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Lavagem de dinheiro do tráfico: 2 são presos, mas empresário do Acre, líder da quadrilha, continua foragido

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A Força Tarefa de Segurança Pública do Acre, composta pela Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar, deflagrou nesta quarta-feira (01/12/2021) a operação HÉSTIA, com o objetivo de combater uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro oriunda do tráfico de drogas que atuava em quatro estados (AC, AM, RJ e RN).
A investigação teve início em janeiro deste ano e revelou um esquema profissional responsável pela administração de valores provenientes de fontes ilícitas, movimentado através de empresas “laranjas”, objetivando ocultar bens e valores, dissimular sua origem e reinserir os ativos no mercado com aparência de legalidade.
Para lavar o dinheiro proveniente das atividades criminosas, um núcleo – liderado por um empresário acreano do ramo de venda de extintores – se utilizava de sete empresas sediadas em Rio Branco/AC, Epitaciolândia/AC e Cruzeiro do Sul/AC, a fim de simular um funcionamento regular dos estabelecimentos para justificar os valores e bens obtidos com o lucro do tráfico interestadual de drogas.
O trabalho de inteligência desenvolvido pela Força Tarefa de Segurança Pública do Acre possibilitou a identificação do principal líder da organização criminosa. O mesmo encontra-se foragido desde 2017 quando estava cumprindo pena na penitenciária estadual do Acre, contudo, conseguiu uma fuga cinematográfica de um hospital em Rio Branco-AC, após fazer um buraco no forro do banheiro do apartamento que estava internado para um procedimento cirúrgico.
A ação contou com o apoio operacional de policiais federais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes/RJ e de policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do estado do Rio de Janeiro.
Cumprindo os parâmetros de excepcionalidade previstos na ADPF 635/STF, a Polícia Federal e o BOPE diligenciaram até a Maré com o objetivo específico de cumprir dois mandados judiciais de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco-AC, no entanto, ao chegar na entrada da comunidade, os policiais foram recebidos a tiros por traficantes.
Durante a ação os policiais apreenderam um fuzil, diversos carregadores de fuzil, uma pistola, munições, granada, drogas e rádios comunicadores.
O líder da organização criminosa ostentava uma vida de luxo ao redor de sua família na comunidade da Maré. O criminoso – apontado pelas forças de segurança pública do Acre como o mais procurado do estado – construiu um imóvel de luxo dentro da comunidade que contava com piscina e banheira de hidromassagem. Ele ainda tem a proteção de traficantes locais.
Os investigados movimentaram mais de 43 milhões de reais em suas contas bancárias durante o período apurado, grande parte através de transações em espécie – inclusive para o exterior – bem como investimentos em gado e imóveis. Ao todo, foram bloqueados judicialmente mais de R$ 19 milhões em bens da organização criminosa.
A operação conta com a participação de 150 policiais que cumprem 37 mandados de busca e apreensão domiciliar e 10 mandados de prisão preventiva em quatro estados, nas cidades de Rio Branco/AC, Cruzeiro do Sul/AC, Epitaciolândia/AC, Rio de Janeiro/RJ, Natal/RN e Boca do Acre/AM. As buscas contaram com o apoio de um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Acre.
Os investigados serão indiciados pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico interestadual de drogas, cujas penas somadas podem chegar a 33 anos de prisão.
O nome da operação, HÉSTIA, faz alusão à mitologia grega e representa a Deusa do Fogo, para se contrapor à principal atividade econômica exercida de maneira dissimulada pelos investigados, isto é, o comércio de extintores de incêndio. O fogo de Héstia simboliza também a vida, a cidade, a proteção e o sacrifício.

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Servidores da Educação e Saúde do AC mantém greve após aprovação de reajuste e auxílio alimentação

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Servidores da Educação e Saúde do estado decidiram manter a paralisação das atividades e atendimentos após aprovação dos reajustes salariais e auxílio alimentação pelos deputados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). As categorias se reúnem na próxima semana para discutir os próximos passos da greve.
A greve da Educação começou no dia 16 de fevereiro. O motivo é a paralisação dos servidores da pasta por melhorias salariais, concurso público e outras reivindicações. Por conta da paralisação, o início das aulas foram adiadas do dia 4 de abril para o dia 11.
“Vamos fazer a assembleia na segunda-feira [4] às 9h no Centro. Não era o que queríamos, queremos manter nossa estrutura de carreira, os percentuais entre os níveis, manter os percentuais entre nossas referências e, infelizmente, nos tiraram tudo. Vamos apresentar e discutir como ficou o projeto”, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento.
Os sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac) e dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) também se posicionaram a favor da paralisação. Para o Sindmed-AC, a reposição de 5,42% é ofensiva e o governo descumpriu o acordo.
“O descumprimento do acordo representou uma grande decepção para a categoria, uma ofensa, pois já havia concordância, por meio de negociação fechada, em junho do ano passado, que existiria a reposição inflacionária dos dois últimos anos”, pontuou o vice-presidente do sindicato, Rodrigo Prado.
O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, disse que a categoria se reúne na próxima terça-feira (5) em uma assembleia geral para discutir se continua ou não com o movimento. “O reajuste aprovado não é o que o governo se comprometeu, não é nem a metade do que foi acordado. Os trabalhadores estão muito decepcionado”, revelou.
Com informações G1 Acre

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