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Adoção de cachorro: veja como escolher entre macho e fêmea

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Adoção de cachorro: veja como escolher entre macho e fêmea
Redação EdiCase

Adoção de cachorro: veja como escolher entre macho e fêmea

Entenda como esse tipo de escolha pode influenciar nos cuidados com o animal de estimação

Cada cachorro possui características e personalidade diferentes, seja ele macho ou fêmea. Mas, na hora de adotar um pet, ter informações sobre as particularidades de um cão ou de uma cadela é importante para assegurar cuidados básicos com o animal.

“O que sabemos é que o macho, para apartamento, tende a ser mais trabalhoso, pois no processo de marcar território acaba urinando em várias partes da casa. Contudo, isso é algo que com a castração desaparece”, explica o Dr. Luiz Fernando Lucas Ferreira, médico veterinário e sócio-proprietário da Clínica Professor Israel, em Belo Horizonte.

“As fêmeas, em contrapartida, têm a questão do cio, do sangramento, da falsa gravidez e da gravidez indesejada, questões estas também eliminadas pela castração da fêmea”, acrescenta o profissional.

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Como impedir que o cão marque território

Marcar território é uma forte característica dos cachorros machos. Eles, instintivamente, usam o cheiro da urina para mostrar que estiveram em determinado local antes de outros cães. Com isso, mostram que aquele lugar é o espaço dele.

Como já explicado pelo Dr. Luiz Fernando Lucas Ferreira, a castração acaba com a necessidade de o cãozinho demarcar território. Além disso, também é possível ensiná-lo a urinar apenas em um espaço.

“Você conseguirá resultado mais eficaz se fizer esse condicionamento o mais cedo possível, já aos 5-6 meses de idade do cão. Em apartamentos, os donos costumam colocar um local com jornal e treinar o animal a fazer necessidades apenas naquele lugar”, aconselha Aline Brasil, médica veterinária.

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Cuidados com as fêmeas no cio

Quando entram no período do cio, as cadelas têm sangramentos. “Este sangramento se dá no início do cio devido às elevadas concentrações de estrógeno. Algumas cadelas são mais discretas no sangramento, pois estão constantemente se lambendo e o fluxo é menor, outras o fluxo é intenso”, explica Aline Brasil.

Atualmente existem diversas opções de calcinhas e absorventes decorados para pets, com o objetivo evitar a sujeira provocada pelo sangramento. Entretanto, para o Dr. Luiz Fernando Lucas Ferreira, é mais aconselhável a castração do pet.

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Companheirismo e educação 

O companheirismo e a educação independem do animal ser macho ou fêmea. Na verdade, isso está mais relacionado com a forma com ele interage com a família. Os cães, em geral, já são bons companheiros. Ou seja, essas questões acabam não interferindo na escolha entre macho e fêmea. Depende mais do gosto e preferência do futuro tutor.

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Benefícios da castração

Castrar o animal, seja ele macho ou fêmea, também é importante para ajudar a prevenir problemas de saúde. A seguir, veja como esse tipo de procedimento pode contribuir para a saúde do pet:

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Fêmeas 

Conforme explica a médica veterinária Aline Brasil, além de evitar o cio e ninhadas indesejadas, a castração de cachorras também é importante para “evitar acasalamentos indesejáveis (quando você tem animais de sexos opostos em um mesmo local), evitar pseudociese (gravidez psicológica) e, com certeza, diminuir o risco de aparecimento de tumores de mama e piometra”, lista.

Segundo a especialista, as cadelas estão predispostas ao aparecimento dessas doenças do trato reprodutor por causa da característica do seu ciclo estral (cio): seu organismo fica um longo tempo sob o domínio do hormônio progesterona.

“Com ou sem gestação, esse longo tempo sob o efeito da progesterona acontece e isso predispõe ao aparecimento dessas doenças. Por isso, aconselhamos que, se você não quer que a sua cadela tenha filhotes, castre o mais cedo possível (antes de 01 ano). Castrar com mais de 05 anos, por exemplo, não irá fazer a menor diferença no aparecimento das doenças, porque ela já foi submetida ao efeito da progesterona por longo tempo”, esclarece.

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Macho s

Para os machos, a prevenção de doenças também acontece, mas não é tão determinante quanto no caso das fêmeas. “No macho, além da castração acabar com a marcação de território, promove a prevenção de câncer de próstata e de tumores perianais”, esclarece o Dr. Luiz Fernando Lucas Ferreira. De acordo com a veterinária Aline Brasil, essas doenças ocorrem em cães mais velhos.

