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Após congresso reconhecer interesse nacional, Peru declara ser contra estrada que liga Cruzeiro do Sul a Pucalpa

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Lima, 22 jun (EFE). O governo peruano se opõe ao polêmico projeto promovido pelo Congresso para construir uma estrada entre Peru e Brasil na Amazônia, através de parques nacionais de ambos os países e perto de uma reserva indígena. O ministro do Meio Ambiente, Gabriel Quijandría, advertiu nesta terça-feira, em conferência com a Associação de Imprensa Estrangeira no Peru (APEP), que esta infraestrutura pode incentivar o desmatamento ilegal e o tráfico de drogas que já afeta o local. O projeto de estrada entre a cidade peruana de Pucallpa, capital da região de Ucayali, e o município de Cruzeiro do Sul, o segundo maior do Acre, foi declarado de interesse nacional pelo Congresso do Peru em maio.
A iniciativa foi aprovada pelo Parlamento somente com a opinião favorável da comissão parlamentar de Trasnportes, e sem ter sido revisada pela comissão de Povos, Meio Ambiente e Ecologia. NECESSIDADE QUESTIONADA. Ao longo de 250 quilómetros entre rios e florestas amazônicas, esta estrada atravessaria o Parque Nacional da Sierra del Divisor, que atravessa a fronteira entre Peru e Brasil, e passaria também muito perto da Reserva Indígena Isconahua e da proposta de Área de Conservação Regional do Alto Tamaya
“O Ministério do Meio Ambiente sempre insistiu na necessidade de compreender que a infraestrutura tem que responder a uma estratégia de desenvolvimento. Um projeto de infraestrutura não é uma estratégia de desenvolvimento. É um meio para alcançar algo”, disse Quijandría. “Se não estiver claro sobre que tipo de desenvolvimento quero alcançar em um território e não estou claro sobre as características desse território, estou provavelmente propondo infraestruturas que não preciso”, acrescentou.
O chefe da pasta argumetnou que, como resultado das condições da pandemia de covid-19, ficou provado que a necessidade de infraestruturas rodoviárias “não é tão crítica”, enquanto outros enquanto outros tipos, como acesso à internet em áreas remotas, distantes e rurais, têm sido urgentes. PRECEDENTE NEGATIVO. Quijandría recordou também a experiência com a rodovia interoceânica que liga Peru e Brasil através da parte sul do território peruano. “Em 2001, dissemos que o efeito mais claro que a rodovia interoceânica teria seria facilitar a exploração mineradora ilegal na região de Madre de Dios, e infelizmente não nos enganamos”, lembrou Quijandría.
“Ao facilitar o acesso e reduzir os custos logísticos para os operadores da economia ilegal, juntamente com o aumento do preço do ouro, foi uma tempestade perfeita”, explicou. O ministro complementou que essa estrada foi uma das principais causas de um pico histórico de 50 mil hectares de florestas arrasados nesta região entre 2016 e 2017, incluindo vários setores da Reserva Nacional de Tambopata que “felizmente conseguiram ser recuperados”.
A Defensoria do Povo também manifestou oposição à estrada Pucallpa-Cruzeiro do Sul, com o argumento de que colocaria em risco a saúde e a vida dos povos indígenas em isolamento, além de levar perigo às florestas virgens. O órgão de defesa dos direitos advertiu que a resolução do Congresso “carece de análise e apoio para a sua viabilidade socioambiental” e lembrou que “é importante promover o desenvolvimento econômico, mas considerando alternativas que sejam compatíveis com o desenvolvimento sustentável e a garantia de direitos”.
UOL Notícia

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Saúde realiza entrega de itens hospitalares às UPAs

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), entregou às unidades de pronto atendimento (UPAs) de Rio Branco nesta segunda-feira, 11, itens hospitalares e cadeiras de rodas.

Entre os produtos estão os objetos hospitalares funcionais, como bandejas, cubas, comadres e papagaios, e também instrumentos cirúrgicos.

A aquisição foi realizada por Fonte 100 da Sesacre, cujo valor gira em torno de R$ 1 milhão e contempla as unidades estaduais de todos os municípios acreanos, a começar pela capital.

Arquivo Secom

A secretária de Saúde, Paula Mariano, lembra que há mais de dez anos o Estado não realizava a aquisição desses materiais em grande quantidade.

“Estamos fazendo a distribuição, que contempla todo o estado, para equipar e proporcionar melhor qualidade no atendimento à população”, destaca.

Por Agência de Notícias AC

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