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Falência do estado e incompetência: “tenho pena do senhor”, diz professor em carta aberta ao governador Tião Viana

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NOVA CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE SR. SEBASTIÃO AFONSO VIANA MACEDO NEVES
Rio Branco, 18 de outubro de 2017.
É com muita tristeza que volto às redes sociais para endereçar uma missiva à Vossa Excelência. Honestamente governador não tenho ou nutro nenhum sentimento de prazer ao fazê-lo. Também excelência, não usarei dizer a famigerada frase “eu avisei!”. Sinto-me envergonhado, fraco, impotente, incompetente por ter estudado o assunto que motiva esta correspondência e todas as outras. E por quê? Porque li e vi-lo vir à público repetir de forma lamentável chavões produzidos por seus pseudos intelectuais, que por não entenderem o fenômeno da violência que tomou conta do nosso estado, aconselham o governador com frases de propaganda política barata. Neste sentido devo salientar mais uma vez: o senhor se cercou de bajuladores. Estes personagens apenas fazem de tudo para agradá-lo. Fazem com V. Excelência o mesmo que fizeram com o Rei que andava nu.
Sabe governador, diferentemente das outras cartas, não me alongarei no tema. Tudo que tinha para descrever o fenômeno e onde chegaria as consequências foram, por diversas vezes, e detalhadamente explicadas e divulgadas para que todos pudessem entender. Mas, cumprindo com a promessa feita aos meus amigos e familiares, direi ao senhor, com todas as vênias de estilo cabíveis: a sociedade, infelizmente, experimenta os efeitos do ápice da espiral da violência. Esta situação é a mais temível, grave e duradoura dentro do tema violência. Denota claramente a falência do estado, ausência de políticas públicas para o enfretamento e incompetência.
Sabe sr. Tião Viana, quando a violência bateu às portas de minha casa, morada de tudo que eu amo nesta vida, eu não me resignei. Minha reação se dividiu em duas partes: assumir uma postura política contrário a sua, e mergulhar fundo no assunto para entendê-lo. Não sou seu inimigo, não sou seu algoz. Aliás, sou apenas um pai que compreendeu tudo que ocorreu com minha família. Hoje posso declarar: governador Tião Viana eu sinto pena por V. Excelência! Rogo a Deus que o proteja de seus auxiliares. Peço esta graça ao Senhor nosso Pai. Porque, se não houver intercessão divina, todos nós, inclusive, o senhor, viveremos um verdadeiro inferno aqui.
Que a paz do senhor habite nossos corações!
Prof. Lauro Euclides Viana Fontes.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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