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Dormir com luz acesa pode aumentar risco de doenças, como a obesidade

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Dormir com luz acesa pode aumentar risco de doenças, como a obesidade
Reprodução/Pixabay

Dormir com luz acesa pode aumentar risco de doenças, como a obesidade

A exposição a qualquer quantidade de luz durante o sono à noite está associada a um aumento significativo na incidência de obesidade, pressão alta e diabetes. A conclusão é de um estudo de pesquisadores do departamento de Neurologia da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, publicado na revista científica SLEEP.

O trabalho acompanhou 552 idosos, entre 63 e 84 anos. Para medir a iluminação, os participantes utilizaram dispositivos que detectavam a presença de luz no ambiente. Foram consideradas não apenas luzes de lâmpadas, mas também de outras fontes, como aparelhos eletrônicos. Após um período de sete dias, foi observado que pouco menos da metade (255) dormia completamente no escuro, o indicado pelos especialistas.

“Seja do smartphone, deixando a TV ligada durante a noite ou da poluição luminosa em uma grande cidade, vivemos em meio a um número abundante de fontes artificiais de luz que estão disponíveis 24 horas por dia. Os adultos mais velhos já correm maior risco de diabetes e doenças cardiovasculares, então queríamos ver se havia uma diferença nas frequências dessas doenças relacionadas à exposição à luz à noite”, explicou a autora principal da pesquisa e professora da universidade, Minjee Kim, em comunicado.

Os cientistas constataram que a incidência de doenças metabólicas era consideravelmente mais alta entre esse grupo que dormia com alguma luz acesa no quarto, na comparação com os demais.

Enquanto 40,7% do grupo com alguma iluminação na hora de dormir era obeso, esse índice foi de 26,7% nos que aproveitavam o sono no escuro. A mesma diferença foi vista para aqueles com diabetes, com uma incidência de 17,8% no primeiro grupo contra 9,8% no segundo; e com hipertensão, 73% contra 59,2%.

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O estudo é do tipo observacional, ou seja, apontou apenas uma relação entre a iluminação noturna e a prevalência das doenças analisadas, e não uma causa direta entre os fatores. No entanto, os pesquisadores acreditam que há sim alguns motivos biológicos que podem justificar essa ligação.

“Não é natural ver essas luzes à noite. A luz realmente desliga algumas das partes do cérebro que dizem ao nosso corpo se é dia ou noite. Então, esses sinais enviados por ele são confusos de certa forma, porque o ciclo circadiano é enfraquecido e, com o tempo, isso tem implicações para nossa saúde”, afirmou Minjee ao jornal americano HealthDay.

Para o professor e chefe da seção de medicina do sono da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, Emerson Wickwire, que não fez parte do estudo, a nova pesquisa se soma a um corpo de evidências que mostra os impactos da interrupção do sono e da desregulação do ciclo circadiano para a saúde geral, especialmente entre os idosos.

“Mesmo que este estudo demande um acompanhamento cuidadoso em estudos futuros, esses são resultados empolgantes. Primeiro, a luz à noite pode piorar a saúde ao desregular o relógio circadiano. Além do sono, a saúde circadiana é vital para a prevenção de doenças e desempenho ideal do organismo”, disse o professor ao HealthDay.

Ele cita ainda que a luz atua suprimindo a produção de melatonina no corpo, o que pode estar ligado à piora da qualidade do sono durante a noite. “A melatonina, também chamada de hormônio da escuridão, está associada a várias propriedades de saúde, incluindo propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. A luz à noite reduz essa melatonina”, afirma o especialista.

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Como diminuir o problema

Para diminuir esses potenciais riscos, a chefe do departamento de medicina do sono da Universidade Northwestern, e uma das autoras do estudo, Phyllis Zee, alerta que “é importante que as pessoas evitem ou minimizem a quantidade de exposição à luz durante o sono”, em comunicado. Para isso, ela sugere algumas dicas que podem ajudar durante o processo:

Não acenda as luzes. Se você precisar ter uma luz acesa (o que os adultos mais velhos podem querer por segurança), deixe uma luz fraca e que esteja mais próxima do chão.

