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Caminhoneiros alertam para desabastecimento de gás, combustíveis e alimentos no Acre. Empresários cobram a Ponte sobre o Madeira

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Gás, combustíveis e alimentos. É imensurável a quantidade de mercadoria “encalhada” na BR 364, sentido Porto Velho-Rio Branco, devido à lentidão na travessia pela balsa sobre o Rio Madeira. Órgãos fiscalizadores de Rondônia notificaram a empresa responsável pela operação da balsa para suspender a atividade de uma draga que fazia escavações com o objetivo de melhorar o embarque e desembarque das carretas. O Governo de Rondônia vê risco de danos ambientais, e não levou em conta o risco de desabastecimento no estado vizinho, em especial nas regiões mais remotas como o Vale do Juruá. Os operadores da balsa dizem que a capacidade de caminhões tanque e carretas caiu de 12 para quatro por travessia. “Quanto maior o peso, maior o risco de a balsa atracar nos bancos de areia. O nível do rio está crítico”, disse um operador da balsa. Os caminhoneiros entrevistados por acjornal.com fizeram o alerta: “se baixa mais ( o nível do rio) o Acre vai ficar desabastecido (veja o vídeo).
Em Rio Branco, houve filas na manhã desta segunda-feira em pelo menos três postos. O do Bairro Conquista opera com apenas uma das quatro bombas. “Vai dar até a noite o estoque que temos aqui”, disse um frentista. No autoposto Parati, a gerência comunicou que os carregamentos previstos para esse final de semana também não chegaram. O autoposto Village, na Rua Antônio da Rocha Viana, decidiu fazer compra direta da Petrobrás em Rio Branco, para não depender do transporte terrestre – pelo menos nesse momento. A Petrobrás no Acre não comentou o assunto.
https://youtu.be/qx-0-YhH27E
 
Por meio de nota, o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) esclarece que não há risco, no momento, de desabastecimento de combustíveis em virtude do baixo nível do rio Madeira. “Informamos que há sim, um atraso com média de 24 horas na travessia das carretas que trazem os produtos, devido o engarrafamento na balsa. Com isso, eventualmente, alguns postos podem ter o estoque reduzido, mas que não deve ultrapassar a um dia, no máximo, para normalizar a situação. Ressaltamos mais uma vez, que risco de desabastecimento não há, por enquanto. Esse é mais um momento importante para cobrarmos das autoridades celeridade na obra da ponte sobre o rio Madeira. Construção essa que tardou a iniciar e que precisa de agilidade para ser concluída”, diz o presidente da entidade, Delano Lima e Silva.
A Fogás informou que se só se manifesta por e-mail. A reportagem enviou correio eletrônico pedindo informações sobre como a empresa está lidando com a questão.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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