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Gripe: quem se vacinou no fim de 2021 deve se vacinar novamente?

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Todos que não receberam o imunizante em 2021 podem ser vacinados
Abertura da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.© Arquivo/Gilberto Marques/Governo do Estado de São Paulo

Todos que não receberam o imunizante em 2021 podem ser vacinados

No fim de 2021, em meio ao surgimento da nova variante Ômicron da Covid-19, a população brasileira teve que lidar com outro problema: um surto de gripe incomum, no verão, que gerou uma corrida aos postos de saúde para a vacinação contra influenza.

Após o início da campanha de vacinação contra influenza de 2022, no entanto, a vacinação recente fez com que os brasileiros ficassem na dúvida sobre procurar os postos de saúde ou não. A resposta é simples, segundo o Dr. Marcelo Daher, membro da Sociedade Brasileira de Imunização (SBI) em Goiás.

“Pode e deve tomar novamente. As pessoas precisam entender que a vacina da gripe não é anual, é dada por temporada. Quem tomou em dezembro, janeiro, recebeu a desenvolvida na temporada 2021. Já estamos em 2022, já chegou a vacina nova, atualizada com as cepas novas, então tem que fazer novamente”, orienta.

O especialista esclarece que, ano a ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz a orienta sobre o que deve conter no imunizante.

“O mundo inteiro coleta dados durante o ano e envia para a OMS, que faz uma recomendação dizendo quais as cepas do ano seguinte têm que conter. A que foi produzida para 2022 está atualizada com as cepas que estão circulando nesse momento. Pode ter um atraso, como aconteceu no fim do ano passado – mas ela está contemplada na vacina desse ano.”

Com a chegada do inverno, a expectativa dos especialistas é de que os casos de gripe subam rapidamente no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, de janeiro a março, mais de 5 mil casos foram confirmados por exames laboratoriais, número que superou todo o ano de 2021.

“Esse é o momento de se vacinar. Estamos entrando no inverno, já está frio em algumas regiões, o clima está seco e os vírus vão circular com maior intensidade. É preciso estar com mais anticorpos. Quem tomou vacina em dezembro terá a proteção aumentada em relação a quem pegou ano passado”, afirma o infectologista.

Quadros de gripes podem se agravar e evoluir para outras doenças, como a pneumonia, que de janeiro a agosto de 2021, causou a morte de mais de 3 mil após internação no país. 

Campanha

A campanha de vacinação contra Influenza vai até 22 de julho, mas a baixa adesão preocupa os médicos. Até o momento, entre os idosos, apenas 30% já se vacinaram. A Dra. Ana Rosa dos Santos, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações-DF e gerente de imunizações do Grupo Sabin elenca alguns possíveis motivos. 

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“A baixa procura tem muito a ver com medo das pessoas de ir aos postos de saúde ou clínicas privadas. Todas as vacinas estão com índices muito baixos, e isso por medo de pegar covid-19. Mas também a gente viu muitas pessoas dando informações que não eram confiáveis. A gente foi perdendo a cobertura vacinal em um país que tem expertise em vacina, e que o povo atende e sempre está atento à vacinação”, avalia. 

“Brasileiro gosta de vacinar, mas as redes sociais contaminaram muito esse assunto. Acredito que a hesitação que a gente ainda está assistindo tem a ver com esse medo e a desinformação”, conclui.

Disponível nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina demora cerca de 14 dias para conferir imunidade contra os tipos H1N1, H3N2, Influenza B (victoria) e Influenza B (Yamagata), além da H3N2, causa do surto recente registrado no Brasil.

Orientação equivocada

Além do SUS, as vacinas estão sendo aplicadas também em laboratórios e farmácias para quem não faz parte do grupo prioritário, mas quer garantir a imunização, mas é preciso ter cuidado com as orientações.

Circula na internet o print onde o perfil oficial da rede de farmácias Drogasil orienta que uma cliente aguarde até o fim do ano para receber uma nova dose – o que não está correto, como já mostramos.

O iG entrou em contato com a Drogasil, e aguarda posicionamento. 

Fonte: IG SAÚDE

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Coreia do Norte: Kim Jong-un critica resposta ao surto de Covid

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Kim criticou condução das autoridades em relação ao surto de Covid no país
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Kim criticou condução das autoridades em relação ao surto de Covid no país


O líder norte-coreano, Kim Jong-un, classificou como “imatura” a resposta de seu país ao primeiro surto de  Covid-19 oficialmente confirmado. Ele acusou autoridades do próprio governo de inadequação e inércia, informou a mídia estatal na quarta-feira (terça-feira no Brasil). 

Até agora, a Coreia do Norte registrou 62 mortes por coronavírus, além de 1,72 milhão de pacientes com sintomas de Covid. O país tem cerca de 26 milhões de habitantes.

Presidindo uma reunião do Partido dos Trabalhadores, Kim disse que a “imaturidade na capacidade do Estado para lidar com a crise” aumentou a “complexidade e as dificuldades” no combate à pandemia em um momento em que “o tempo é a vida”, de acordo com a agência de notícias estatal KCNA.

O governo não informou quantas pessoas testaram positivo para Covid-19.

A respeito das preocupações com a falta de vacinas e infraestrutura médica adequada do país, a KCNA disse que as autoridades de saúde desenvolveram um guia de tratamento da Covid-19 destinado a prevenir overdoses de drogas e outros usos inadequados que levaram a muitas das mortes relatadas.

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O guia inclui tratamentos individualizados para diferentes tipos de pacientes, mas a mídia estatal não detalhou quais medicamentos estariam envolvidos nos planos de tratamento.

O líder norte-coreano já havia criticado, na segunda-feira, a atitude “irresponsável” de trabalho, organização e execução do gabinete e do setor de saúde pública.

Sem uma campanha nacional de vacinação e tratamento da Covid-19, a mídia estatal incentivou os pacientes a usar analgésicos e antibióticos, bem como remédios caseiros como gargarejos com água salgada ou chá de lonicera japonica ou de folhas de salgueiro.

‘Surto preocupante’ Em Genebra, um alto funcionário da Organização Mundial da Saúde disse que altos níveis de transmissão do coronavírus entre pessoas não vacinadas, como na Coreia do Norte, criam um risco maior de novas variantes.

O primeiro surto reconhecido pelo país, que é membro da OMS, alimenta preocupações com uma grande crise devido à falta de vacinas e infraestrutura médica.

“Certamente é preocupante se os países não estiverem usando as ferramentas que estão agora disponíveis”, disse o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, em resposta a uma pergunta sobre o surto na Coreia do Norte.


Na mesma coletiva de imprensa, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também disse estar “profundamente preocupado” com a disseminação do vírus entre uma população não vacinada. 

A agência de saúde da ONU disse anteriormente que Pyongyang ainda não a informou oficialmente sobre o surto, em uma aparente violação das obrigações legais do país sob o Regulamento Sanitário Internacional da OMS.

Questionado sobre como a OMS poderia responder ao surto norte-coreano, Ryan disse que o órgão está pronto para ajudar, mas não tem poder para interferir em um país soberano.

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*Com informações de agências internacionais

Fonte: IG SAÚDE

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