POLITÍCA NACIONAL

Fachin diz que não vai permitir ‘subversão do processo eleitoral’

Published

on

source
Fachin disse que não vai permitir subversão nas eleições
Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Fachin disse que não vai permitir subversão nas eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira que não vai permitir “a subversão do processo eleitoral”. 

Em discurso de cerca de 30 minutos no Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador (BA), ele cobrou o respeito de “todos os poderes” ao processo eleitoral e disse que “para remover a Justiça Eleitoral de suas funções”, antes seria preciso removê-lo da presidência da Corte. “Diálogo sim, joelhos dobrados por submissão, jamais”, afirmou.

Fachin têm utilizado seus discursos nas últimas semanas para reforçar a credibilidade do processo eleitoral brasileiro e a segurança das urnas. A postura acontece também em resposta aos posicionamentos do presidente Jair Bolsonaro (PL), que voltou a lançar dúvidas sobre o sistema de votação da Justiça Eleitoral — embora nunca tenha apresentado nenhum indício —, sugeriu auditoria paralela por meio de seu partido e tem incentivado a atuação das Forças Armadas junto ao TSE.

Leia Também:  Candidatura de Bivar usa 'desculpa esfarrapada', diz aliança de Tebet

No discurso desta sexta-feira, sem citar o presidente da República, Fachin cobrou que “todos os poderes digam, sem subterfúgios, que vão respeitar o processo eleitoral de outubro de 2022″.

“A nenhuma instituição ou autoridade a Constituição atribui poderes que são próprios e exclusivos da Justiça Eleitoral. Não permitiremos a subversão do processo eleitoral. E digo, com todas as letras, para que não se tenha dúvida: para remover a Justiça Eleitoral de suas funções, este presidente teria antes que ser removido da presidência. Não cederemos. Diálogo sim, joelhos dobrados por submissão, jamais”,  frisou o magistrado.

Na quinta-feira, Fachin já havia afirmado que a Justiça Eleitoral está “aberta a ouvir, mas jamais se curvará a quem quer que seja” e disse que “quem trata de eleições são forças desarmadas”. Mais tarde, durante sua transmissão ao vivo semanal pelas redes sociais, Bolsonaro disse não saber de onde o ministro “está tirando esse fantasma que as Forças Armadas querem interferir na Justiça Eleitoral” e voltou a dizer que ter eleições limpas e transparentes é questão de “segurança nacional”.

Leia Também:  Ensinos médio e superior: aberto novo processo seletivo para estágio no Governo do Acre

A tréplica do presidente do TSE também veio nesta sexta-feira. Fachin voltou a elogiar a parceria com as Forças Armadas durante o período eleitoral, especialmente no apoio logístico, com o transporte de urnas eletrônicas a seções de difícil acesso. 

Mais uma vez sem citar Bolsonaro diretamente, no entanto, o ministro disse que o Brasil tem hoje “ilícitos indutores de regressos institucionais” que colocam em risco a democracia.

“Dizem que falo de fantasmas. A violência tem gênero e grau. A violência no Brasil é trágica. A desinformação tem nome e origem. Não é um fantasma. (…) Assistimos quase incrédulos a normalização de ataques às instituições impulsionadas por práticas de desinformações”, destacou Fachin.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Alexandre Kalil oficializa aliança com Lula em Minas Gerais

Published

on

source
Ex-presidente Lula (PT) e prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD)
Montagem iG / Fotos: Ricardo Stuckert/PR e BRUNO CANTINI

Ex-presidente Lula (PT) e prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD)

O pré-candidato ao governo de Minas Gerais e ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), oficializou nesta quinta-feira a aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a disputa eleitoral do estado. Os dois partidos chegaram a um acordo após o PT retirar a candidatura ao Senado de seu líder na Câmara, Reginaldo Lopes. Em troca, vão poder indicar quem será o vice na chapa do ex-prefeito.

O nome de quem assumirá esse posto ainda não está decidido. Quem era cotado para ser vice de Kalil era o presidente da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), Agostinho Patrus, do mesmo partido do pré-candidato. Segundo Kalil, a definição do novo vice virá do deputado federal e estadual, mas precisará ser aprovada por ele.

“O Agostinho e o Reginaldo vão resolver. Depois dou meu aval”, disse Kalil ao GLOBO.

O impasse para formar um palanque entre Kalil e Lula acontecia porque ambos os partidos queriam manter seus candidatos ao Senado. Enquanto PT queria lançar Reginaldo, o PSD defendia ter o senador Alexandre Silveira para concorrer à reeleição.

Leia Também:  Vaquinhas virtuais de pré-candidatos das eleições de outubro começam neste domingo

O obstáculo foi resolvido na semana passada após uma reunião de Lula com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), Reginaldo e lideranças do PSD.

Kalil usou suas redes para anunciar o acordo com o PT e compartilhou um vídeo com um jingle feito para a aliança com o ex-presidente.

“Em Minas é Lula e Kalil”, escreveu.

Com o acordo com o PT, Agostinho Patrus espera ser indicado a uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A indicação do posto, que está aberto, será da assembleia, onde o deputado tem forte influência.

Para a posição de vice, o PT avalia tanto o nome de Reginaldo quanto o deputado estadual André Quintão.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Leia Também:  Projeto inclui busca pelo pleno emprego entre objetivos do Banco Central

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

RIO BRANCO

POLÍTICA

POLÍCIA

ACRE AGORA

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI