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Brasil é o país que mais gasta com eleições no mundo; saiba motivo

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Brasil é o país que mais gasta com eleições no mundo
Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Brasil é o país que mais gasta com eleições no mundo

O Brasil é o país que  mais gasta dinheiro público por ano com campanhas eleitorais e partidos. No total, são gastos mais de US$ 789 milhões anualmente (mais de R$ 4.3 bilhões). O gasto por aqui é tão grande que chega a ser mais que 2.5 vezes maior que o segundo colocado na lista, que é o México, com US$307 milhões por ano (pouco mais de R$ 1.5 bilhão). Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela plataforma  CupomValido.com.br, com base de dados do IMPA, World Bank e TSE.

Para tentar entender os motivos que fazem com que a política no país custe tanto aos cofres públicos, o estudo traçou os modos como o dinheiro é gasto. Segundo os dados, o Brasil é o país com o segundo maior número de partidos no mundo, atrás apenas da Índia. Atualmente, os indianos contam com 36 partidos, enquanto os brasileiros contam com 32 siglas.

Além do grande número de partidos, o Brasil também se destaca negativamente em relação aos gastos que cada parlamentar gera aos cofres públicos por ano. Cada parlamentar brasileiro custa, em média, US$ 5 milhões por ano (mais de R$ 25 milhões). O número é suficiente para nos deixar no topo do ranking, à frente da Argentina.

A pesquisa dividiu o custo médio por parlamentar pela renda média de cada país, e chegou à conclusão de que no Brasil, o gasto por parlamentar é 528 vezes maior que a renda média da população. O número é mais que 2 vezes maior que o gasto na Argentina.

As campanhas eleitorais infladas e mais longas também contribuem para os números elevados do Brasil. Os maiores gastos com campanhas eleitorais estão relacionados à publicidade por meio de materiais impressos, que representam 20,9% do total. A produção de programas (de rádio, televisão ou vídeo) está em segundo lugar, com 8,8%. Em terceiro lugar, com 8,6% das despesas, está o custo com atividades de militância e mobilização de rua.


Motivos para os gastos

Segundo o cientista político Alberto Carlos Almeida, a questão dos gastos em excesso no Brasil se deve, principalmente, por conta da lei eleitoral. “Nosso sistema eleitoral é um sistema com lista aberta. Na grande maioria dos países é o sistema distrital ou o sistema em lista fechada”. Para o especialista, mudar esse sistema por aqui seria a primeira etapa para diminuir os gastos.

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O sistema de lista aberta é uma variante do sistema de eleição proporcional, no qual as vagas conquistadas pelo partido ou coligação são ocupadas por seus candidatos mais votados, até o número de cadeiras destinadas à agremiação. A votação de cada candidato pelo eleitor é o que determina, portanto, sua posição na lista de preferência.

O especialista diz ainda que não acredita em uma mudança desse sistema em um curto prazo. “Se a gente mudasse para a lista fechada, os gastos iam despencar, porque lista aberta tem muitos candidatos que precisam de dinheiro para fazer campanha e isso acaba se tornando uma disputa de quem tem o nome mais visível”.

E completa: “O eleitor precisa olhar centenas de nomes, então o candidato que tem mais propaganda acaba sendo mais visto (…) enquanto não mudar o sistema eleitoral é difícil saber com mais clareza quais as outras fontes que encarecem a campanha”, diz o especialista.

Para a advogada e cientista política, Beatriz Finochio, a falta de formação política da maioria da população também é um fator agravante para o sistema eleitoral custar tanto no país.

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“O Brasil tem essa característica de gastar muito com eleições porque a gente ainda tem uma população muito desinformada, isso está muito ligada aos fatores econômicos e sociais. Historicamente, os candidatos que gastaram mais sempre se elegeram”, afirma.

Beatriz pontua também que, pela falta de conhecimento, não há um “ativismo” da população sobre o tema. “O dinheiro gasto é nosso. É o dinheiro do contribuinte. A população não tem um ativismo nessa questão e aí eles acabam gastando muito”.

Como maneiras de contornar o problema e tornar o custo da política no Brasil mais barata, a especialista afirma que fornecer mais informações sobre o tema para a população poderia ser um dos caminhos, além do uso mais frequente de ferramentas digitais, que tendem a ser mais baratas. “Um deputado, por exemplo, disputa uma área de voto muito grande, se a gente diminuísse essa área com certeza isso geraria um custo menor”.

“Para reduzir os custos da campanha a gente, então, precisa reduzir a circunscrição eleitoral”, conclui.

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Paulo Dantas é eleito governador de Alagoas para mandato tampão

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O estado de Alagoas tem novo governador. Foi eleito hoje (15) Paulo Dantas, em eleição indireta realizada na Assembleia Legislativa de Alagoas. O mandato tampão de Dantas se encerra em 31 de dezembro. O vice-governador eleito é José Wanderley. Dantas é deputado estadual e Wanderley é médico. Ambos são do MDB, partido do último a ocupar o posto, Renan Filho. A chapa emedebista recebeu 21 votos dos 27 possíveis.

Dantas tem 43 anos, nasceu em Maceió, é formado em administração e está em seu primeiro mandato como deputado estadual. José Wanderley Neto é natural de Palmeira dos Índios, tem 72 anos, é médico cardiologista e já exerceu o cargo de vice-governador do Estado, no período de 2007 a 2011, na primeira gestão do ex-governador Teotônio Vilela Filho.

Eleição indireta

A eleição indireta para o governo estadual é necessária porque, em abril, o então governador Renan Filho cumpriu o prazo de desincompatibilização e deixou o cargo para disputar as eleições para o Senado, conforme determina a legislação eleitoral.

Com a saída, o vice-governador, Luciano Barbosa, eleito na chapa de Renan, deveria assumir, mas não estava mais no cargo, porque venceu as eleições de 2020 e se tornou prefeito de Arapiraca. O primeiro na linha sucessória seria o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Vitor (MDB). No entanto, ele preferiu não assumir o governo do estado, porque ficaria impedido de concorrer à reeleição, e convocou as eleições indiretas.

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Com os impedimentos, coube ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Klever Loureiro, último na linha sucessória, assumir o posto interinamente. O edital de convocação da eleição foi contestado pelo PP e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Após analisar um recurso do PP, o ministro Gilmar Mendes determinou que fossem formadas chapas únicas para a disputa e reabriu o prazo para o registro das candidaturas.

Edição: Maria Claudia

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