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CPI do MEC: ‘Investigação está sob forte ameaça’, diz Randolfe

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Randolfe Rodrigues fala sobre o pedido de abertura da CPI do MEC
Reprodução / CNN Brasil – 28/06.2022

Randolfe Rodrigues fala sobre o pedido de abertura da CPI do MEC

Após protocolar o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de corrupção na gestão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que as investigações estão “sob forte ameaça”.

“Desde a semana passada, é de conhecimento de todos, em áudio do próprio senhor Milton Ribeiro, de que o presidente da República interveio de forma clara para impedir que a investigação avançasse em um claro crime, conforme o código penal, de obstrução às investigações e de uso de informações privilegiadas”, disse Randolfe em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (28).

“Além disso, outros elementos necessitam ser investigados por essa CPI e outros elementos dão conta que a investigação em curso por parte do Ministério Público Federal e da Polícia Federal está sob ameaça.”

Aos jornalistas, Randolfe questionou o motivo de, mesmo tendo uma aeronave disponível no dia da prisão de Ribeiro , ele não ter sido transferido para Brasília , “como deveria ocorrer conforme quaisquer programações de ações dessa natureza da parte da Polícia Federal”, afirmou.

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“É necessário perguntar por que até o dia de hoje não houve respostas sobre apreensão do celular do senhor Milton Ribeiro? porque até o dia de hoje o celular do senhor Milton Ribeiro não foi devolvido?”, indagou o senador, dizendo também que, segundo as informações que se tem até o momento, “está sendo organizada uma ação” para substituir o delegado da PF Bruno Calandrini da condução das investigações.

PF determinou abertura de apuração sobre “eventual interferência” no inquérito contra o ex-ministro após Calandrini escrever uma mensagem a colegas dizendo ter havido “interferência” do órgão na operação que prendeu Ribeiro. Ele citou como exemplo o fato de, após a prisão, o ex-ministro não ter sido transferido de São Paulo para a carceragem da PF no Distrito Federal, como determinado pela Justiça.

Randolfe afirmou que, em “circunstâncias normais”, não seria necessário abrir uma CPI para a apuração do caso, mas que essa investigação está “sob ameaça e intervenção do senhor presidente da República e do senhor ministro de Estado de Justiça”.

*Em atualização

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Fonte: IG Política

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POLITÍCA NACIONAL

Bolsonaro promete manter zerados impostos federais de combustíveis

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Candidato à reeleição pelo PL, o presidente Jair Bolsonaro prometeu manter no próximo ano a isenção de impostos federais sobre a gasolina, o álcool, o diesel e o gás de cozinha.

Em encontro com prefeitos, no início da noite de hoje (17), em Brasília, Bolsonaro afirmou ter conversado sobre o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Hoje tive mais uma conversa com parte da equipe econômica do [ministro da Economia] Paulo Guedes sobre o PLOA [Projeto de Lei Orçamentária Anual], o nosso orçamento para o ano que vem. Garantimos continuar no ano que vem com zero imposto federal na gasolina, no diesel, no álcool e no gás de cozinha”, disse Bolsonaro durante o encontro.

Um projeto de lei complementar, aprovado no Congresso em junho zerou, até 31 de dezembro de 2022, as alíquotas de Cide-Combustíveis e a tributação de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina. O diesel e o gás de cozinha já têm esses tributos zerados. Segundo a promessa do presidente, essas alíquotas continuariam zeradas em 2023.

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Servidores e Auxílio Brasil

Bolsonaro falou para uma plateia de prefeitos no auditório de um hotel de Brasília. Também estiveram presentes o senador Eduardo Gomes (PL-TO), atualmente licenciado do cargo, e a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que foi ministra da Secretaria de Governo. Em seu discurso, o candidato à reeleição prometeu conceder reajuste aos servidores públicos em 2023, mas não definiu um percentual.

O candidato à reeleição também disse que vai avaliar com sua equipe econômica a possibilidade de manter o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil. Atualmente, esse valor tem vigência garantida até 31 dezembro. Depois, volta aos R$ 400 originais. Bolsonaro disse que avaliará a possibilidade “dentro da responsabilidade” para evitar inflação.

“Conversei com o ministro Paulo Guedes, também dentro da responsabilidade, vamos nos socorrer do parlamento para a gente tornar definitivo esse valor de R$ 600 a partir de 2023. Tenho certeza que o parlamento vai se fazer presente. Repito, com responsabilidade. Se a gente fizer sem responsabilidade, o dólar vai lá para cima, a inflação também”. 

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Depois do evento, falando a jornalistas, Bolsonaro indicou que deve enviar, após as eleições, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para tornar o valor do Auxílio Brasil de R$ 600 definitivo.

O valor original Auxílio Brasil é R$ 400, mas o Congresso Nacional aprovou uma PEC, promulgada no dia 14 de julho, que aumenta o benefício em R$ 200 até o fim do ano, além de conceder um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros, um benefício para taxistas, duplicar o valor do vale-gás e reforçar o programa Alimenta Brasil, entre outros benefícios. A criação dos benefícios foi possível com a criação de um estado de emergência até o fim do ano.

Amanhã (18) Bolsonaro visita o Parque Tecnológico em São José dos Campos (SP), onde terá uma serie de eventos. Ele visita o Cemaden (centro monitoramento desastres naturais órgão governo Federal), e participa de um evento sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo no Brasil.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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