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“Dívida de R$ 24 milhões matou Carlos Sasai. O Acre não produz nada, só valoriza quem financia as campanhas do PT e o Edvaldo Magalhães, um dia, vai pagar caro à sociedade acreana”

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Advogado recebe honrarias do Exército Brasileiro


Um dos advogados mais requisitados do Acre, Maurício Hohemberg não pretende abrir mão de seu estilo crítico ao comentar a política e os desmandos do poder no Acre. Ele trás revelações sobre a morte de um dos maiores empresários da construção civil, que teve um AVC durante reunião com o governo e entrou em coma para nunca mais acordar. Ataca com conhecimento de causa a política do governo do PT para o setor produtivo, diz que o Acre nada produz e afirma que Edvaldo Magalhães, ex-deputado, ex-secretário de Desenvolvimento Florestal, Indústria, Comércio e da Indústria Sustentável e atual presidente do Depasa, vai pagar muito caro á sociedade. Leia os principais trechos da entrevista exclusiva concedida pelo advogado recém filiado ao DEM, que vem sendo chamado a disputar uma vaga na Câmara Federal. Apesar de bem cotado para as eleições de 2018, Maurício preferiu falar com acjornal num tom estritamente técnico.
Acjornal – Defina o setor produtivo do Acre
Maurício – Eu não vislumbro novidade nenhuma desde que o PT se estabeleceu no Acre. Ninguém, em sã consciência, sequer se sente motivado a produzir alguma coisa nesse estado. Grandes empreendimentos estão encerrando as suas atividades por falta de incentivo e em razão de perseguições. É preocupante por que, ao desistir, o investidor acaba transferindo a outros, ainda que inconscientemente, a perspectiva ilusória de que o Acre é ambiente propício para o sucesso de seus negócios.
Acjornal – “Vendem” o Acre como redenção da auto sustentabilidade econômica….
Maurício – Mas o Acre não produz absolutamente nada. Todas as atividades em que esse governo diz ser incentivador estão completamente falidas. Fábrica de Tacos, Peixes da Amazônia, Fábrica de camisinhas…tá tudo parado. Aquele empreendimento da pimenta longa trouxe problemas seríssimos a pequenos produtores que fizeram financiamentos bancários. Estão todos na mão dos banqueiros e correndo o risco de perderem suas terras, de onde eles tiram o mínimo sustento de suas famílias. Pra completar, estão anunciando um plano faraônico para produção de gás metano através das fezes de bovinos. A gente acaba servindo de chacota aos olhos do Sul do país. Esse governo vende lá fora (e tem a cara de pau de fazer isso aqui, entre nós), a idéia de que somos auto sustentáveis economicamente, sendo o setor produtivo uma bênção. Tudo politicagem. Tudo falácia.
Acjornal – O que dizem os empresários que fecham suas empresas?
Maurício – Nessa cadeira que você está sentado, eu já vi gente chorar. Grandes, médios e pequenos empreendedores que perderam tudo. Empresários que geram emprego, contribuem para a promoção de renda no Acre. Todos que me procuraram contaram a mesma história. É de partir o coração. Naquele episódio do G-7, há coisas obscuras que não foram reveladas…O que matou o Carlos Sasai foi um crédito que ele tinha, por merecimento, a receber do governo, no valor de R$ 24 milhões. Não pagaram e, acho eu, jamais vão quitar esse débito. Aqui perto tinha uma grande empresa chamada Construterra. Era um entra e sai de caminhão a toda hora. Foi tudo desmanchado como farinha na água.
Acjornal – Era do Sasai…
Maurício – Era do Sasai
Acjornal -Que outras informações o senhor tem a respeito?
Maurício – Muitos outros foram afugentados, foram embora. Essa panela é sazonal. Poucas empresas são mantidas sob o manto sagrado do governo, de acordo com seu grau de importância para o poder. Essas se mantêm até o dia que não são mais interessantes. Daí, se tornam descartáveis. Se elas participam com grandes contribuições para as campanhas eleitorais do PT, elas se tornam imexíveis. Caixa um, caixa dois, caixa três….e por aí vai.
Acjornal – Por que ninguém é preso?
Maurício – No Acre esse tipo de prática é muito mais grave do que em qualquer parte do mundo. Financiar campanhas políticas aqui é um investimento lucrativo. E te digo mais. É quase impossível identificar esse tipo de fraude. O dinheiro não é contabilizado. Veja o que aconteceu com JBS e Odebrecht. Nunca se conseguiu rastrear esse propinoduto todo. Como explicar que uma empresa tenha um crescimento monstruoso em apenas 10 anos e conseguir monopolizar o comércio de carne no mundo?
Acjornal – Onde peca a gestão do secretário Edvaldo Magalhães?
Maurício – Em todos. Este homem….veja bem….este homem um dia há de prestar contas de seus atos com o povo acreano. Ele sempre esteve envolvido em todas essas situações. Eu não tenho a menor dúvida do que estou dizendo. Um dia…repito….um dia, ele vai ter que pagar por seus débitos com a sociedade. E essa dívida moral e ética é enorme.
 
Acjornal – Que alternativas o senhor vislumbra?
Maurício – O Brasil precisa ter a consciência de que é preciso defenestrar esses cânceres do poder. E mais: que é necessário, com urgência máxima, recuperar o que vem sendo sonegado ao longo dos anos. Quem são os grandes devedores do INSS e da Caixa Econômica? Quais são os empresários que, numa afronta á lei, descontam do salário dos trabalhadores mas não repassam essas contribuições previdenciárias e de FGTS? Essas empresas fossem compelidas a pagar seus débitos, ainda que parcelados, não haveria necessidade dessas reformas brutais.
 
 
 

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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