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Novo ministro de Bolsonaro foi alvo de polêmicas por falas machistas

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Adolfo Sachsida declarou ser contra a licença-maternidade de seis meses
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Adolfo Sachsida declarou ser contra a licença-maternidade de seis meses

O novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, já foi alvo de polêmicas por declarações machistas em aulas dadas pela internet. Em uma das falas, o ministro comparou os salários entre gêneros e justificou a diferença pela necessidade de mulheres irem ao médico mais vezes quando engravidam.

Em uma aula realizada há seis anos pelo YouTube, Sachsida declarou que quando vê uma mulher “com um bustiezinho, uma calça colada, você fala assim: ‘pô, essa mulher deve ser solteira'”. Ele ressaltou que não ligaria para comentários o acusando de ser machista.

“Não necessariamente é discriminação, é simplesmente o comportamento racional do empresário […] Se o casal tiver um filho provavelmente é a mulher que vai cuidar do filho. Aí você vai dizer para mim: ‘Adolfo, mas o homem fica bêbado mais que a mulher? Fica. Então, menos para o homem neste ponto. Mas também quem vai mais ao médico é a mulher, então, ela vai faltar mais para ir ao médico. O empresário está fazendo essas contas”, declarou em uma das aulas.

“Você vai ver que uma magnitude expressiva de mulheres prefere uma jornada menor. Ou porque precisa ficar com os filhos ou porque ela pretende ficar mais com a família ou porque ela acha que a regra de sustentação é do homem. Eu não sei a explicação, eu sei do resultado”, concluiu, ao justificar a diferença salarial entre homens e mulheres.

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No mesmo vídeo, Sachsida diz que a licença-maternidade é um “crime contra a mulher”. Para ele, o período de seis meses é exagerado e se colocou contra o benefício dado às mães.

“Cara, você consegue imaginar uma empresa ficar seis meses sem o seu gerente? Não tem jeito. Quando eu fui contra essa ideia de dar licença maternidade de seis meses, o pessoal me xingou. Não é nada disso, é que eu me preocupo com as mulheres”, completou.

O ministro ainda fez declarações contra as cotas raciais. Em outra publicação, Sachsida afirmou que europeus e japoneses foram mais “maltratados” que negros no Brasil.

“É difícil argumentar que 200 anos depois do final da escravidão exista uma dívida histórica [com os negros]”, afirmou. “Se tem algo que o Brasil pode ensinar para o mundo é a maneira como as raças interagem. Olha a minha cor aqui ó [ele mostra o braço], eu sou branco, eu sou negro. A minha irmã é mais escura do que eu. Ela é branca, ela é negra”, afirmou.

O Ministério de Minas e Energia ainda não se pronunciou publicamente sobre as falas que circulam nas redes sociais. Nesta quinta-feira (12), o ministro participou de um pronunciamento ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas também não fez declarações sobre o assunto.

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Sai Bento Albuquerque, entra Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida assumiu o Ministério de Minas e Energia na quarta-feira (11) após a demissão do Almirante Bento Albuquerque. A troca, embora esperada pela ala política aliada ao presidente Jair Bolsonaro (PL), pegou a cúpula dos dois ministérios de surpresa.

Na última semana, Albuquerque fez críticas severas à política de preços da Petrobras, seguindo as ideias de Bolsonaro. Entretanto, a saída do ministro era uma alternativa de reduzir a pressão sobre o Palácio do Planalto após uma nova alta de 8% no diesel.

Antes de substituir Bento Albuquerque, Sachsida era assessor especial de Paulo Guedes e já defendeu a política de paridade internacional para os combustíveis. Ele ainda é a favor da privatização da Petrobras.

Nesta quinta, o novo chefe de Minas e Energia entregou à Guedes um projeto para a venda da petroleira. Entretanto, o Congresso Nacional já se colocou contrário à medida e poderá barrar o projeto caso seja apresentado pelo Planalto.

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Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

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Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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