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Coreia do Norte: desfile militar foi evento propagador de Covid-19

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Desfile de mísseis durante parada militar para celebrar 90 anos de fundação do Exército da Coreia do Norte
Divulgação/KCNA – 26.04.2022

Desfile de mísseis durante parada militar para celebrar 90 anos de fundação do Exército da Coreia do Norte

O grande desfile militar realizado em 25 de abril deveria servir para mostrar o poder da Coreia do Norte, mas o evento, em comemoração à fundação do Exército nacional, pode ter desencadeado um surto “explosivo” de Covid-19 no país, dizem especialistas.

O país anunciou nesta sexta-feira a sua primeira morte confirmada pela doença, depois que um rápido surto de coronavírus se alastrou por todo o país desde o final de abril. Além disso, outras 187 mil pessoas foram “isoladas e tratadas” para febre, segundo a agência oficial de notícias KCNA.

De acordo com imagens do desfile militar, divulgadas pela televisão estatal, milhares de pessoas — sem máscara e sem respeitar o distanciamento social — se reuniram na praça Kim Il Sung, na capital, Pyongyang, para assistir ao desfile marcial dos soldados e aplaudir as armas exibidas.

Para Hong Min, pesquisador do Instituto Coreano da Reunificação Nacional, com sede em Seul, o atual surto de Covid-19 “está intimamente ligado a esse desfile em 25 de abril”:

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— Mais de 20 mil pessoas se prepararam para o desfile por dois meses e ficaram na capital para ter a oportunidade de fotografar Kim Jong-un (o líder norte-coreano) — disse o pesquisador.

O regime de Kim parece ter percebido tardiamente a gravidade da situação e realizou testes de Covid-19 nos participantes apenas quando retornaram aos seus distritos de origem.

— Realizar um desfile militar com a presença de uma grande multidão enquanto a variante Ômicron atinge a vizinha China demonstra a grande confiança da Coreia do Norte em sua capacidade de prevenir e combater o vírus — explica Cheong Seong-chang, do Instituto Sejong.

Bloqueio rigoroso

A Coreia do Norte impôs um bloqueio estrito com o exterior desde o início de 2020, assim que o vírus surgiu na China.

Com seus 25 milhões de habitantes não vacinados contra a Covid-19, e apesar de uma infraestrutura de saúde precária, a Coreia do Norte manteve oficialmente o contágio sob controle por dois anos, durante os quais nenhum caso foi relatado.

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Pyongyang chegou a organizar um desfile militar noturno em setembro de 2021, sem consequências, embora de acordo com fotografias do evento alguns participantes usaram máscaras.

Mas com o tempo, a Coreia do Norte pode ter baixado a guarda contra o vírus. Enquanto isso, a China, único grande aliado da Coreia do Norte, mantém uma política restritiva de “Covid zero” e atualmente luta contra vários surtos da variante Ômicron em seu território.

No início deste ano, a Coreia do Norte aliviou temporariamente o bloqueio quase total ao comércio terrestre na fronteira com a China, que pode ter sido a fonte do atual surto de Ômicron, afirma Yang Moo-jin, professor da Universidade de Estudos Norte-coreanos.

— O vírus pode ter entrado na Coreia do Norte por três rotas: ferrovia, portos ou contrabando. Mas veio da China — assegura.

Fonte: IG SAÚDE

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Brasil registra 10.415 novos casos de covid-19 em 24h

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Paciente internado em unidade de saúde
Banco de Imagens

Paciente internado em unidade de saúde

Nesta quinta-feira (19), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) informou 10.415 novos casos confirmados de covid-19 nas últimas 24 horas, e 114 óbitos.

Com o acréscimo, já são 30.752.226 resultados positivos desde o início da pandemia, e 665.433 vidas perdidas. Por problemas técnicos, Acre, Piauí e Roraima não atualizaram os dados. Foi considerado, portanto, o reporte feito ontem.

Após dias em alta, a média móvel de casos apareceu em queda de 1,61% em relação a sete dias atrás – de 16.141 a 16.157.

A média móvel de mortes, no entanto, teve alta de 6% em relação a última terça-feira, de – de 106 para 113.

Fonte: IG SAÚDE

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