Confira mais dicas na revista ‘Guia dos pets’

Fonte: IG PET

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Viagens pet friendly crescem no Brasil, mas empresas precisam melhorar

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Saber se o destino desejado oferece opções que sejam boas para os animais é fundamental
Josh Rakower/Unsplash

Saber se o destino desejado oferece opções que sejam boas para os animais é fundamental

Quem é apaixonado pelos animais de estimação e acompanha as tendências em relação ao mercado do segmento pet, especialmente durante a pandemia, provavelmente notou que o interesse em relação a cães e gatos aumentou de maneira consideravel, inclusive com um grande crescimento do número de adoções nesse período.

Para se ter uma ideia, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), há alguns anos a presença de animais de estimação se tornou maior do que a de crianças nos lares brasileiros, com cerca de 140 milhões de pets, para 48 milhões de domicílios. Desse total, estimam-se que em 46% das residências se tenham ao menos um cachorro, enquanto os gatos estão em 20% dos lares.

Mas não são apenas nas casas que os animais fazem companhia para os tutores, que estão cada vez mais interessados em compartilhar os momentos de lazer ao lado dos companheiros de quatro patas. Dados da plataforma Decode apontam que durante a pandemia os termos de pesquisa “viajar”, seguido de “hotel pet friendly” tiveram um aumento de 238%, e “como levar cachorro no avião”, cresceu em 170%.

No Google, o crescimento nas buscas por hotéis com serviços petfriendly foi de 300%, entre março e setembro de 2020. A plataforma Hoteis.com revelou que, ao final de 2020, 82% dos brasileiros que participaram de pesquisa gostariam de viajar com os pets, enquanto 67% já haviam viajado com os animais. Em 2021 a Airbnb Brasil incluiu a opção de hospedagens com animais de estimação e em dois meses hospedou mais de 450 mil pets.

A influenciadora Patricia Camargo compartilha experiencias de viagens em família desde 2016, se tornando referência para tutores que desejam viajar com os animais de estimação. Baseado na própria experiência, a tutora dos Yorkshire terrier,  Armandinho e Nina, afirma ter notado uma transformação positiva no cenário pet após a pandemia, com as pessoas cada vez mais assumindo os animais de estimação como parte integral da família e, em muitos casos, com o pet sendo a única companhia por um longo período.

Com a retomada do turismo, por meio da página “Eu, Você e os Pets”, Patricia, ao lado do marido Mateus e dos cãezinhos, pretende realizar ao menos uma viagem por mês, para diferentes locais do Brasil e até para o exterior.

Os melhores lugares para viajar com o seu pet

Com o aumento da procura, empresas passaram a oferecer opções para viajantes com animais
Tamara Bellis/Unsplash

Com o aumento da procura, empresas passaram a oferecer opções para viajantes com animais

Para Patricia, é notável que muitas cidades estão de olho nos pets e se adaptando cada vez mais para recebe-los da melhor forma. Contudo, para ela, algumas cidades realmente se destacam, como Socorro (interior de São Paulo), que desenvolveu um projeto pet friendly para tornar a cidade mais receptiva às famílias com animais.

“Lá você vê que a maioria dos hotéis são pet friendly, eles realmente investem nisso, para proporcionar lazer e bem-estar para eles”, comenta, acrescentando que a cidade onde vive, também vem se destacando nesse quesito. “Santos está bem pet friendly, são muitas opções de lugares que aceitam os pets e são muito bons.  A praia, por exemplo, a primeira do estado de São Paulo a liberar cachorros na praia, isso nós não podemos deixar de destacar”.

Entre as dicas de roteiros para quem deseja viajar com o cachorro, Patricia destaca ainda que se surpreendeu positivamente ao conhecer locais como Capitólio (Minas Gerais). “Eu pensei que não fosse conseguir fazer quase nada com os cães, mas pelo contrário. Muitos passeios incluem os pets, como trilhas, passeios de barco e até as lojas, que sempre perguntávamos se poderíamos entrar com os cães e a resposta era sempre positiva”.

Outras cidades que a tutora indica como positivas para visitas com os pets são Campos do Jordão e Aparecida, em São Paulo. “Aparecida não só nos surpreendeu, como a quem acompanhou a nossa viagem. Lá eles estão realmente muito abertos a receber os pets”, contou.

A experiência em viagens de avião com os pets

Com experiência em viagens de avião com os dois cachorros,  Patricia destaca que esse é um serviço caro, nada eficiente e, além de tudo, muito caro. “Nós vemos que nessa parte as companhias aéreas não investem, elas ainda não se adaptaram para receber os animais da melhor forma”, diz.

