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Vice abandona chapa do PT no Ceará após sofrer ataques nas redes

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Renata Almeida não será mais vice de Elmano
Reprodução/Instagram

Renata Almeida não será mais vice de Elmano

Neste sábado (6), Renata Almeida (MDB) comunicou que estava desistindo de fazer parte da chapa do PT para o governo do Ceará como vice de Elmano Freitas (PT). Ela declarou que os motivos são os ataques que vem sofrendo nas redes sociais.

“Diante da série de ataques que tenho recebido nas redes sociais desde o momento em que meu nome foi anunciado como pré-candidata ao governo, com muitas fake news que atingem duramente minha honra e de minha família, resolvo renunciar à minha candidatura”, escreveu no Instagram.

Elmano Freitas (PT) se solidarizou com Renata e afirmou aos seus seguidores que sua equipe já discute um novo nome para ocupar o cargo de vice na chapa. “Solidariedade à Renata Almeida diante de ataques sofridos por ela e pela família nas redes sociais, e respeito à sua decisão pessoal de sair da disputa. A campanha discute novo nome para seguirmos firmes na luta por um Ceará cada vez mais forte”, postou.

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Liderando com folga as pesquisas eleitorais para o Senado pelo Ceará, o ex-governador Camilo Santana (PT) também manifestou apoio a Almeida. “Respeitamos a decisão pessoal de Renata Almeida de sair da disputa na vice e prestamos solidariedade pelos ataques que sofreu junto com sua família nas redes sociais. O projeto segue firme. Nossa luta é por um Ceará cada vez mais justo e solidário, livre da intolerância e do ódio”.

Elmano lançou sua candidatura após o PT romper com o PDT no estado. O grupo pedetista que apoia Ciro Gomes resolveu ter como candidato Roberto Cláudio , rifando a governadora Izolda Cela, que tinha o apoio de Cid Gomes e Camilo Santana.

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Fonte: IG Política

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POLITÍCA NACIONAL

Vice de Ciro, Ana Paula garante: “Não fui escolhida por ser mulher”

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Ana Paula Matos é a vice de Ciro Gomes
Divulgação/PDT – 05/08/2022

Ana Paula Matos é a vice de Ciro Gomes

Dia 5 de agosto de 2022. Ciro Gomes (PDT) anuncia Ana Paula Matos (PDT) como vice de sua chapa à Presidência da República. Nessa data, a reportagem entrou em contato com a equipe da ex-vice-prefeita de Salvador e pediu uma declaração sobre fazer parte do projeto do presidenciável. Tudo ficou acordado, até que Ana muda de ideia.

A assessoria nos informou que a advogada e professora queria dialogar por telefone para ter uma conversa mais fluída. E assim foi feito.

Dia 10 de agosto, às 13h. A equipe de Ana Paula avisa que a conversa aconteceria às 16h. Perto do horário, precisou ocorrer um ajuste, já que a ex-vice de Salvador teve um contratempo. Às 17h, a vice da chapa pedetista liga para a reportagem e cumprimenta: “Olá, como posso ajudá-lo?”.

Me apresento e conversamos cerca de dois minutos antes de iniciar a entrevista. Ali, o gelo estava totalmente quebrado. A primeira pergunta é como ela foi levada a ser vice de Ciro Gomes.

“Nos conhecemos ano passado, em julho, durante reuniões que ocorrerão em Fortaleza”, explica. “Eu, como coordenadora de campanha, passei a discutir com ele sobre os projetos e percebemos que tínhamos visões muito parecidas sobre o social, a economia, e educação”.

Ana Paula conta cada detalhe de como iniciou sua relação com o presidenciável. Neste ponto, ficou muito claro que há muita semelhança no modo dela falar em relação ao Ciro. Ambos são claros e técnicos sobre os projetos que querem implementar no Brasil, caso saíam vitoriosos.

“Ele visitou Salvador e seguimos conversando sobre projetos. Construímos uma relação de amizade, respeito, companheirismo, admiração profissional e confiança. Foi isso que me levou a aceitar o convite”.

Matos se apresenta como uma companheira de projeto e passando um posicionamento técnico. Ciro escolheu uma mulher para estar ao seu lado na chapa presidencial. Claro que surgiu a dúvida se ela foi escolhida apenas pelo seu currículo ou se o pedetista também quis tê-la como companheira de campanha para agradar o eleitorado feminino.

“Com todo o carinho, você precisa perguntar isso a ele”, respondeu com bom humor. “Eu sou advogada, professora, com pós-graduação em finanças e com mestrado em administração. Fui servidora concursada da Petrobras, depois me tornei diretora-geral de Educação em Salvador, chefe de gabinete, presidente do instituto de previdência municipal, secretária das Prefeituras-Bairro, secretária de Promoção Social e combate à pobreza, e secretária de Governo de Salvador. Cheguei a ser vice-prefeita. Não fui escolhida por ser mulher, mas fui escolhida por ser essa mulher com esse currículo”, esclarece.

“Também fui escolhida por entender o povo. Em 2015, coordenei o trabalho que ajudou as pessoas que foram prejudicadas no alagamento que atingiu Salvador. Depois disso, não tivemos mais esse tipo de problema. Em 2020, estive no trabalho para conter a crise da pandemia. Tivemos sucesso. Tenho experiência, estive com os mais pobres e os mais carentes. É por isso que fui chamada para fazer parte do projeto com o Ciro”, prossegue.

Ela destaca que é muito importante a participação da mulher na política, mas ressaltou que se provou profissionalmente para ocupar a função que hoje lhe foi atribuída.

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A campanha de Ciro Gomes

Após escutar sobre a trajetória de Ana, a entrevista entra, de fato, na campanha eleitoral. Ciro Gomes repete diversas vezes que estará no segundo turno e vencerá a eleição, mesmo não conseguindo alcançar os 10% das intenções de votos nas pesquisas.

