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Cuiabá embarca para dois jogos fora; Corinthians e Red Bull Bragantino

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O elenco do Cuiabá encerrou na manhã desta sexta-feira (30.09) a preparação para dois confrontos seguidos fora de casa pela Série A: Corinthians, em São Paulo, e Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, pelas rodadas 29 e 30 respectivamente.

A equipe realizou um treinamento tático, no CT da Base, que definiu a escalação para o confronto deste sábado à noite. O técnico António Oliveira conta com os retornos do zagueiro Paulão e do volante Camilo, que voltam de suspensão. A baixa confirmada é do atacante Felipe Marques, na reta final de recuperação de lesão no joelho.

A delegação embarca na tarde desta sexta para São Paulo para o primeiro compromisso marcado para sábado, às 20h (de MT), na Neo Química Arena. No domingo, o grupo viaja para Atibaia, onde fica concentrado até a outra partida como visitante, diante do Red Bull Bragantino, quarta-feira, às 18h (de MT), no Abi Nabi Chedid.

O retorno para Cuiabá está previsto para a quinta-feira à tarde. Com 30 pontos e vindo de vitória sobre o América-MG, na Arena Pantanal, o Dourado busca bons resultados para subir na tabela de classificação.

Fonte: Agência Esporte

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Entre uma venda e outra, comerciários acompanham vitória do Brasil

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Em dia de jogo do Brasil, o país para, mas nem tanto. Para servir os milhões de torcedores que resolvem assistir os jogos na rua, os bares e centros comerciais ficam abertos. Cercados de televisões e gritaria, as vendas não param. Com a bola rolando ao fundo, cervejas, petiscos e pratos saem dos balcões a todo momento para as mãos dos clientes.

Um pequeno centro gastronômico e cultural na Asa Sul, em Brasília, reuniu centenas de pessoas para assistir a seleção brasileira contra a Suíça, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Catar. Entre os torcedores, o óbvio. Muita festa, animação, expectativa e até mesmo um samba improvisado com pandeiro e um atabaque. Atrás dos balcões, também havia torcida, mas dividida com o trabalho.

Durante a partida, Wesley Dieno atendeu vários clientes no balcão de um restaurante, servindo refeições, bebidas e churrasquinho, em um dia com muito mais vendas que o normal para uma segunda-feira. Em meio à gritaria da aglomeração à sua frente, sua passividade se destacava. Num momento de perigo, quando Richarlison entrava pela ponta direita da área adversária, ele sequer se perturbou. Continuou de cabeça baixa, passando o cartão de um cliente na máquina enquanto a torcida se ouriçava.

Wesley Dieno, trabalha durante o jogo Brasil x Suiça, na 506 sul. Wesley Dieno, trabalha durante o jogo Brasil x Suiça, na 506 sul.

Wesley Dieno, trabalha durante o jogo Brasil x Suiça – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Minutos depois, quando Lucas Paquetá cruzou rasteiro na área e por pouco o camisa 9 não marcou na pequena área, Wesley entregava um prato executivo de coxa e sobrecoxa, inabalável ao frisson em volta. De forma semelhante, Tamara Marques, vendedora de uma loja de roupas e bijuterias, não parecia muito preocupada com a importância de uma vitória e, com isso, uma classificação antecipada às oitavas de final.

“Eu estou assistindo ao jogo também, vibrando junto com eles. Mas estou torcendo tranquila”, garantiu Tamara, de dentro da loja. Para ela, que disse adorar futebol, não há problema em trabalhar durante as partidas, uma vez que existem televisões por perto.

Tamara Marques, trabalha durante o jogo Brasil x Suiça, na 506 sul. Tamara Marques, trabalha durante o jogo Brasil x Suiça, na 506 sul.

Tamara Marques, trabalha durante o jogo Brasil x Suiça – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Já no segundo tempo, quando a clientela deu uma trégua, Wesley pode olhar com calma para o telão no momento em que Richarlison quase abriu o placar após um cruzamento de Vinícius Júnior. Richarlison, inclusive, é o jogador preferido de Wesley, que vestia uma camisa da seleção por baixo do avental de couro. Nas costas, o número 10, de Neymar, mas o nome não era do atacante do Paris Saint-Germain. Escrito à canetinha sobre o tecido, o nome do centroavante autor dos gols do Brasil na primeira partida.

“Meu sogro me deu a camiseta e era a camisa 10 do Neymar, mas eu não queria a camisa do Neymar, aí escrevi Richarlison”. Segundo ele, a preferência foi também por questões políticas. Richarlison é um atleta atento às questões sociais do Brasil e se notabilizou, durante a pandemia, por apoiar campanhas a favor da vacina contra covid-19.

O golaço de Casimiro, no entanto, desconstruiu a imagem de isento do atendente. Vibrou como qualquer torcedor que se espremia em frente às telas do local. Sorriu e vibrou junto com amigas parados do lado de fora do balcão. Já Tamara confirmou as primeiras impressões. Quando a bola finalmente venceu o goleiro da Suíça, Sommer, ela estava ao celular e não se comoveu com a explosão de alegria a cerca de três metros da sua loja. Olhou para frente, esboçou um sorriso blasé de satisfação e voltou às conversas online.

Torcedores acompanham o jogo Brasil x Suiça na 506 sul Torcedores acompanham o jogo Brasil x Suiça na 506 sul

Torcedores acompanham o jogo Brasil x Suiça – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mas o importante mesmo é que o gol de Casimiro garantiu, além da classificação, um jogo mais para esquentar o comércio e as caixas registradoras das lojas, bares e restaurantes. Ganha o Brasil, ganham todos.

Fonte: EBC Esportes

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