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8 de abril, data da morte do padre Paolino Baldassari, pode ser feriado em Sena Madureira

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Um dos padres mais queridos da História do Acre foi mais uma vez homenageado na Câmara Municipal de Sena Madureira. Trata-se do Padre Paolino Baldassari que faleceu no ano passado aos 90 anos de idade. O vereador Alípio Gomes (PMDB), apresentou um Projeto de Lei visando tornar o Dia 8 de abril, data de falecimento do religioso, como Feriado Municipal.
Alípio Gomes apresentou a seguinte justificativa em face do projeto:
“A homenagem que hora faço é ao senhor Padre Paolino Maria Baldassari, da Ordem dos Servos de Maria, da paróquia de Sena Madureira, que morreu aos 90 anos de idade. O líder deixou um legado de amor, humildade e santidade, além de um vasto histórico pautado na supremacia das santas missões populares.
Italiano de nascença, acreano de coração, Senamadureirense por escolha, Padre Paolino Maria Baldassari estendeu sua liderança para além das fronteiras espirituais e defendeu em vida, com muita garra, a floresta amazônica. Chegou há quase 70 anos ao brasil, escapando da Segunda Guerra e deu todo amor aos humildades, índios e seringueiros, sendo visto por muitos, mais do que como um amigo, um santo. O único bem material que adquiriu foi a batina e, aos 90 anos, só isso ele tinha. Conhecido como o Médico da Floresta, durante anos dedicou-se a atender inúmeras pessoas que se enfileiravam para consultar-se com o religioso, que na verdade não era médico, mas denominava-se um prático de medicina. Ele aprendeu no cotidiano, por meio de livros, contatos com seringueiros, índios e com a comunidade em que viveu diversas receitas de cura. Sua humildade e simplicidade e a defesa de ações éticas e dos valores de família e integridade fizeram do padre Paolino uma pessoa amada e respeitada por todos.
Padre Paolino foi responsável durante 46 anos pela Paróquia de Sena Madureira, no Acre. Nascido na Itália, era filho de um pedreiro com uma agricultora. Após a Guerra, tendo migrado para o Brasil, formou-se em Teologia e aprendeu vários idiomas. No Acre há mais de 50 anos, Padre Paolino penetrou fundo nos seringais, tornando-se aliado preferencial das famílias seringueiras, na alegria e na dor.
Construiu mais de 40 escolas na Floresta, em locais onde o poder público tinha dificuldade de chegar, e encampou a luta dos seringueiros contra o desmatamento e pela permanência em suas colocações”. O Projeto tramita na Câmara Municipal e deverá ser votado nas próximas sessões.
Fonte: SenaOnLine.net

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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