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Fed manterá juros altos, mas não descarta reduzir ritmo de reajustes

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Fed reajustou taxa de juros entre 2,25% e 2,5%
Felipe Sichel

Fed reajustou taxa de juros entre 2,25% e 2,5%

Os dirigentes do Federal Reserve, Banco Central americano, concordaram, na última reunião de política monetária do banco com a necessidade de eventualmente diminuir o ritmo dos aumentos das taxas de juros. No entanto, eles devem avaliar como o aperto monetário funcionará para conter a inflação nos Estados Unidos.

Dessa forma, o ritmo e até que magnitude a autoridade monetária levará o aperto monetário dependerão das expectativas econômicas.

É o que mostra a ata do encontro, realizado em julho, no qual o Fed decidiu elevar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros do país, para um intervalo de 2,25% a 2,5% ao ano.

“À medida que a postura da política monetária se tornasse ainda mais restritiva, provavelmente seria apropriado em algum momento desacelerar o ritmo dos aumentos da taxa básica de juros enquanto avalia os efeitos dos ajustes cumulativos da política monetária sobre a atividade econômica e a inflação”, destaca o documento.

Alguns participantes indicaram que, uma vez que a taxa básica de juros atingisse um nível suficientemente restritivo, provavelmente seria apropriado manter esse nível por algum tempo para garantir que a inflação se aproximasse dos 2%, que é a meta de inflação do banco.

Em junho, o índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês), chegou a 9,1% em 12 meses, maior alta desde 1981. No mês seguinte, o CPI deu sinais de trégua, desacelerando para os 8,5% na base anual.

Política restritiva é necessária para ancorar expectativas

Ao discutir possíveis ações para as próximas reuniões, os participantes continuaram a antecipar que os aumentos contínuos nos juros seriam apropriados para atingir os objetivos do banco.

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“Com a inflação permanecendo bem acima do objetivo do Comitê, os participantes julgaram que a mudança para uma postura restritiva da política era necessária para cumprir o mandato legislativo do Comitê de promover o máximo de emprego e estabilidade de preços”, afirma a ata.

Durante a reunião, todos os participantes concordaram que era apropriado aumentar os juros em 0,75 ponto percentual. A ata mostra que a mudança para uma postura de política apropriadamente restritiva era essencial para evitar a desancoragem das expectativas de inflação.

Além disso, vários membros avaliaram que o aperto contínuo da política monetária estava ajudando a aliviar as preocupações entre os participantes do mercado e os formadores de salários e preços de que a inflação elevada se tornaria arraigada.

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O documento mostra que, embora os recentes declínios nos preços da gasolina provavelmente ajudassem a produzir taxas de inflação mais baixas no curto prazo, os declínios nos preços do petróleo e de algumas outras commodities não poderiam ser considerados como base para uma inflação mais baixa por mais tempo, já que esses preços poderia se recuperar rapidamente.

Condições econômicas

Em sua discussão sobre as condições econômicas atuais, os dirigentes notaram que os indicadores recentes de gastos e produção haviam abrandado. No entanto, os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa.

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Os dados de emprego de julho, publicados pelo Departamento do Trabalho em 5 de agosto, mostraram que empresas abriram 528 mil vagas no mês passado, mais que o dobro da previsão de analistas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 3,5%, igualando a mínima pré-pandemia.

No entanto, muitos dirigentes também observaram que havia alguns sinais preliminares de uma perspectiva de abrandamento para o mercado de trabalho, como aumentos nos pedidos iniciais de seguro-desemprego semanais, reduções nas taxas de desistência e vagas, crescimento mais lento nas folhas de pagamento do que no início do ano, e relatos de cortes nas contratações em alguns setores.

“A inflação permaneceu elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões de preços mais amplas”, informa a ata.

Para eles, a guerra entre Ucrânia e Rússia e os eventos relacionados ao conflito estavam criando uma pressão ascendente adicional sobre a inflação, o que pressiona a atividade econômica global.

A ata ajuda os agentes de mercado a calibrarem suas apostas sobre a continuidade do ciclo de aperto monetário.

Os números de agosto sobre empregos e preços ao consumidor serão divulgados antes da reunião do Fed de setembro. Os dados aliados a novos pronunciamentos de membros do banco serão levados em conta pelos investidores para avaliar se uma nova alta de 0,75 ponto percentual será realizada em setembro.


Fonte: IG ECONOMIA

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Uso de cheques cai 14% no 1º semestre

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Uso de cheques no país mantém queda e reduz 14% no primeiro semestre
Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Uso de cheques no país mantém queda e reduz 14% no primeiro semestre

O avanço dos meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020 fazem com que o uso do cheque no país continue mantendo a queda verificada nos últimos anos. No primeiro semestre de 2022, o número de documentos compensados no Brasil atingiu 103,9 milhões, uma redução de 13,8% em relação ao mesmo período de 2021, quando totalizou 120,6 milhões de documentos compensados.

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As estatísticas têm como base a Compe – Serviço de Compensação de Cheques. No ano passado, o número de cheques compensados no Brasil caiu para 218,9 milhões, uma redução de 93,4% em relação ao ano de 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Na comparação com 2020, a queda foi de 23,7% – naquele ano, foram compensados 287,1 milhões de documentos em todo o país.

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“O cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques, e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais, que hoje são responsáveis por 70% das operações bancárias no país. E a crescente digitalização do cliente bancário foi impulsionada, também, pela entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020. Só neste primeiro semestre foram feitas 9,74 bilhões de transações totalizando R$ 4,66 trilhões”, afirma Walter Faria, diretor adjunto de Serviços da FEBRABAN.

Apesar da redução do número dos cheques compensados neste primeiro semestre, o total do volume financeiro dos documentos permaneceu estável passando de R$ 333,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2021 para R$ 333,3 bilhões no mesmo período deste ano. “Os números mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix”, avalia Walter Faria.

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1º Semestre Compensados Variação semestral

2021 // 120.614.520 2022 // 103.901.380 // -13,8%

Fonte: IG ECONOMIA

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