POLITÍCA NACIONAL

Estrada recebe nome em homenagem ao ex-senador Murilo Badaró

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Foi sancionada na quarta-feira (22) a Lei 14.376, de 2022, que denomina Estrada Senador Murilo Badaró o trecho rodoviário da BR 367, que faz a ligação de pouco mais de 100 quilômetros entre os municípios de Minas Novas e Araçuaí, em Minas Gerais.

O projeto que deu origem à lei foi o PL 916/2021, da deputada Greyce Elias (Avante-MG). O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) leu o relatório ad hoc de Alexandre Silveira (PSD-MG) no dia 31 de maio.

Murilo Paulino Badaró nasceu em Minas Novas em 1931. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, iniciou sua vida política em 1958, quando se elegeu deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD).

Em 1966, elegeu-se deputado federal pela Arena, sendo reeleito em 1970.

Em 1978, Badaró foi eleito senador e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em agosto de 1984, licenciou-se do cargo para assumir o Ministério da Indústria e Comércio do governo Figueiredo.

Em 2004 foi eleito prefeito de Minas Novas pelo Partido Progressista (PP). Murilo Badaró faleceu em Belo Horizonte, em 2010.

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“Na Câmara, Murilo Badaró foi autor do projeto da Emenda Constitucional que criou a Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha (Codevale). No Senado, teve importante participação na retomada democrática do país, integrando a Comissão Mista do Congresso encarregada de examinar o projeto de anistia. E, como ministro da Indústria e Comércio, atuou decisivamente para salvar a Açominas, uma das mais importantes siderúrgicas nacionais, da falência”, afirma Alexandre Silveira.

Por Raíssa Portela, sob supervisão de Sheyla Assunção

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

A disposição do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) de voltar à cena política, cogitando até uma candidatura ao Palácio Guanabara, despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

O ex-prefeito formaria mais um palanque para o governador e integraria uma proposta ainda mais conservadora do que a hoje representada pela aliança com Romário (PL) — candidato ao Senado da coligação.

Para evitar que as candidaturas de Castro e Crivella concorram concomitantemente e dividam eleitores, lideranças do PL prometem aumentar o espaço do Republicanos em um eventual próximo mandato do governador, caso o ex-prefeito do Rio desista do Guanabara. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal comanda a Secretaria estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária.

Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Marcelo Crivella

A proposta encontra amparo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado. No entanto, é vista como uma espécie de traição a Romário, colega de partido do governador.

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Mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos para o Senado, o ex-jogador não conta com o apoio de membros da chamada ala ideológica do governo Bolsonaro, que defendem o lançamento de uma candidatura que levante a bandeira das pautas de costumes. Para o chamado “bolsonarismo raiz”, o grupo político do presidente seria mais bem representado por Crivella.

Apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas no Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

Nos bastidores da legenda, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, tenta controlar as pressões de deputados que contam com os votos amealhados por Crivella e a vontade do próprio ex-prefeito, que não esconde o desânimo com a possibilidade de concorrer a deputado.

Procurado, o ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista. Pereira afirmou que, por ora, ainda não há nada definido.

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De olho na vaga de vice

A vaga de vice na chapa de Castro também entrou em discussão diante da tensão entre o governador e Washington Reis (MDB), cotado para o posto. Na última semana, durante a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), eles seguiram caminhos diferentes, o que fez com que vários partidos oferecessem nomes para a composição.

O próprio Republicanos sugeriu para vice a deputada Rosângela Gomes, enquanto o União Brasil, que aguarda a definição da elegibilidade de seu pré-candidato ao estado, Anthony Garotinho, acenou com Marcos Soares, Fábio Silva e Daniela do Waguinho. Nome que agradava a Castro, o deputado federal Dr. Luizinho (PP) tentará novamente a Câmara e será puxador de votos.

O impasse entre Castro e Reis, no entanto, parece apaziguado. Os dois participaram de agenda na última sexta e reiteraram a parceria.

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