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Demissão de 2.280 na saúde: deputado governista que prometeu entregar mandato ainda tem tempo pra cumprir promessa

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A demissão de 380 trabalhadores considerados irregulares na Saúde foi decretada. Os trabalhadores estão desligados e já buscam outras formas de sustentar suas famílias após décadas prestando serviço ao Estado. Se as eleições fossem hoje, certamente seriam no mínimo 2 mil votos a menos aos falsos defensores da saúde pública. Ainda não se cumpriu a promessa do deputado Raimundinho da Saúde (PTN), segundo o qual entregaria o mandato se o governo sentenciasse a perda dos cargos. O deputado respira graças à amnésia do eleitor? Não. O eleitorado está quieto, e se vingará.
Nem o Ministério Público, autor da recomendação para desligar os funcionários, foi questionado pelo parlamentar, que preside a Comissão de Saúde da Aleac e é apontado por alguns sindicalistas – nem todos – como a grande decepção do maior grupo de servidores do Acre. Esperava-se que fosse adotado o mesmo critério que mantém, anos afio, os tais 11 mil irregulares em seus postos de trabalho. Esta proposta passou batida.
Pois bem. Agora, outros 1.800 do Pró Saúde estão sendo notificados administrativamente sobre a demissão já anunciada como “medida irreversível”, atendendo a ordem da Procuradoria do Trabalho, que encontrou irregularidades dignas de cassação do mandato do governador (contratação sem concurso, uso de trabalhadores para finalidades incompatíveis com o a carência do SUS e, o que é pior, arregimentação dessa mão-de-obra para alimentar o esquema eleitoral dentro das repartições públicas em favor dos candidatos do PT e dos demais partidos da Frente Popular). Causa surpresa a insistência do deputado governista, que, após fracassar em sua ineficiente articulação junto à Casa Rosada,  ainda vem a público fazer o jogo de “amigo do trabalhador”, afirmando, como se viu na sessão desta terça-feira, na Aleac, que será possível salvar o emprego desses pais de família. Ora, comparar a suposta reintegração de eletricitários no Estado do Amapá com o caso do Pro Saúde no Acre é um acinte. A turma daqui, senhor deputado, como vossa excelência bem sabe, foi empurrada para atividades fins quando a para estatal Pró-Saúde, e o senhor sabe bem disso, disso, só poderia fornecer mão-de-obra para atividade meio. Seis nada tem a ver com meia dúzia nesse episódio.
A bem da verdade, Raimundinho da Saúde parece morrer de medo do governador. Senão, o que lhe impede de cobrar a manutenção dos empregos ou, na pior das hipóteses,  que esses trabalhadores sejam aproveitados em outros setores, considerando a enorme carência de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares nos 22 municípios do estado?
Fiquemos atentos: é praxe da administração pública e seus seguidores demonstrar afetividades aos excluídos somente ás vésperas das eleições.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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