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Saiba como cuidar da pele em cada fase da vida

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Saiba como cuidar da pele em cada fase da vida
Redação EdiCase

Saiba como cuidar da pele em cada fase da vida

Especialistas dão dicas para você tratar a pele e envelhecer com saúde

A saúde da pele é fundamental, mas muitas pessoas só começam a se preocupar com ela a partir de determinada idade, por exemplo, quando surgem as primeiras marcas de envelhecimento. “Os cuidados com a pele devem começar aos 6 meses de idade com o uso de filtro solar, que deve ser mantido a vida toda”, alerta Valéria Campos, dermatologista especialista em laser pela Harvard Medical School e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Prevenindo o envelhecimento 

Com o passar dos anos, os cuidados devem ser intensificados e, nessa hora, não basta usar apenas o protetor. é preciso tomar aqueles cuidados básicos e simples que muitas vezes esquecemos, como tirar a maquiagem antes de dormir. “A partir dos 25 anos de idade já devem ser introduzidos os primeiros produtos para prevenir o envelhecimento”, recomenda a dermatologista.

Cuide da alimentação e do sono

Cada fase exige um cuidado especial, isso inclui alimentação, estilo de vida e fatores emocionais. Se você pretende chegar aos 50 com a pele bonita e saudável, não basta usar produtos de beleza. É preciso se cuidar por dentro também. 

“Temos que falar de duas coisas fundamentais: boa alimentação e sono de qualidade. Uma boa alimentação contempla pratos coloridos com legumes, verduras e proteínas”, alerta Anna Verônica Ziccarelli, especialista em medicina regenerativa. Segundo ela, o ideal é dormir pelo menos 8 horas por noite.

Fatores que aceleram o envelhecimento

A dermatologista Valéria Campos chama a atenção para alguns fatores que aceleram o envelhecimento precoce da pele, como o uso do cigarro, exposição inadequada ao sol e o estresse. “Aceleram o envelhecimento da pele, fazendo com que o aspecto seja alterado mais cedo, com o surgimento de manchas, crostinhas, asperezas, rugas e outros sinais do envelhecimento precoce, além do câncer de pele”, explica.

Mas, com alguns cuidados é possível manter a beleza da pele em todas as fases da vida. Afinal, cada etapa é mágica e única, e nada melhor do que curtir cada uma delas de forma bela e saudável. Confira as dicas de Anna Verônica Ziccarelli, médica especializada em Medicina Regenerativa, e da dermatologista Valéria Campos para aprender a se cuidar em cada década.

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Cuidados com a pele aos 20 anos

A pele do rosto, corpo e cabelo começam a exigir mais cuidados por conta do excesso de sol, pois a exposição cumulativa é excessiva durante os primeiros 10 e 20 anos de vida. O ideal é manter a pele sempre limpa, usar um sabonete líquido adequado ao tipo de pele, tonificar e hidratar. Se for o caso, marcar uma limpeza de pele mensal para tirar os cravos e espinhas. Nunca mexa na pele, pois pode deixar marcas.

Existem, no mercado, bases com protetor solar que funcionam como maquiagem e protetor. É recomendável esfoliar a pele mensalmente e hidratar. É um tratamento simples, mas com ótimos resultados a longo prazo. Eles fazem com que a pele esteja sempre viçosa.

Cuidados com a pele aos 30 anos

Aos 30 anos surgem as primeiras rugas, pois a pele sofre algumas alterações, como a perda de firmeza e elasticidade, o que pode deixar o rosto mais irregular. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir também. Para amenizar o problema, são indicados cremes que contenham aquaporina, ácido retinóico e ácido glicólico, eficientes para estimular o colágeno e inibir a ação progressiva das rugas.

Quem come muito alimento em conserva, desenvolve resistência ao botox por conta da toxina que existe, por exemplo, no palmito. Evite alimentos em conserva. Tente ter uma rotina: hora para acordar, dormir e fazer as refeições.

Os procedimentos estéticos, assim como em qualquer outra fase da vida, precisam ser recomendados por um dermatologista. Geralmente, para essa fase, tem bastante eficácia luz intensa pulsada, laser fracionado, peeling de cristal e aplicação de toxina botulínica. 

Nesta idade, começam a aparecer problemas de flacidez. Por esta razão, ginástica e exercícios físicos regulares fazem toda a diferença, assim como evitar a ingestão de refrigerantes, gorduras e alimentos industrializados.

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Cuidados com a pele aos 40 anos

Nessa fase é preciso tomar mais cuidado com o sol. Os procedimentos mais intensos começam nesta idade, como preenchimentos, laser e aparelhos de lipomodelagem. A pele do rosto e do corpo não respondem tão bem aos cremes quanto antes. Se você desejar deixar a pele mais vistosa, os procedimentos mais comuns são aplicação de botox, ácido hialurônico e laser. Esses tratamentos podem ser associados com peelings também.

