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Losartana recolhido: o que fazer se estiver utilizando o medicamento

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Anvisa determinou o recolhimento do medicamento Losartana utilizado para tratar pressão alta
Divulgação – 23/06/2022

Anvisa determinou o recolhimento do medicamento Losartana utilizado para tratar pressão alta

Nesta quinta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição e recolhimento de lotes de alguns medicamentos com princípio ativo da Losartana . Segundo a Anvisa, “a medida foi tomada devido à presença da impureza “azido” em concentração acima do limite de segurança aceitável”.

A decisão provocou dúvidas em pacientes que usam o remédio, indicado para tratar pressão alta ou insuficiência cardíaca. A Anvisa afirma que pessoas que utilizam o medicamento não devem interromper o tratamento, “ainda que estejam usando um dos lotes afetados”. A agência ressalta que não há risco imediato em relação ao uso dessa medicação e que a medida preventiva foi adotada após a evolução do conhecimento sobre as impurezas.

Veja abaixo o tira-dúvidas sobre o recolhimento de losartana:

Quais são os lotes de losartana recolhidos? O recolhimento é referente a lotes específicos de medicamentos de losartana das empresas Ache, Biolab, Brainfarma, Cimed, Eurofarma, Geolab, Teuto, Prati, nos quais o controle de qualidade identificou a presença da impureza azido acima do nível recomendado. O número dos lotes recolhidos estão especificados no site da Anvisa. Alguns lotes da empresa Geolab também foram interditados cautelarmente. Em seu site, a Anvisa disponibilizou o número de cada um deles. Para quem toma o medicamento, o número do lote pode ser encontrado na embalagem.

Esses lotes ainda estão no mercado? A resolução da publicação que determina o recolhimento e a interdição cautelar dos medicamentos foi publicada nesta quinta-feira. Os fabricantes têm até 120 dias, contados desta quinta (23) para conclusão da retirada do mercado.

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O que o paciente deve fazer? Os pacientes não devem interromper o tratamento, ainda que estejam usando um dos lotes afetados, orienta a Anvisa. “Não há risco imediato em relação ao uso dessa medicação, porque não existem dados que indiquem um aumento dos eventos adversos”, diz a agência, em comunicado.

Qualquer suspeita de eventos adversos associados ao medicamento deve ser notificada à Anvisa e informada ao médico responsável. A notificação pode ser enviada diretamente à agência. Os pacientes que tiverem alguma dúvida sobre o tratamento atual devem conversar com seu médico ou farmacêutico. 

Há no mercado outras losartanas que podem substituir os medicamentos recolhidos ou interditados, mas a troca só deve ser feita com orientação médica. A Anvisa alerta que a interrupção do tratamento da hipertensão arterial e da insuficiência cardíaca pode produzir malefícios instantâneos, inclusive risco de morte por derrame, ataques cardíacos e piora da insuficiência cardíaca.

A agência orienta também aos pacientes entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório para se informar sobre a troca do seu medicamento por um lote que não tenha sido afetado pelo recolhimento ou interdição. Os meios para contato com as empresas estão disponíveis na embalagem e bula dos produtos. “É dever da empresa fazer a substituição ou troca de medicamentos nestas condições”, afirma a agência.

De onde vêm essas impurezas? A presença da impureza azido pode ser resultado do próprio processo de fabricação do insumo farmacêutico ativo, ou seja, um subproduto de interações químicas que acontecem durante a produção da substância, esclarece a Anvisa.

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As primeiras informações, recebidas no segundo semestre de 2021, indicavam a possível presença de impurezas do grupo azido, potencialmente mutagênicas (capazes de causar mutações, ou seja, de alterar o código genético de um indivíduo) em certas substâncias ativas da classe das sartanas.

As substâncias foram identificadas em análises realizadas pelos fabricantes do medicamento no Brasil, após um pedido da Anvisa.

Qual o risco para pacientes que fazem uso contínuo desses medicamentos? O recolhimento é uma medida de precaução para evitar que os lotes com a presença de azido fiquem em circulação. A Anvisa reforça que não há risco imediato em relação ao uso dessa medicação, porque não existem dados que indiquem um aumento dos eventos adversos.

