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Deputados, vereadores, promotores, gestores públicos e conselheiros torraram R$ 14 milhões em diárias. Veja detalhes

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O gasto de diárias dos órgãos públicos no Acre em 2016 foi superior a 14 milhões. Deputados, vereadores, conselheiros do TCE, promotores, procuradores de justiça, assessores do governador Tião Viana e demais gestores torraram esse absurdo para participar de encontros geralmente improdutivos ou pouco importantes para a economia local, para o bem-estar da população, para minimizar a miséria e diminuir o desemprego. Os simpósios, palestras e cursos aconteceram em regiões turísticas do país ou mesmo no exterior. As informações foram tabuladas pela Controladoria Geral da União.

Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao qual cabe fiscalizar gastos públicos, dá péssimo exemplo. Os conselheiros torraram R$ 843.752,00 em diárias somente no ano de 2016. Esse valor é três vezes maior que os repasses do governo federal para a merenda escolar em municípios como Acrelândia.

Ministério Público

O Ministério Público estadual gastou 698.648,00. Apenas uma viagem para a Itália custou aos cofres públicos mais de 19 mil reais. O promotor viajante recebeu 13 mil em diárias.

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Tribunal de Justiça

O Tribunal de Justiça pagou R$ 44.128,00 em diárias no ano passado. Com esses valores, seria possível manter a merenda escolar de escolas do interior por 3 anos.

Governo do Acre

O governo do estado gastou R$ 10.8 milhões em diárias no mesmo período. De acordo com a Controladoria Geral do Estado (CGE), cerca de 8 milhões faziam parte de convênios, ou seja, esse dinheiro já estava inserido na planilha de gastos de projetos ou programas. O restante foi verba própria.

Câmara de Vereadores

A câmara de Rio Branco gastou 481.206,00. O vereador Eduardo Farias chegou a viajar esse ano para São Paulo para participar de um seminário de 100 anos da revolução Russa. O parlamento não poderia ter custeado despesas do parlamentar comunista, uma vez que a viagem teve caráter particular. Farias recebeu quase 6 mil em diárias. A Câmara de Vereadores, que possui um número bem menor de funcionários que a prefeitura, gastou 83% a mais em diárias.

Aleac

O portal de transparência da Aleac passa por ajustes. Isso gerou uma ação civil pública, Há disponíveis apenas valores referentes a 2015, que chegaram a 742 mil reais em diárias. Na página do governo, no entanto, a assembléia tem para pagamentos de diárias em 2016 mais de R$ 2 milhões.

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Prefeitura de Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco gastou menos do previsto em 2016. Foram R$ 82.655,00.
 

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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