Os exercícios físicos também precisam ser intensificados. O foco maior deve ser na musculação, pois começa a perda óssea. Um bom instrutor pode orientar sobre os exercícios mais recomendados para as articulações e áreas como glúteos e abdômen.

Cuidados com a pele aos 50 anos

Aos 50 anos, talvez seja a hora de se pensar em um lifting. Um procedimento leve para deixar o rosto com aspecto mais descansado. Caso sinta que ainda não é a hora, mantenha os procedimentos da década anterior e reforce o uso dos cremes. É importante lembrar que a menopausa está chegando e, por esta razão, uma série de mudanças hormonais vão acontecer. Procure seu ginecologista e/ou endocrinologista para falar a respeito.

A mulher começa a notar mudanças no corpo, como perda de agilidade e força. Por isso, é bom procurar orientação profissional para continuar a atividade física e verificar se existe necessidade de complementos de vitaminas e/ou cálcio.

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Cuidados com a pele após os 60 anos

Após os 60 anos as rugas já aparecem de um jeito acentuado. A perda da elasticidade e da firmeza é perceptível. A pele se torna mais fina, frágil e desidratada. A renovação celular é deficiente e a contínua diminuição das taxas hormonais impossibilita a recuperação natural da pele. 

É a fase em que todos os tratamentos devem ser intensificados. Os exercícios físicos devem ser mantidos com a orientação de um profissional especializado. É importante cuidar da alimentação para manter a pele hidratada.

Confira mais dicas de cuidados com a pele na  revista ‘Inspire-se Beleza’

Fonte: IG SAÚDE

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Covid: testes rápidos são confiáveis? Veja o que revelam as pesquisas

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BBC News Brasil

Testes rápidos para covid são confiáveis? O que revelam pesquisas nos EUA
Nathaniel Hafer e Apurv Soni – The Conversation*

Testes rápidos para covid são confiáveis? O que revelam pesquisas nos EUA

Nathaniel Hafer e Apurv Soni – The Conversation*

Desde maio de 2022, os Estados Unidos estão vivendo outro aumento no número de casos de covid-19 .

Altas taxas de infecção na Europa e na Ásia, junto ao surgimento contínuo de novas subvariantes, como a ômicron BA.4 e BA.5, levantam preocupações de que outro surto possa estar a caminho.

Embora a demanda por testes de covid-19 tenha superado bastante a oferta no início da pandemia, hoje, muitos de nós têm acesso a testes rápidos caseiros.

Os testes caseiros fornecem um resultado rápido e preciso, mas por outro lado muitos resultados não são mais reportados às autoridades de saúde.

A vantagem destes testes amplamente disponíveis para comprar nas farmácias (sem receita médica) é que os indivíduos podem saber de forma rápida e conveniente seu status de infecção logo no início para evitar a propagação do vírus para outras pessoas.

Fazemos parte de uma equipe da Escola Médica da Universidade de Massachusetts, nos EUA, que vem estudando o desempenho dos testes molecular (ou PCR) e antígeno de covid-19 nos últimos dois anos.

Durante esse período, ajudamos várias empresas a gerar os dados necessários para passar seus produtos pelo processo de autorização de uso de emergência do FDA, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, e para desenvolvimento comercial.

Também realizamos estudos em larga escala com dados do mundo real para entender como os testes rápidos vendidos na farmácia funcionam em comparação com os testes de PCR na detecção de diferentes variantes do SARS-CoV-2, vírus causador da covid-19, inclusive entre pessoas sem sintomas.

Estudamos ainda se a distribuição em massa de testes rápidos de antígeno antes de um surto ajuda a prevenir a disseminação — e se os usuários desses testes são propensos a reportar os resultados aos departamentos de saúde.

Esses estudos estão começando a fornecer a pesquisadores como nós evidências sobre o desempenho desses testes e como podemos usá-los para aprimorar as recomendações de saúde pública no futuro.

Testes caseiros e a variante ômicron

Quando a variante ômicron surgiu no final de novembro de 2021, os cientistas reagiram rapidamente para determinar como o PCR e os testes rápidos se comportavam contra essa nova variante.

Pesquisadores demonstraram que um indivíduo infectado vai testar positivo em um teste de PCR um a dois dias antes de um teste de antígeno.

Isso acontece porque um teste de PCR funciona amplificando o material genético em uma amostra e, por isso, é capaz de detectar quantidades extremamente pequenas de material viral.

