor, o Bolsa Família, e também paga um valor mensal maior.

O perfil de Guimarães rendeu especulações sobre uma possível candidatura este ano, que não se confirmaram. Mas durante sua gestão na Caixa, ficou conhecido por viajar pelo país em eventos da Caixa. Segundo reportagem do GLOBO no ano passado, foram 97 em 28 meses, por 147 municípios. De acordo com o “Metrópoles”, eram na maioria dessas viagens que funcionárias dizem ser alvos de assédio sexual de Guimarães.

Fonte: IG ECONOMIA

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