“Muitas regras e orientações não são coerentes, quando você olha no site, está uma coisa, na hora do check-in te falam outra e, já dentro da aeronave, é outra. Não existe um padrão em relação de onde você pode sentar, se o pet pode ficar no colo, se pode tirar um pouco [da caixa de transporte], se não pode, ou se você pode ou não pedir água para o cachorro”, aponta a tutora.

Patricia comenta também sobre a restrição para animais de portes maiores, que não são permitidos na cabine e devem viajar no compartimento de carga, o que gera muita insegurança para muitos tutores e medo para os animais, que não estão habituados a ficar em locais escuros, sozinhos e com muito barulho.

“Eu acho que precisam avançar muito, ainda mais porque os pets pagam pela passagem e, algumas vezes, a passagem dos animais é mais cara do que a nossa e para eles não é oferecido nenhum tipo de serviço, eles vão embaixo de uma poltrona. Isso precisa melhorar muito, com certeza”, afirma.

Próximas viagens e dicas para os tutores

Não se deve ir para ambientes que o animal não seja acostumado
Adam Griffith/Unsplash

Não se deve ir para ambientes que o animal não seja acostumado

Como viagem para a região nordeste do Brasil programada e planos para a primeira viagem internacional com os pets para o segundo semestre de 2022, Patricia dá algumas dicas para quem pretende viajar pela primeira vez com o cachorro.

  • Conheça bem o animal

É importante que o tutor conheça bem o perfil do animal de estimação, muitos não gostam de viajar ou, mesmo quando gostam, podem não se dar bem em determinados climas, como o frio intenso, ou com locais mais agitados.

  • Adaptação à viagem de carro

Antes de pensar em fazer uma viagem de carro com o pet, é importante que o animal esteja acostumado a isso. “Se o cão nunca andou de carro e, de repente, o tutor resolve fazer uma viagem de 10 horas. Não dá! O cachorro pode ficar estressado, ansioso e até passar mal, e aí a pessoa vai precisar medicar o bichinho”, diz.

O recomendado é que se faça pequenos trajetos, de uma hora ou duas horas e se vá aumentando o tempo aos poucos, sempre respeitando os limites do animal.

  • Nem todos os cães gostam de socializar

Além do deslocamento da viagem, é preciso saber se o pet gosta do tipo de passeio que o tutor pretende fazer. “Tem cachorro que gosta de ficar deitadinho, dormindo. Não se sente bem ao ter contato com outras pessoas, ou outros animais, aí não dá para o tutor ir para um hotel que está cheio de cachorros. É importante pensar em algo que seja bom tanto para o cachorro quanto para o tutor, ou só haverá dor de cabeça”, comenta Patricia.

  • Viagem de avião

Para essas viagens, o cão passará um longo tempo dentro de uma bolsa ou em uma caixa de transporte, é indicado que semanas antes da viagem o tutor já comece um processo para que o pet se acostume a isso.

“Já comece a mostrar para o cão a caixinha, acostumando-o a entrar e ficar nela, seja com brinquedos ou com petiscos”, continua. “Imagina, do nada você coloca o cachorro dentro de uma caixa e ele não vai sair de lá por cerca de quatro ou cinco horas? Então é imprescindível já ir mostrando para ele que a caixa é positiva, que é algo gostoso e que tudo vai dar certo, que ele irá para um lugar legal e que vai ganhar um presente por estar ali”.

Outra dica importante é que pouco antes da viagem o tutor faça alguma atividade para que o pet gaste energia e fique cansado, assim ele ficará mais tranquilo e tende a dormir pelo trajeto, no qual estará dentro da caixa de transporte.

“Em algumas situações, quando o trajeto é mais longo, para a Nina, eu dou um calmante fitoterápico (medicamento natural) para ela ficar mais calma”, indica – lembrando que é sempre importante se consultar um médico veterinário antes de oferecer qualquer medicamento aos animais de estimação.

  • Pesquise se o destino é realmente pet friendly

“É importante o tutor procurar um local que vai valer a pena com o cachorro. Não adianta viajar com o pet e depois deixar ele preso dentro de um quarto de hotel sem fazer nada. Então, antes de decidir o destino e montar o roteiro, que o tutor veja o quão pet friendly é, e se realmente vale a pena ir. O passeio deve ser bom para os dois, é uma experiência que ficará marcada para ambas as partes”, completa.

Para garantir que o seu pet terá toda a ajuda sempre que precisar, iG Pet Saúde está com novos planos. Cães e gatos podem contar com consultas de rotina e de emergência, cirurgias, vacinas e muito mais. Conheça todas a vantagens de se ter um plano de saúde pensado especialmente para você e para o seu pet!

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Fonte: IG PET

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