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Empresa comprada por secretário empurra dívida de R$ 1 milhão para tapeceiro. Prefeito Mazinho Serafim, que explorou tráfico de influência, perde controle no Facebook

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O secretário de Planejamento de Sena Madureira, Cirleudo Alencar, é acusado de aplicar um golpe superior a R$ 1 milhão no tapeceiro Edileudo Assunção, que ganha a vida reformando sofás numa tapeçaria em frente à sua Residência, na Rua Monsenhor Távora. O trabalhador era dono da firma, e foi convencido a vendê-la. Cirleudo, em 2013, quando também era secretário municipal da gestão Nilson Areal, é o comprador. O escândalo estourou nos corredores da prefeitura quando o tapeceiro foi ao banco contrair um empréstimo. “Eles vasculharam minha vida e descobriram que eu devo R$ 1 milhão, por que meu nome ainda está vinculado à empresa que eu vendi para ele”, diz Edileudo. Eu nunca imaginei isso dele. Meu nome tá sujo e eles estão me tapeando”, disse Edileudo.
O prefeito Mazinho Serafim (PMDB) interviu em favor do seu secretário, e teve o trabalho de ir ao Banco da Amazônia para tentar evitar que a história causasse ainda mais desgaste na sua administração. “Ele (Mazinho) saiu do banco com a história de que eu estava errado e tinha procurado as pessoas erradas”, denunciou o tapeceiro. Na noite deste domingo, quando o acjornal anunciou que a reportagem estava sendo escrita, o prefeito de Sena Madureira reagiu com violência verbal contra o editou do site, que decidiu prestar queixa-crime na delegacia de polícia e abrir processo contra o gestor municipal por calúnia, difamação e crime de ódio. Veja abaixo a entrevista gravada com o tapeceiro.
 
Acjornal – Qual o acordo feito com o secretário?
Edileudo – Minha firma era individual e eu queria fechá-la. O Cirleudo me procurou e disse que compraria. Eu tinha um débito de R$ 800. Fomos no contador e fizemos o negócio. Ficou pelo valor dessa dívida. Ele acertou comigo que a firma seria passada pro nome dele, e chegou a dizer que a empresa não tinha mais nada a ver comigo. Eu confiei. Ainda disse que isso ia dar problema se ele não cumprisse o acordo.
Acjornal – Quem é o dono?
Edileudo – Ora, eu apareço como sócio dele. O CNPJ é o mesmo e tudo está saindo no meu nome. Ele não mudou, como prometeu. Meu nome aparece em todas as transações efetuadas por ele. Eu passei esses quatro anos sem saber o que estava acontecendo.
Acjornal – Por que você foi ao Basa?
Edileudo – Eu to mexendo com gado, e preciso de um empréstimo. Fui no Basa, levei todos os documentos, e o financiamento já estava saindo, quando o gerente me mostrou a papelada, dizendo que meu nome está com restrição devido a essa dívida doida de 1 milhão. Tem empréstimo bancário, cheques, iluminação e outras mercadorias que eu nunca nem vi. Nem sei se a empresa tá funcionando. Quando banco me falou isso ele foi a primeira pessoa que eu procurei. Ele disse que estou limpo enquanto pessoa física. O problema é que o banco faz uma investigação na vida da gente, e eles pegaram o CNPJ, que ainda está no meu nome como dono da empresa que vendi quatro anos atrás. E procurei entrar num acordo com o Cirleudo, mas ele quis me tirar de tempo, dizendo que isso era culpa do banco e que eu não faço mais parte da empresa. Eu só quero o meu nome limpo pra tocar meu negócio.
Acjornal – Como o prefeito reagiu?
Edileudo – Nem achei que ele fosse se meter. Ele disse que eu tô errado, que eu procurei pessoas erradas. Como assim? Eu procurei o secretário, que comprou a empresa e fez isso comigo. Deixei claro que não quero atrapalhar a administração do município, só quero limpar meu nome. Foi o Cirleudo que me chamou no banco pra provar que meu nome tava limpo. Cheguei lá tava o prefeito e o gerente. Todos querendo me tapear, e saíram de lá dizendo que eu tava errado. Minha situação está feia no Serasa.
Acjornal – Você tem 1 milhão de reais?
Edileudo – Ah tenho nada. Se tivesse eu estava tranquilo
Acjornal – O que você vai fazer?
Edileudo – Vou procurar advogado. Não pode ficar assim
Nota da redação –  A entrevista acima foi gravada com consentimento do tapeceiro Edileudo Assunção, que autorizou publicar a denúncia em seu nome. O áudio está à disposição das partes citadas, desde solicitadas em juízo. O prefeito Mazinho não atendeu ao celular 99962-2859. Cirleudo não foi localizado.
 
 
 
 

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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