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Para Kajuru, prisão de Milton Ribeiro revela que há corrupção no governo Bolsonaro

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O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) afirmou, em pronunciamento nesta quarta-feira (22),  que a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, pela Operação Acesso Pago, da Polícia Federal, revela que, diferentemente do que diz o presidente Jair Bolsonaro, há corrupção no governo federal.

Milton Ribeiro foi preso nesta quarta-feira, por determinação da Justiça Federal, sob a acusação de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. O mandado de prisão também se estende aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Segundo Kajuru, denúncias do início deste ano revelaram que, à época em que Milton Ribeiro estava à frente da pasta, dois pastores intermediavam a liberação de dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para prefeituras, a pedido de Jair Bolsonaro, de acordo com o que disse o próprio ex-ministro.

Após o caso vir à tona, Jair Bolsonaro afirmou que confiava em Milton Ribeiro e ‘botava a cara no fogo’ pelo ex-ministro, lembrou Jorge Kajuru.

— É, o presidente Bolsonaro deve estar chamuscado. Logo o país ficou sabendo de pedido de barra de ouro feita por pastor a prefeito para liberar dinheiro do FNDE e até de promoção black friday na cobrança de propina com oferta de desconto de 50%. E tem mais, Brasil. Depois da queda de Milton Ribeiro, o Gabinete de Segurança Institucional, atabalhoadamente, decretou sigilo sobre as visitas dos pastores Arilton e Gilmar ao Palácio do Planalto. Teve de voltar atrás. E aí o Brasil ficou sabendo que os dois pastores eram íntimos do poder desde 2019. Ou seja, antes da chegada de Milton Ribeiro no Ministério da Educação, em julho de 2020 — disse.

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Kajuru lembrou ainda que há outros fatos que precisam ser melhor esclarecidos, envolvendo o ministério da Educação e o FNDE.

— Como compra de ônibus escolares com sobrepreço, destinação de kits de robótica para escolas sem internet e o escândalo das escolas fake. Que a Polícia Federal siga cumprindo a sua obrigação institucional, com 100% de independência — defendeu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

A disposição do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) de voltar à cena política, cogitando até uma candidatura ao Palácio Guanabara, despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

O ex-prefeito formaria mais um palanque para o governador e integraria uma proposta ainda mais conservadora do que a hoje representada pela aliança com Romário (PL) — candidato ao Senado da coligação.

Para evitar que as candidaturas de Castro e Crivella concorram concomitantemente e dividam eleitores, lideranças do PL prometem aumentar o espaço do Republicanos em um eventual próximo mandato do governador, caso o ex-prefeito do Rio desista do Guanabara. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal comanda a Secretaria estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária.

Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Marcelo Crivella

A proposta encontra amparo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado. No entanto, é vista como uma espécie de traição a Romário, colega de partido do governador.

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Mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos para o Senado, o ex-jogador não conta com o apoio de membros da chamada ala ideológica do governo Bolsonaro, que defendem o lançamento de uma candidatura que levante a bandeira das pautas de costumes. Para o chamado “bolsonarismo raiz”, o grupo político do presidente seria mais bem representado por Crivella.

Apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas no Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

Nos bastidores da legenda, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, tenta controlar as pressões de deputados que contam com os votos amealhados por Crivella e a vontade do próprio ex-prefeito, que não esconde o desânimo com a possibilidade de concorrer a deputado.

Procurado, o ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista. Pereira afirmou que, por ora, ainda não há nada definido.

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De olho na vaga de vice

A vaga de vice na chapa de Castro também entrou em discussão diante da tensão entre o governador e Washington Reis (MDB), cotado para o posto. Na última semana, durante a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), eles seguiram caminhos diferentes, o que fez com que vários partidos oferecessem nomes para a composição.

O próprio Republicanos sugeriu para vice a deputada Rosângela Gomes, enquanto o União Brasil, que aguarda a definição da elegibilidade de seu pré-candidato ao estado, Anthony Garotinho, acenou com Marcos Soares, Fábio Silva e Daniela do Waguinho. Nome que agradava a Castro, o deputado federal Dr. Luizinho (PP) tentará novamente a Câmara e será puxador de votos.

O impasse entre Castro e Reis, no entanto, parece apaziguado. Os dois participaram de agenda na última sexta e reiteraram a parceria.

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