Em comunicado anterior sobre o assunto, a agência havia dito que não existem dados para sugerir que o produto que contém a impureza causou uma mudança na frequência ou natureza dos eventos adversos relacionados a cânceres, anomalias congênitas ou distúrbios de fertilidade. 

A Anvisa ressalta que a Losartana é considerado um medicamento seguro e eficaz no controle do tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca, reduzindo significativamente o risco de derrame e infarto. 

Fonte: IG SAÚDE

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Úvula: função, tipos, cuidados e tratamentos

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Médico examina a garganta do paciente otorrinolaringologista fazendo exame de garganta
Freepik/stefamerpik

Médico examina a garganta do paciente otorrinolaringologista fazendo exame de garganta

A úvula é o “sininho” que temos na entrada da garganta. Aquela parte molinha que fica lá no fundo da boca. Ela é formada de músculos, tecidos conjuntivos e mucosa; e está localizada próxima às amígdalas no palato mole.

Qual a função

  • auxilia na deglutição: essa estrutura se move para cima quando engolimos algo, impedindo que os pedaços de comida acabem entrando na cavidade nasal;
  • auxilia na fala: a úvula é conectada à emissão de sons, pois ajuda a articular cada fonema, formando as palavras que desejamos;
  • previne engasgamentos: ela gera a sensação de náuseas quando tentamos engolir algo que não foi bem mastigado, fazendo com que nenhum desses pedaços fique preso no meio do caminho para o estômago.

Alguns problemas que começam na Úvula

UVULITE

  • Esse é a doença na úvula mais comum, pois trata-se de uma infecção nessa área. Além da contaminação por bactérias ou germes, pode ser causada por alergias e até lesões na região. Os sintomas mais comuns nesses casos é o inchaço, vermelhidão, irritação na garganta e dor .
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ÚVULA ALONGADA

  • O alongamento da úvula é quando essa estrutura tem seu tamanho maior que o normal, o que gera a obstrução do fluxo de ar. Essa condição é um dos fatores que causa a Apneia do Sono, um distúrbio que atrapalha a respiração durante o período que está adormecido e gera o ronco 

ÚVULA BÍFIDA

  • A úvula bífida é um problema que está na mesma categoria que a fenda palatina e o lábio leporino. Ela ocorre quando os tecidos do palato mole não conseguem se encontrar no meio do “céu da boca” para formar a úvula corretamente. Dessa forma, fica ali uma abertura na região que deveria ser como o filtro na parte de deglutição.
  • Se associada com a fenda palatina, essa má formação da úvula pode causar problemas na fala, dificuldades na alimentação – em especial de bebês – e potencializar as infecções no ouvido. Para corrigir essa condição, o paciente deve fazer uma cirurgia ainda nos primeiros anos de vida.

Tratamento

  • É possível remover a úvula e, em alguns casos, esse procedimento é necessário para manter a saúde bucal. No caso de úvula alongada, alguns casos ela precisa ser retirada parcialmente para desobstruir a respiração. Há também aqueles pacientes que possuem essa estrutura tão além do tamanho normal, que precisa ser cortada por completo.
  • Algumas vezes, quando é preciso retirar as amígdalas de um paciente, a úvula também é removida se estiver sendo constantemente debilitada pelas infecções nessas outras partes. 
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CUIDADOS

  • lubrificar a garganta com certa frequência, bebendo água e sucos;
  • evitar fumar, pois a fumaça machuca a mucosa;
  • fazer gargarejos com antisséptico bucal para eliminar bactérias;
  • evitar o consumo de bebidas muito quentes, pois os tecidos do palato mole são mais sensíveis;
  • mastigar bem os alimentos, para evitar que algo arranhe a úvula ou a garganta.

Tomando esses cuidados, as chances de ter alguma complicação nessa região diminuirá bastante. Mesmo assim, se perceber qualquer incômodo na úvula ou garganta, busque tratamento com um especialista

Fonte: IG SAÚDE

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