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Veja como tornar a casa um ambiente seguro para crianças

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Veja como tornar a casa um ambiente seguro para crianças
Redação EdiCase

Veja como tornar a casa um ambiente seguro para crianças

Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes domésticos com crianças e adolescentes cresceram 112% durante a pandemia da COVID-19. Este tipo de ocorrência sempre foi um problema segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que mostra que os acidentes domésticos estão entre as principais causas de morte de crianças no país.

Diante desse cenário, a pergunta “será que minha casa é segura?” deve ser feita pelos pais de forma rotineira, especialmente porque pequenos ajustes na rotina, como a adoção de travas e protetores, são importantes estratégias de prevenção.

Alguns acidentes podem ser evitados

Bastam poucos segundos para uma criança cair, se cortar, se queimar ou colocar na boca algo que coloque em risco sua vida. O assunto é urgente, especialmente porque a maioria das situações poderiam ser evitadas. Segundo Aline Motta de Menezes, médica pediatra especialista em terapia intensiva pediátrica, mais de 90% dos acidentes são preveníveis.

Por este motivo, de acordo com a profissional, o termo “acidente” não é utilizado na pediatria, mas sim “lesões não intencionais”, sendo que muitas delas são consideradas graves ou podem ocasionar a morte. Confira abaixo os principais tópicos a serem seguidos por famílias que querem garantir uma casa mais segura para suas crianças.

1. Prepare questões de segurança antes da chegada de um bebê

Não apenas itens como fraldas, mamadeiras e móveis do quartinho devem estar na lista dos preparativos para a chegada do bebê . De acordo com Aline Motta de Menezes, é essencial pensar em questões de segurança desde o momento em que foi decidido pela família ter um bebê.

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“Gosto de reforçar isso porque não existe uma idade certa para os acidentes começarem. A questão é que eles vão se modificando conforme a faixa etária e o desenvolvimento da criança, conforme ela vai ganhando habilidade motora e intelectual”, comenta. Portanto, já nos primeiros meses de vida, o bebê correrá riscos se não contar com espaços pensados para ele.

2. Confira cada ambiente de forma individualizada

Segundo a profissional, considerando a incidência nos domicílios, os locais mais perigosos podem ser classificados na seguinte ordem: cozinha, banheiro, corredor, escada, quarto, sala. A checagem dos cômodos deve ser feita separadamente, pois cada um possui sua particularidade (fogo na cozinha, fios no escritório, vaso sanitário no banheiro etc.).

Além disso, a pediatra chama a atenção para a cultura de checagem. “Além de deixar a casa preparada, é importante criar o hábito de verificar se tudo se mantém em ordem. Mais importante do que saber prestar primeiros socorros para a criança, é prevenir que acidentes aconteçam”, explica a profissional.

3. Passe noções de segurança para a criança

Não apenas os adultos devem adquirir conhecimento sobre prevenção, como também as crianças. Acidentes podem acontecer em questão de segundos, por isso repassar conhecimento desde cedo para as crianças é fundamental. “A noção de segurança é algo cultural. Sabemos que em países mais desenvolvidos essa cultura se inicia dentro da escola e de forma natural nas casas”, comenta Aline Motta de Menezes.

Segundo a médica pediatra, trabalhos recentes mostram que a postura dos pais reflete em atitudes mais seguras em relação aos filhos, impactando automaticamente nesses acidentes ou lesões não intencionais (que é o termo mais adequado). “Um exemplo disso são os pais que usam o cinto de segurança e tendem a lembrar com maior facilidade como se faz o uso correto de cadeirinhas ou cinto nos seus próprios filhos. Então, é interessante correlacionar essa cultura que vem dos pais e que deve ser explorada desde muito cedo”, diz a profissional.

