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Presidente do BNDES diz que banco pode estudar venda da Petrobras

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Gustavo Montezano, presidente do BNDES
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Gustavo Montezano, presidente do BNDES

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, disse nesta quinta-feira (12) que o banco pode ser contratado pelo governo para realizar o estudo sobre a privatização da Petrobras. Ele ressaltou que o pedido formal não chegou, mas avaliou ser possível realizar as análises ainda em 2022. 

“Ao longo de 6 meses, dá sim para fazer muito estudo, dá sim para evoluir muito no entendimento da melhor solução para a sociedade”, afirmou Montezano ao apresentar o  resultado do BNDES no 1º trimestre.

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O presidente do BNDES, no entanto, ressaltou que o processo deve ficar para 2023, isso porque a privatização mais rápida realizada pelo banco durou 15 meses. 

“Eventualmente, a gente pode fazer um prazo mais curto e bater um novo recorde. Mas não cabe ao BNDES assumir um compromisso de que é factível ou não é factível. Faltam 8 meses para terminar o ano e o nosso recorde foi de 15 meses. Eu teria que bater essa meta em mais de 50%”, disse Montezano. 

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Ele afirmou que o processo de venda da Petrobras pode ser ainda mais lento, já que a empresa é “um ativo único, de natureza complexa e com impacto social”. 

“Tem que sentar e estudar com calma. Qualquer privatização e operação delicada, com impactos para a sociedade e impactos políticos, tem que ser discutida a nível político e tem que ter cautela, parcimônia e cuidado nessas análises”, afirmou. 

Pedido foi entregue ao Ministério da Economia 

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entregou, nesta quinta-feira (12), ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedido para iniciar os estudos de privatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), a estatal responsável por comercializar o óleo e o gás extraídos da camada pré-sal.

Em declaração à imprensa após a reunião, Paulo Guedes afirmou que encaminhará a proposta à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos para análise de viabilidade. “O Adolfo [Sachsida], ministro de Minas e Energia, me entrega isso hoje e encaminho imediatamente à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos para que ela faça uma resolução Ad referendum e inicie os estudos. Isso deve ser feito hoje mesmo e vamos dar sequência aos estudos para a PPSA e, depois então, para o caso da Petrobras”, afirmou Guedes.

Em seu primeiro pronunciamento como ministro de Minas e Energia, Sachsida disse que vai priorizar a privatização da Eletrobras e da Petrobras. Ele também citou como exemplos de projetos de seu interesse que estão em tramitação no Congresso os que tratam da modernização do setor elétrico e o da mudança do regime de partilha para concessão no pré-sal.

“Precisamos dar prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobras. É fundamental avançarmos no projeto, sinal importante para atrair mais capital ao Brasil e mostrar que o Brasil é o porto seguro dos investimentos”, afirmou Sachsida.

“Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do conselho do PPI, que leve ao conselho a inclusão da PPSA no PND (Plano nacional de Desestatização) para avaliar as alternativas para a sua desestatização. Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes a proposição das alterações legislativas necessárias a desestatização da Petrobras”, adicionou o novo ministro.

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Bolsonaro diz que reajuste de 5% para servidores não está definido

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Presidente Jair Bolsonaro (PL) em evento no Rio de Janeiro (RJ)
Alan Santos/PR

Presidente Jair Bolsonaro (PL) em evento no Rio de Janeiro (RJ)

Em live nesta quinta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro recuou e afirmou que o reajuste de 5% para servidores públicos de todo o país ainda não está definido. Em março, as alas política e econômica do governo concordaram com o reajuste para servidores federais. 

Bolsonaro reconhece que não dispõe de recursos suficientes para atender à demanda. “A gente se esforça para dar um reajuste, que eu sei que é pequeno para os servidores. Há uma sugestão, não está batido o martelo, vou deixar claro, de 5%. Isso equivale a mais cortes nos ministérios de R$ 7 bilhões”, disse. 

O presidente ainda afirmou que deve se reunir com os respectivos presidentes dos sindicados dos servidores para tratar sobre a questão.

“É 5% para todo mundo? Não atende à Polícia Rodoviária Federal para evitar que entrem em greve […] Agora, é triste falar isso aí. Tem gente que ganha no teto e quer mais reajuste. Se tivesse recurso, eu daria. Mas a proposta nossa, no momento, não temos como ir além. Estou no limite aqui”, disse Bolsonaro.

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