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Governista elogia saúde pública no AC. Oposição critica gasto milionário com publicidade e calote a fornecedores

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“Reconhecer que as autoridades perderam totalmente o controle da segurança já é alguma coisa”, disse a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) sobre a declaração do governador Tião Viana (PT) de que “o Acre está muito pior que a Colômbia de Pablo Escobar nos anos 80”. Para a deputada, a mea culpa do governador sobre as falhas no combate ao crime deveria servir de espelho para o líder do governo na Aleac, Daniel Zen, que, numa visão muito pessoal, arriscou dizer que o Sistema Único de Saúde no Acre atende a todos e não faltam médicos nas unidades hospitalares.
“O atendimento oferecido pelo SUS não existe. Faltam equipamentos, remédios e nos postos de saúde nem Dipirona existe mais”, reagiu a peemedebista. Já o deputado Antônio Pedro (DEM) afirmou que no Pronto Socorro de Rio Branco um dos serviços essenciais de emergência, o Raio-X, não continua com problemas. “Tenham mais sensibilidade com os menos favorecidos. Paguem os fornecedores no sentido que estes voltem a fornecer os produtos básicos e necessários para garantir atendimento à comunidade de forma segura e digna”, disse.
O deputado afirmou ainda que o governo investe R$ 15 milhões em publicidade e apenas 6 milhões na área da segurança. “Isso é uma falta de responsabilidade muito grande e que deixou o estado totalmente vulnerável à criminalidade e famílias inteiras à mercê da própria sorte. Governador, invista mais em segurança, educação e saúde. Pare de fazer propaganda enganosa”, indignou-se o deputado.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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