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Prisão de Milton Ribeiro atinge base de apoio e desmonta estratégias eleitorais de Bolsonaro

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A prisão do ex-ministro Milton Ribeiro nesta quarta-feira (22) tem potencial para desmontar uma das principais estratégias eleitorais do presidente Bolsonaro (PL): o discurso de que no governo dele não há corrupção.

Na avaliação de fontes do governo ouvidas pelo blog, a linha de defesa pública vai ser repetir que Ribeiro não estava mais no governo e que, se houve ilícito, foi um “voo solo”. A ideia de tirar Milton Ribeiro da pasta era exatamente “isolar” o problema. No entanto, nos bastidores, o QG da reeleição admite que o desgaste será grande: principalmente pelo que chamam de “exploração” de falas de apoio a Ribeiro de Bolsonaro – como a de que ele colocaria “a cara no fogo” por Ribeiro – durante a eleição.

Ribeiro foi indicado para a vaga por Bolsonaro como gesto ao segmento evangélico – mas, por não atender pleitos de parlamentares, a bancada passou a dizer que ele não representava o segmento.

Ministros do governo tentam circunscrever as investigações da Polícia Federal a um suposto favorecimento de Ribeiro por meio de universidades, como se fosse um ato isolado, sem relação com o governo. A informação, relatada ao blog por fontes do governo, já indica a linha de defesa do Planalto para se afastar da prisão de Ribeiro.

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O efeito da prisão de Ribeiro foi classificado ao blog, por um dos integrantes do QG da reeleição de Bolsonaro, como um “tsunami a 100 dias da eleição na principal bandeira eleitoral do presidente”.

Desde cedo, aliados do presidente trabalham para ajudar juridicamente Ribeiro, tentando escalar advogados criminais e em busca de informações e detalhes sobre o motivo da prisão.

E já alinharam a defesa do ex-ministro: segundo relatos de assessores de Bolsonaro, a estratégia é reforçar que Ribeiro teria recebido um depósito – na conta de sua mulher – no valor de cerca de R$ 50 mil.

Por G1

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

A disposição do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) de voltar à cena política, cogitando até uma candidatura ao Palácio Guanabara, despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

O ex-prefeito formaria mais um palanque para o governador e integraria uma proposta ainda mais conservadora do que a hoje representada pela aliança com Romário (PL) — candidato ao Senado da coligação.

Para evitar que as candidaturas de Castro e Crivella concorram concomitantemente e dividam eleitores, lideranças do PL prometem aumentar o espaço do Republicanos em um eventual próximo mandato do governador, caso o ex-prefeito do Rio desista do Guanabara. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal comanda a Secretaria estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária.

Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Marcelo Crivella

A proposta encontra amparo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado. No entanto, é vista como uma espécie de traição a Romário, colega de partido do governador.

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Mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos para o Senado, o ex-jogador não conta com o apoio de membros da chamada ala ideológica do governo Bolsonaro, que defendem o lançamento de uma candidatura que levante a bandeira das pautas de costumes. Para o chamado “bolsonarismo raiz”, o grupo político do presidente seria mais bem representado por Crivella.

Apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas no Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

Nos bastidores da legenda, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, tenta controlar as pressões de deputados que contam com os votos amealhados por Crivella e a vontade do próprio ex-prefeito, que não esconde o desânimo com a possibilidade de concorrer a deputado.

Procurado, o ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista. Pereira afirmou que, por ora, ainda não há nada definido.

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De olho na vaga de vice

A vaga de vice na chapa de Castro também entrou em discussão diante da tensão entre o governador e Washington Reis (MDB), cotado para o posto. Na última semana, durante a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), eles seguiram caminhos diferentes, o que fez com que vários partidos oferecessem nomes para a composição.

O próprio Republicanos sugeriu para vice a deputada Rosângela Gomes, enquanto o União Brasil, que aguarda a definição da elegibilidade de seu pré-candidato ao estado, Anthony Garotinho, acenou com Marcos Soares, Fábio Silva e Daniela do Waguinho. Nome que agradava a Castro, o deputado federal Dr. Luizinho (PP) tentará novamente a Câmara e será puxador de votos.

O impasse entre Castro e Reis, no entanto, parece apaziguado. Os dois participaram de agenda na última sexta e reiteraram a parceria.

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