A professora possui a mesma confiança e aí surgiu a dúvida: qual o motivo de nutrir essa esperança? Ela relata que o pedetista conseguiu passar por diversos obstáculos para chegar aonde chegou.

“Ciro foi um vitorioso dessa pré-campanha. Inúmeras outras campanhas foram colocadas e não se mantiveram de pé. A campanha dele foi consistente. As que se mantiveram foram por outros rearranjos. De Ciro, não. Ele foi consistente, ele se manteve desde o processo todo”, pontua.

Na avaliação dela, o projeto do PDT será responsável por convencer as pessoas que o melhor caminho é fugir da atual polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu tenho experiência de 10 anos na gestão pública, vendo movimentação política. Eu sei que esse primeiro processo, que é o de chegar ao período eleitoral, as pessoas ficam com ‘times’ previamente escolhidos, como se fosse um Fla-Flu, um BaVi, um Grenal, porém, quando chega o momento da campanha, não. As pessoas vão tomando consciência da responsabilidade do seu voto”, comenta.

“É no processo de reflexão que nós estamos apostando. As pessoas vão entender qual é o ponto da questão não é uma disputa de futebol, mas um projeto de nação para se construir um país. Nesse processo, quem tem apresentado um projeto consistente econômico e social é a nossa, Ciro e eu”, completa.

Ela descarta que o PDT ficará apenas no discurso. Que eles mostrarão que são capazes de colocar o projeto em prática, pois ocuparam espaços públicos ao longo dos últimos anos.

“Muito mais do que um plano técnico, nós temos experiência política e uma história. Ele é conhecido nacionalmente e eu aqui em Salvador. Quando as pessoas escutarem nossas propostas, elas vão entender que a gente tem um projeto. A nossa história não é de discurso, mas de ação”, enfatiza a candidata a vice.

“Eu vivo a pauta da pobreza, do social, econômica. Nosso currículo diz isso. O povo brasileiro está precisando de nova confiança política. A gente tá passando uma crise institucional para as pessoas. Então quando um candidato apresenta o plano de governo consistente, um projeto econômico e social consistente, com a verdade que brota no coração, porque a gente discute e vive isso, as pessoas vão prestar atenção e darão o voto de confiança para construir esse país. Tenho total confiança que vamos para o segundo turno e venceremos a eleição, porque temos um projeto”.

O projeto e o sentimento

Nas duas primeiras partes do bate-papo, Ana Paula Matos fa uma espécie de desenho para falar da sua carreira e como tecnicamente o projeto de Ciro Gomes, na visão dela, é o melhor para o país. Já na terceira parte, a vice da chapa pedetista relata como discursará para conquistar o eleitor.

A reportagem destacou que Bolsonaro formou alianças com PL, Republicanos, PP, enquanto Lula fechou com toda a ala progressista, com exceção ao PDT. Simone Tebet teá em seu palanque o Podemos, PSDB e Cidadania, além do MDB. Já Ciro e Ana não conseguiram formar alianças. “Encaramos isso com naturalidade”, comenta.

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E ela já dá maiores detalhes de como será a campanha do PDT: “Campanha é sentimento. A gente precisa chegar no coração do povo. Nós precisamos de uma única aliança: com o povo. É falar o que o povo pensa, é falar o que o povo sonha. O que temos que fazer é um trabalho de engajamento com a sociedade. Isso começa com a nossa militância, com a nossa base, mas que vai chegar ao coração dos brasileiros”.

“Vou de Norte a Sul com o Ciro. Vou fazer pauta onde tiver candidato do PDT e de grupos que estiverem nos procurando. Nós precisamos da aliança com o povo. As pessoas precisam enxergar o país que a gente enxerga. A gente apresenta uma chapa com proposta, as pessoas querem isso”, se empolga.

Como dito acima, Ana tem o mesmo linguajar que Ciro para falar das questões técnicas do projeto. Eis que, quando questionada sobre qual a maior diferença entre ela e o seu colega, a ex-vice-prefeita de Salvador não foge.

“Eu tenho mais vivência de comunidade, de rua, que fala com as mulheres. O Ciro tem visão de ex-ministro, de ex-governador, ele fala muito das instituições. Claro que eu sei falar das instituições e ele sabe falar com o povo, mas a gente se complementa nisso. Assim que a gente chega ao Brasil todo, inclusive internacionalmente. Já dei palestras em Nova York, por exemplo, mas o que me move é o povo. Nós somos professores universitários, então a gente se completa. Ele será o maestro deste plano e eu estarei ao lado dele”, explica.

No fim, a reportagem pensa em perguntar que, caso não consiga chegar ao segundo turno, quem ela apoiará: Bolsonaro ou Lula? No entanto, sabíamos que ela responderia que isso não iria acontecer, porque Ciro Gomes chegaria ao segundo turno e venceria a eleição.

Foi então que resolvemos perguntar quem ela gostaria de enfrentar na segunda etapa da eleição. Ana Paula deixou claro que sua única preocupação é apresentar o projeto do PDT aos eleitores.

“No segundo turno, espero que o Brasil nos escolham. Vamos estar focados apenas no nosso projeto. Não vou falar de adversário, temos responsabilidade de nos apresentar para o nosso país. Nosso único foco é nos dedicar ao máximo para o Brasil. Nosso adversário no segundo turno receberá todo o nosso respeito”, afirma.

A entrevista chega ao fim com a vice da chapa de Ciro Gomes nos convidando para conhecer Salvador. Ex-vice-prefeita da capital baiana, ela fala com muito orgulho da cidade e o quanto quer colocar em prática em outras partes do país o que realizou por lá.

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Fonte: IG Política

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