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Em contrapartida, um teste de farmácia só pode detectar as proteínas virais presentes na amostra.

No início do surto da ômicron, por volta de dezembro de 2021, as pessoas se perguntavam sobre a capacidade dos testes rápidos de detectar a nova variante.

Além disso, alguns testes preliminares comprovaram que os testes rápidos que identificam a variante ômicron apresentavam um atraso de um a dois dias no resultado positivo, em comparação com os testes realizados com a variante delta.

Isso levou a um anúncio do FDA em 28 de dezembro, pedindo cautela no uso de testes para a detecção da ômicron.

O papel dos testes rápidos de antígeno

Durante esse período, nosso grupo estava trabalhando em um estudo analisando o desempenho de testes de farmácia na população em geral.

Usamos os dados deste estudo para avaliar o desempenho desses testes antes e depois de a ômicron se tornar a variante dominante nos Estados Unidos.

Nosso estudo, que ainda não foi revisado por pares, foi único porque testou pessoas para o vírus causador da covid-19 ao longo de duas semanas e, por isso, fomos capazes de observar infecções emergentes.

Em nossa análise de aproximadamente 150 indivíduos que testaram positivo para SARS-CoV-2 durante o estudo, fizemos duas observações importantes.

A primeira é que os testes de farmácia foram capazes de detectar a variante ômicron tão bem quanto a variante delta.

A outra é que os testes em série — dois testes realizados com de 24 a 36 horas de intervalo — são fundamentais no caso dos testes rápidos.

Isso porque observamos que, se uma pessoa teve uma infecção detectada por um teste de PCR por pelo menos dois dias seguidos, um ou dois dos testes de farmácia realizados no mesmo período também detectaram a infecção mais de 80% do tempo. Em comparação, um único teste rápido detectou muito menos infecções.

Pesquisas anteriores feitas por nossa equipe de estudo e outras sugerem que os testes de farmácia são mais propensos a detectar uma infecção entre pessoas ativamente contagiosas.

Testes de farmácia e notificações

Em 2021, avaliamos se a distribuição em massa de testes de farmácia pode reduzir a transmissão do vírus, comparando novos casos no condado de Washtenaw, em Michigan, que tem uma população de 370 mil habitantes.

Duas comunidades formadas por 140 mil pessoas da população total do condado usaram mais testes rápidos e evitaram uma média de 40 casos de covid-19 por dia durante o surto da delta.

Nossas descobertas sugerem que os testes rápidos de antígeno são uma ferramenta fundamental de saúde pública que pode ajudar a reduzir a propagação da doença durante um surto.


Mas grande parte das pesquisas realizadas até o momento sobre testes de farmácia de SARS-CoV-2 foi feita em ambientes de estudo controlados.

Queremos saber se o desempenho dos testes em um ambiente mais realista espelha o que é observado em estudos clínicos.

Uma questão é se as pessoas vão reportar os resultados dos testes de farmácia aos departamentos de saúde.

Realizamos vários estudos em que as pessoas se cadastravam usando o smartphone, recebiam os testes pelo correio, faziam e reportavam os testes por meio de um aplicativo de smartphone.

Nossa análise inicial dos dados do estudo de Michigan, descrito acima, mostra que 98% dos indivíduos concordaram em enviar os resultados dos testes ao departamento de saúde do estado.

Mas apenas um em cada três participantes com maior risco de infecção — por exemplo, aqueles que não usam máscara em público e não foram vacinados — enviaram seus resultados.

Os participantes que seguiram atentamente as instruções no aplicativo reportaram mais resultados de testes ao departamento de saúde local do que aqueles que não seguiram as instruções.

Também observamos que os resultados negativos dos testes foram reportados mais do que os resultados positivos.

Em outro estudo, mostramos que os incentivos fazem a diferença ao reportar os resultados dos testes.

Os sites com incentivos de notificação, como pagamentos em dinheiro, demonstraram níveis significativamente mais altos de notificação ao departamento de saúde do estado do que os sites sem incentivos.

No total, 75% dos resultados registrados no aplicativo foram notificados. Em todas as comunidades, os testes positivos foram significativamente menos reportados do que os negativos.

Esses resultados indicam que relatórios baseados em aplicativos com incentivos podem ser uma maneira eficaz de aumentar a notificação de testes rápidos para covid-19.

No entanto, aumentar a adoção do aplicativo é um primeiro passo importante.

Esses estudos estão em andamento e continuamos a obter mais informações sobre como as pessoas usam testes rápidos de antígeno.

*Nathaniel Hafer é professor assistente de medicina molecular na UMass Chan Medical School, nos EUA. Apurv Soni é professor assistente de medicina na mesma instituição.

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Fonte: IG SAÚDE

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