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7 erros comuns de quem usa lente de contato

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7 erros comuns de quem usa lente de contato
Redação EdiCase

7 erros comuns de quem usa lente de contato

Quando o assunto é saúde, falta de informação e excesso de confiança podem ser uma combinação com consequências graves. É o que acontece com os usuários de lentes de contato, que, muitas vezes, relaxam com os cuidados no dia a dia e podem comprometer a visão. De acordo com dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), até 90% das pessoas que usam a alternativa para enxergar melhor têm hábitos de risco, que podem levar a doenças graves e até à cegueira.

“Um dos principais problemas que enfrentamos é a falta de conhecimento dos procedimentos corretos. A pessoa geralmente não sabe que está fazendo algo errado e não imagina os riscos aos quais está se expondo”, explica a oftalmologista Claudia Del Claro, chefe do Departamento de Lentes de Contato do Hospital de Olhos de Florianópolis.

Considerando os riscos dos maus cuidados com as lentes de contato, a médica oftalmologista lista os 7 maiores erros que os usuários costumam cometer. Confira quais são eles para aprender a evitar.

1. Dormir com lentes de contato 

Esse é um dos comportamentos de risco mais comuns entre os usuários de lentes. Segundo um estudo realizado pela FDA, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aproximadamente um terço dos usuários relatam dormir ou cochilar com elas. Mas isso, de acordo com a Dra. Claudia del Claro, aumenta em até oito vezes o risco de infecções oculares graves, que podem levar à necessidade de um transplante, perda permanente da visão ou até do globo ocular.

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“Além disso, ao dormir com as lentes, pulamos o processo de limpeza e desinfecção que deve ser feito diariamente, o que pode provocar a sensibilização do olho, gerando alergias, intolerância e interrupção do uso”, explica a médica. Ela acrescenta que dormir com a lente também provoca baixa oxigenação da córnea.

2. Usar lentes na piscina ou no mar 

A lente é uma grande aliada no dia a dia e dá independência e liberdade ao usuário. Mas ela não pode ser usada em todas as situações. “De maneira nenhuma a pessoa pode se expor à água – seja do banho, mar, piscina ou cachoeira – usando a lente de contato, pois a água possui microrganismos que podem se instalar na lente, levando a infecções”, explica Claudia Del Claro.

3. Não fazer a higiene corretamente 

A limpeza das lentes deve ser feita todos os dias antes de guardá-las. Isso porque a lisozima, proteína encontrada na lágrima, se acumula nas lentes de contato. Se ela não for removida diariamente com um produto especial e fricção, é possível que a pessoa tenha sintomas como: irritação, sensação de areia nos olhos, visão embaçada e intolerância às lentes de contato. Para fazer a limpeza, é preciso usar uma solução multiuso específica que serve para fazer a desinfecção, removendo bactérias, fungos, protozoários, poluentes ou sujeiras que possam estar impregnadas.

4. Não trocar ou limpar o estojo 

Se as lentes sofrem pela falta de limpeza, o estojo é mais negligenciado ainda. A mesma solução multiuso usada para a desinfecção das lentes deve ser aproveitada para a limpeza do acessório. “Todos os dias, quando colocar as lentes nos olhos, o usuário deve desprezar totalmente o líquido que está no estojo e, depois, pingar algumas gotas da solução para limpar o produto com uma toalha de papel”, explica a oftalmologista, que destaca: o estojo deve ser substituído a cada 3 meses.

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5. Ignorar o prazo de validade 

Se alimentos fora da validade não devem ser consumidos, com as lentes de contato a recomendação é a mesma: se o prazo expirou, elas não devem ser usadas. “É uma regra importantíssima: não use as lentes após seu vencimento. Respeite o prazo de validade do fabricante, pois ele sabe o período de deterioração do material. Lente fora do prazo perde a segurança e eficácia, além de aumentar as chances de desenvolver problemas nos olhos.

6. Usar a lente em excesso 

Por mais práticas que sejam, as lentes não podem ser usadas continuamente. O ideal é não ultrapassar 12 horas de uso diário. Isso porque a córnea é avascular , ou seja, não possui vasos sanguíneos. A única forma, assim, das células receberem oxigênio é através do ar em contato com a lágrima. Por isso, o usuário deve estar sempre em acompanhamento com seu oftalmologista para a avaliação de como os olhos estão reagindo ao uso das lentes, garante a especialista.

7. Utilizar produtos inadequados na higienização 

Uma mania bem arriscada dos usuários de lentes de contato é substituir a solução multiuso específica para isso por soro fisiológico, água ou saliva. A utilização desses produtos não proporciona o processo de desinfecção e remoção das proteínas. E isso pode levar a doenças oculares.

Por Karen Villerva 

Fonte: IG SAÚDE

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Milhões de pessoas têm hipertensão sem saber mesmo fazendo exames

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Milhões de pessoas têm hipertensão sem saber mesmo fazendo exames
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Milhões de pessoas têm hipertensão sem saber mesmo fazendo exames

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou que milhares de pessoas podem sofrer de hipertensão sem saber mesmo fazendo exames regulares. Isso porque os cientistas descobriram que uma a cada oito pessoas com idades entre 40 e 75 anos apresenta picos de pressão enquanto está dormindo. Como a maioria dos exames de aferição de pressão arterial é feita durante o dia, a condição passa despercebida pelos médicos.

O trabalho publicado na revista científica British Journal of General Practice alerta para a necessidade de exames mais completos para o diagnóstico da doença. Os pesquisadores recomendam a realização de testes como o Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa). O aparelho usado nesse exame afere a pressão em intervalos médios de 20 minutos durante o período de 24h e é eficaz para verificar se a pressão do paciente sobe enquanto ele está dormindo.

Normalmente, a pressão arterial diminui à noite, quando estamos dormindo, e aumenta durante o dia, quando estamos acordados e em movimento. Os pesquisadores, ao analisarem dados de cerca de 21 mil pacientes do sistema de saúde britânico, observaram que para algumas pessoas, principalmente para aquelas com doença cardiovascular e idosos com diabetes ou doença renal, esse padrão é inverso: a pressão aumenta durante a noite e diminui durante o dia.

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Esse fenômeno é chamado de “reverse dippers” e dificulta o diagnóstico da hipertensão arterial, já que os exames de rotina são feitos durante o dia.

Segundo o estudo, o aumento da pressão arterial durante a noite foi verificado em 49% dos pacientes internados em hospitais e em aproximadamente 15% da população geral do Reino Unido. Os pesquisadores notaram também que, quando os grupos de hospitalizados e não hospitalizados foram analisados juntos, uma em cada três pessoas com a condição “reverse dippers” tinha ao menos uma doença cardiovascular. Com base nos novos dados, os cientistas sugerem que os médicos solicitem exames de monitoramento da pressão por 24 horas com maior frequência, para aferir a pressão também durante o sono.

“Não medir a pressão arterial noturna coloca todos os grupos em risco de falha na identificação da hipertensão. Recomendamos que os médicos de clínica geral indiquem o Mapa a todos os pacientes com idade a partir dos 60 anos, no mínimo, ao avaliar a hipertensão”, concluíram os autores do artigo.

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Fonte: IG SAÚDE

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