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4. Mantenha a casa organizada

De acordo com a pediatra, um ambiente organizado e previsível favorece a criação de ciclos diários e de uma rotina com mais segurança. A consequência é que aos poucos uma rotina torna-se mais tranquila para o crescimento da criança . “Para se desenvolver, a criança precisa se sentir segura e isso vem através de locais organizados e que oferecem previsibilidade. Dessa forma, ela consegue identificar aos poucos onde ficam seus brinquedos e sabe que no dia seguinte suas coisas estarão lá. De forma natural, ela se sente tranquila para iniciar um novo ciclo de sono, entre outros hábitos que vão sendo estabelecidos”, comenta.

Aline Motta de Menezes reforça que isso também está relacionado ao afeto que a criança atribui às pessoas e as coisas que fazem parte do entorno dela. Essa noção de que tudo está seguro e minimamente organizado, sempre vai ser interessante para que ela possa se desenvolver plenamente.

5. Invista em acessórios que são sinônimos de tranquilidade e proteção

Para tornar a casa um local mais seguro, além de criar uma cultura de segurança , apostar em acessórios como travas e protetores são estratégias bastante práticas e eficientes. Especialmente quando os pequenos começam a andar, explorar a casa, abrindo portas e puxando objetos.  

Por Angélica Pereira

Fonte: IG SAÚDE

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Estudo: solidão e tristeza envelhecem mais rápido que o cigarro

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Solidão e não ser feliz podem envelhecer o relógio biológico das pessoas em até um ano e oito meses mais velho, segundo estudo feito pela Universidade de Standford nos EUA
Tomaz Silva/Agência Brasil

Solidão e não ser feliz podem envelhecer o relógio biológico das pessoas em até um ano e oito meses mais velho, segundo estudo feito pela Universidade de Standford nos EUA

Solidão e infelicidade podem envelhecer o relógio biológico das pessoas em até um ano e oito meses mais velho, segundo estudo feito pela Universidade de Standford nos Estados Unidos em parceria com a Deep Longevity, uma empresa chinesa. Como medida de comparação, as duas emoções negativas são piores à saúde de uma pessoa do que fumar , visto que o tabagismo acelera o envelhecimento em um ano e três meses.

O estudo se baseou nos dados de mais de 12 mil adultos chineses, todos eram de meia-idade, e cerca de um terço tinham condições subjacentes importantes como doenças pulmonares, câncer e chegaram a sobreviver a acidentes vasculares cerebrais. Os participantes foram então pareados por idade cronológica e sexo, e tiveram seus resultados comparados para estabelecer quais estavam envelhecendo mais rápido.

Sentir-se solitário ou infeliz aumentava a idade biológica em até um ano e oito meses, o que foi o maior preditor de um declínio biológico mais rápido. Em seguida veio o tabagismo, apenas cinco meses de diferença. Ser do sexo masculino também era uma predisposição para envelhecer mais rápido. Assim como morar em uma área rural, devido às condições mais duras dos trabalhadores, como fábricas e menos hospitais e consultórios médicos.

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Não se casar, que também está ligado a uma morte precoce, aumenta a idade de alguém em até quatro meses.

A pesquisa também mostrou que danos ao relógio biológico do corpo aumentam os riscos de Alzheimer, diabetes, doenças cardíacas e câncer. Especialistas acreditam que a inflamação crônica causada pela infelicidade causa danos às células e órgãos vitais.

“Os estados mentais e psicológicos são alguns dos preditores mais robustos de resultados de saúde – e qualidade de vida – e, no entanto, foram omitidos dos cuidados de saúde modernos”, afirma Manuel Faria, autor do estudo.

O estudo analisou apenas adultos de meia a idade avançada, o que significa que não está claro se os resultados são transferidos para grupos etários mais jovens. Entretanto, com a pandemia do coronavírus, é nítido que há mais pessoas infelizes, solitárias e com altos níveis de ansiedade e depressão.

Nos Estados Unidos, um terço dos americanos diz se sentir “seriamente” solitário, de acordo com uma pesquisa da Harvard, enquanto cerca de 8% afirmam sofrer de depressão todos os anos.

No Brasil, de acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, um dos mais amplos inquéritos de saúde do país, em média, 11,3% dos brasileiros relataram ter recebido um diagnóstico médico de depressão.

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Fonte: IG SAÚDE

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