A cor é importante. Uma luza na cor âmbar ou vermelha/laranja é menos estimulante para o cérebro e, portanto, menos prejudicial. Por isso, não utilize luz branca ou azul e mantenha-a longe do local de dormir.

Máscaras e cortinas blackout. Quando não é possível controlar a iluminação interna e externa, uma boa saída é o uso de máscaras para os olhos e cortinas chamadas de blackout, que conseguem impedir de forma mais eficiente a entrada da luz no quarto.

Posição da cama. Tente organizar o quarto de modo que a cama fique numa posição em que a luz não incida sobre o rosto, o que eleva os malefícios da iluminação noturna.

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Fonte: IG SAÚDE

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Úvula: função, tipos, cuidados e tratamentos

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Médico examina a garganta do paciente otorrinolaringologista fazendo exame de garganta
Freepik/stefamerpik

Médico examina a garganta do paciente otorrinolaringologista fazendo exame de garganta

A úvula é o “sininho” que temos na entrada da garganta. Aquela parte molinha que fica lá no fundo da boca. Ela é formada de músculos, tecidos conjuntivos e mucosa; e está localizada próxima às amígdalas no palato mole.

Qual a função

  • auxilia na deglutição: essa estrutura se move para cima quando engolimos algo, impedindo que os pedaços de comida acabem entrando na cavidade nasal;
  • auxilia na fala: a úvula é conectada à emissão de sons, pois ajuda a articular cada fonema, formando as palavras que desejamos;
  • previne engasgamentos: ela gera a sensação de náuseas quando tentamos engolir algo que não foi bem mastigado, fazendo com que nenhum desses pedaços fique preso no meio do caminho para o estômago.

Alguns problemas que começam na Úvula

UVULITE

  • Esse é a doença na úvula mais comum, pois trata-se de uma infecção nessa área. Além da contaminação por bactérias ou germes, pode ser causada por alergias e até lesões na região. Os sintomas mais comuns nesses casos é o inchaço, vermelhidão, irritação na garganta e dor .
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ÚVULA ALONGADA

  • O alongamento da úvula é quando essa estrutura tem seu tamanho maior que o normal, o que gera a obstrução do fluxo de ar. Essa condição é um dos fatores que causa a Apneia do Sono, um distúrbio que atrapalha a respiração durante o período que está adormecido e gera o ronco 

ÚVULA BÍFIDA

  • A úvula bífida é um problema que está na mesma categoria que a fenda palatina e o lábio leporino. Ela ocorre quando os tecidos do palato mole não conseguem se encontrar no meio do “céu da boca” para formar a úvula corretamente. Dessa forma, fica ali uma abertura na região que deveria ser como o filtro na parte de deglutição.
  • Se associada com a fenda palatina, essa má formação da úvula pode causar problemas na fala, dificuldades na alimentação – em especial de bebês – e potencializar as infecções no ouvido. Para corrigir essa condição, o paciente deve fazer uma cirurgia ainda nos primeiros anos de vida.

Tratamento

  • É possível remover a úvula e, em alguns casos, esse procedimento é necessário para manter a saúde bucal. No caso de úvula alongada, alguns casos ela precisa ser retirada parcialmente para desobstruir a respiração. Há também aqueles pacientes que possuem essa estrutura tão além do tamanho normal, que precisa ser cortada por completo.
  • Algumas vezes, quando é preciso retirar as amígdalas de um paciente, a úvula também é removida se estiver sendo constantemente debilitada pelas infecções nessas outras partes. 
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CUIDADOS

  • lubrificar a garganta com certa frequência, bebendo água e sucos;
  • evitar fumar, pois a fumaça machuca a mucosa;
  • fazer gargarejos com antisséptico bucal para eliminar bactérias;
  • evitar o consumo de bebidas muito quentes, pois os tecidos do palato mole são mais sensíveis;
  • mastigar bem os alimentos, para evitar que algo arranhe a úvula ou a garganta.

Tomando esses cuidados, as chances de ter alguma complicação nessa região diminuirá bastante. Mesmo assim, se perceber qualquer incômodo na úvula ou garganta, busque tratamento com um especialista

Fonte: IG SAÚDE

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