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Fora todos: “da quadrilha que quer sitiar o país a Ciro, Bolsonaro e Marina

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“É o Zé Dirceu, estou aqui com o Dimas, quero mandar um abraço fraterno, afetivo, de gratidão a todos, dizer que continuo firme, de pé e na luta. Como vocês sabem, nós vamos retomar o governo do Brasil. Eles tomaram na mão, deram um golpe, rasgaram a Constituição, rasgaram o pacto social, mas o povo está conosco e nós vamos voltar. Um grande abraço.”
O parágrafo acima é a transcrição de um áudio que viralizou pelo whatsapp na última sexta-feira. Como se vê, o “guerrilheiro” – codinome utilizado pelo ‘Departamento de Propinas’ da Odebrecht para se referir ao dirigente petista – garante o retorno ao poder de uma quadrilha determinada a sitiar o país, e que somente teve o seu projeto interrompido graças aos vários episódios de corrupção revelados pela justiça.
Diga-se, há poucos dias foi a vez de Gleisi Hoffman ofender a inteligência de milhões de desempregados, quando declarou que o Partido dos Trabalhadores recorrerá aos órgãos internacionais para garantir que Lula possa disputar a presidência no ano que vem.
 
E, por fim, também durante a semana que passou, coube ao próprio Luiz Inácio sacramentar a trilogia de disparates, ao afirmar que o país vive um clima de ódio e intolerância “porque desde 2013 Temer e Aécio vendem facilidades e culpam o PT”.
Como se vê, nenhum dos três abriu mão da surrada cartilha que prega a divisão da sociedade como plataforma. Dessa vez, entretanto, a grande ameaça ao país não está no improvável ressurgimento do petismo como catalizador das massas. Grave, isso sim, é a apropriação que oportunistas tentam fazer do lema em voga no momento: o “fora todos!”.
É claro que descontentamentos com o status quo político não são exclusividade nossa. Jovens como Emmanuel Macron e mesmo Donald Trump estão aí para comprovar essa tendência. Contudo, raros são os países onde existe uma hegemonia ideológica tão clara quanto aqui.
Não é à toa que “Nem Dilma, nem Temer” foi prontamente abraçado pelos formadores de opinião, assim que ficou clara a inviabilidade da presidente. Idem para outro slogan de efeito, o “Diretas já!”. Deve ser muito confortável propor mudanças quando, no fundo, o que se deseja é a continuidade.
Aliás, não é por acaso que, ao ser perguntado sobre a uma possível candidatura de Lula, Ciro Gomes classificou a dita cuja como sendo um “um desserviço ao País”. O plano de retomada da esquerda precisa da derrocada do petismo para fazer a fila andar.
Vale lembrar, porém, que o atual cenário não contempla somente desqualificados como Gomes ou fraudes como Marina Silva. Também Jair Bolsonaro pode se apresentar como anti-establishment.
No fim das contas, o fora em si nem é um grande problema. É no todos que mora a esperteza.
 
Por Mario Vitor Rodrigue, do Estadão

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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